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31/01/2009 - 10:00

FHC diz que Osesp corria “risco” com Neschling

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A demissão do maestro John Neschling do comando da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, tema de longa reportagem  publicada na sexta-feira no Último Segundo, continua repercutindo. Em entrevista  ao jornal “O Estado de S.Paulo” neste sábado, Fernando Henrique Cardoso, presidente do Conselho de Administração da Fundação Osesp, falou que a permanência de Neschling colocava a orquestra em risco:

Nós precipitamos a saída do maestro porque uma orquestra para funcionar precisa de harmonia. Ele quebrou essa harmonia e não só com o conselho, mas em todas as instâncias. Uma orquestra que, como ele diz, está em um momento delicado de sua trajetória, não pode ser sujeita a isso. O risco para a orquestra seria maior sem a substituição.

FHC também comentou o histórico de desavenças entre Neschling e o governador José Serra, a quem o maestro atribui pressões pela sua demissão. O presidente dá a entender que houve, sim, pressões no início da gestão Serra à frente do governo do Estado (2007), mas que o conselho protegeu o maestro:

Se o governador fez pressão no início, nunca mais fez. Se houve qualquer movimento, fizemos uma barreira. A relação com o governo precisa ser harmoniosa e isso significa ouvir e ser ouvido, de acordo com as obrigações de cada um.

Por fim, FHC nega, como publicado no Último Segundo, que a demissão de Neschling tenha ocorrido por comunicação via e-mail. Segundo ele, o embaixador Rubens Barbosa, membro do Conselho da Osesp, comunicou Neschling da demissão por telefone:

Mas ele não foi afastado por e-mail. Avisei por e-mail que o embaixador Rubens Barbosa (membro do conselho da Osesp) iria comunicar a ele por telefone a natureza do assunto importante que precisávamos tratar. Depois disso, mandei por correio a carta de demissão e, a pedido dele, uma cópia por e-mail. E, também, convenhamos que hoje em dia o e-mail é uma forma natural de correspondência.

PS. Este blog acolhe comentários sobre os temas discutidos, e não faz qualquer tipo de restrição às opiniões emitidas, desde que respeitados os princípios da boa educação. Em atenção aos leitores que aqui entram para dialogar sobre os temas tratados, não publico comentários sobre assuntos sem nenhuma relação com o que é discutido.

Autor: - Categoria(s): Blog, Cultura Tags: , , , ,

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119 comentários para “FHC diz que Osesp corria “risco” com Neschling”

  1. para o Jaime ramos dos santos disse:

    Jairo

    para tocar pandeiro salário 20 mil

    ta afim?

  2. alvaro de oliveira santos disse:

    é muito triste ler comentarios de pessoas tão ignorantes com referencia a politica, a cultura e a adm. publica.
    não fosse FHC o Brasil estaria fazendo ligação telefonica com aparelho movido a manivela e andando de carro de boi. juizo seus otarios e procurem obter mais conhecimentos lendo alguma coisa alem da “folha operaria”

  3. Jesse disse:

    Num país em que a maioria do povo sobrevive com salarios-merreca, R$100.000,00 é imoral. Esta elite paulista é hipócrita.

  4. Arnaldo disse:

    De tudo o que li, me fez chegar à uma triste conclusâo: a de que eu me admirava que esta paisinho não podia mesmo ter uma orquestra da condição da OSESP! Eu dizia à amigos e familiares que me acompanhavam aos concertos onde a orquestra se apresentava que não era possivel que um país tão pobre culturalmente pudesse ostentar um orquestra de tal magnitude!
    E aí esta: eu tinha razão, pois que o que nos era apresentado não era, em verdade real! Por trás de tanta coisa bonita, arquitetavam planos no sentido de colocarem as coisas nos seus devidos lugares, ou seja: que este país não pode mesmo ter nada que verdadeiramente preste!
    Os senhores (o diminuitivo é proposital) deveriam envergonharem-se! A 4º Metrópole do mundo não pode manter uma orquestra como a OSESP! Bastante próprio da acanhada e tacanha sensibilidade e falta de cultura dos “homens” que se propunham a tutela-la!
    Fico e ficamos todos que amamos esta cidade e a boa arte, tristes com tal atitude, mas deveriamos todos nos consciêntizarmos de que o desfecho só poderia ser este mesmo! Dinheiro para coisas de somenos importância e até indecentes, existe!
    Continuem a sustentar essa condição de pobretões administradores do dinheiro público, em detrimento da boa arte!
    arnaldo!

  5. qual é o salário? e a indenização? disse:

    Quanto vai ser a indenização?? aviso prévio.
    Esta demissão vinha rolando há anos.
    Desde que o governador entrou no governo.
    Que FHC tem haver com isso?

  6. sandro marques disse:

    Este Guilherme Pessoa certamente é petista. Orquestra é bom pra lembrar do governo do Lula, que é o violino. Pegou com a esquerda e toca com a direita! rsrsrs. Com relação ao maestro, deveriam se interar sobre o que realmente estava acontecendo. A atitude foi correta!

  7. Ayrton disse:

    Utilizando da soberba de sua qualidade profissional, desagregando ambiente de maneiras diversas, como mencionado em reportagem, este tem de ser retirado sim. E nessa nossa época qual o problema de ser por e-mail.
    Isso é o mesmo que aquele fuzileiro desagregador de ambiente, nocivo ao grupo, onde na primeira batalha, estando no “front”, o comandante deveria direcionar o primeiro tiro nele, mantendo assim uma equipe.

  8. katia disse:

    Todo mundo achando um absurdo o maestro ter sido demitido por e-mail. Engraçado, e os músicos que ele demitiu assim? e os 7 musicos que ele demitiu por fazer parte do conselho que existia dentro da orquestra, onde teoricamente era pra proteger os interesses de todos os outros musicos? e todos os outros que ele expulsou do ensaio chamando de incompetente.
    Todo mundo falando do FHC, só pq ele FOI presidente do país e a demissão de um “ditador” é manobra política. Gente que comprou um pacote de ingressos a “Assinatura da OSESP” pedindo o dinheiro de volta porque na concordava com a demissão do grande maestro e nao foram consultados. ACORDA QUERIDO, nem os musicos foram consultados, alias deve ter musico comemorando ate agora.
    O grande concerto de final de ano transmitido pra Europa foi um grande fiasco. Os europeus nao aguentavam deixar a televisao ligada por 5 minutos seguidos criticando o repertorio escolhido, o som, a imagem…… la eles tem orquestra que fazem esse tipo de programa, tanto grandes orquestras como a de Viena, como outras orquestras de cidades pequenas. Neschling nunca foi um grande maestro pra orquestra, foi um otimo empresario, isso sim. Pegou a OSESP em frangalhos, colocou suas condições e as pessoas aceitaram, quem não faria a mesma coisa em seu lugar a 12 anos atras?! Bom maestro nunca, otimo negociador, empresario, sempre! a oquestra fez otimos concertos por causa da competencia dos musicos que tem, e dos otimos maestros convidados.
    E agora esperamos grandes feitos do maestro escolhido para ficar no lugar do Neschling até 2010, excelente escolha por sinal.
    NÃO FOI UMA INJUSTIÇA ELE TER SIDO DEMITIDO POR E-MAIL, NADA MAS JUSTO POR TUDO O QUE ELE FEZ COM OS MÚSICOS DA OSESP QUE FORAM HUMILHADOS.

  9. luís araújo disse:

    bom dia…
    veja bem, 100 mil? não sei nada de música, mas com esse salário, toco, canto, sapateio e ainda tomo conta dessa orquestrazinha, até porque lá, todo mundo ja sabe o que tocar. ia ser moleza. vamos galera, torçam pra mim, me apresentem a esse grandão FHC, digam que sou bom nesse negócio. tem mentira que DEUS perdoa.

  10. luís araújo disse:

    ah…
    ia me esquecendo, quero trabalhar somente 1 ano, nunca mais fico pobre. após 1 ano, compro 1 caminhão carregado de sabão em pó, vou pra junto da barragem de pedras (aqui em jequié/BA) e fico o resto da vida fazendo bolinhas de sabão.

  11. Prof. Paulo Carneiro disse:

    Na tarde de ontem, 31.01,ao abrir este site, deparo-me com a reportagem de Maurício Stycer, diga-se de passagem, muito bem articulada, imparcial, sobre “a demissão do Maestro John Neschling do comando da OSESP”. O que me motivou a aventur-me em fazer um comentário sobre este caso? Justamente porque tirei o dia de hoje para fazer umalimpa em meus arquivos, sobretudo de algumas revistas antigas e eis que, momentos antes, estava a ler algumas reportagens na Revista Veja, mais precisamente em seu Caderno Veja Rio, de 02.05. e 09.05. 2007, onde a matéria tratada dizia respeito a performance dos Maestros Neschling e Minczuk, respectivamente. Para o primeiro reportava-se a uma série de três espetáculos marcados para iniciar no dia 13.05 no Rio de Janeiro, comentando o “andamento acelerado” em que o mesmo se encontrava para a devida apresentação, envolvido ainda com eventos particulares, concluindo com comenetários sobre sua exibição “na cidade que é sede da Orquestra Sinfônica Brasileira, comandada pelo seu ex-parceiro de Osesp e desafeto Roberto Mincsuk”. Na segunda reportagem do dia 09.05, falava do mesmo Mincsuk, como um maestro de “linha dura, muito suor, ousadia e salário de estrela ($400 000) que recuperara “o prestígio da Orquestra Sinfônica Brasileira … talentoso e exigente ao extremo…..” que recebeu dos músicos o apelido de “Bernadinho” em referência ao “difícil e vitorioso técnico da seleção de volei” e que no Rio de Janeiro dividia o prestígio com o também famoso Isaac Karabtchevsky regente da Orquestra Petrobrás Sinfônica, até então no prestígio. Muito bem: três grandes nomes, três grande maestros e o salário de um deles é revelado, isto em 2007. A Osesp foi tirada do buraco e levada ao topo do prestígio Nacional e Internacional por um homem de valor, que se age com rigor porque sabe o que sente e ama o que gerou, graças a confiança de um político verdadeiramente estadista, que foi o Sr. Mario Covas, que no poder de Governador confiou no projeto de Neschling. Agora, como formigas que não podem sentir a presença do doce e em segundos invadem o local, também, esse Conselho de Políticos, que na época do amrgo não devia existir, querem estuprar uma conquista, porque o sucesso é grandioso e como papagaios de piratas se postam por traz do Poder de conselheiros e demitem um homem de valor? Se os músicos estão reclamando que se procure apurar o porque, pois, como a responsabilidade do comandanrte de um navio, que age com rigor, assim também deve ser a do Maestro, que se ganha o que ganha é porque estudou e se dedicou para isso. Porque não comentam o salário dos Juízes, que também deram o seu sangue, ou, de jogadores de futebol famosos. É muita hipocrisia em função do dinheiro. Só hipócritas que não reconhecem verdadeiraqmente talentos inatos, não os construidos na base do interesse pessoal. Cito as opiniões de Marombão(17:32); José Luiz(17:36); Heitor(17:47) e Baleia(17:50) e faço delas também as minhas, como as melhores sobre o fato. Deixem a cultura para quem é da cultura. Quem certa vez disse, como sociólogo, estando no poder “esq

  12. Prof. Paulo Carneiro disse:

    continuando o comentário: “esqueçam o que eu ensinei……..” não tem sensibilidade para amar do fundo de sua alma e nem falar de cultura, por mais culto que possa parecer ser. Sócrates também incomodou o poder, mesmo sabendo que ia tomar sicuta e quando ouço uma “Abertura 1812” de Peter Iljitsch Tchaikovsky, vejo o ardor desta composição e o movimento que deu a sua batuta para dar existência a mensagem que enviava ao poder que tentava dominar o mundo naquela época – Napoleão Bonaparte. Maestro John Neschling só os que tem a sensibilidade na alma consegue captar com amor a dureza de um trabalho, sobretudo, da única linguagem que o homem em qq época entende, que é a música. se alguém reclama, é que ainda não está suficientemente maduro para a música. Povo de São Paulo, lutem pelo que foi reconquistado com a força de um trabalho, cujo tempero foi dedicação e amor.

  13. duvida disse:

    Alguem aqui foi regido por ele?
    Falar que ele merece ganhar o que ganha pq estudou?
    Por acaso os instrumentistas não estudaram nada, ne?
    Alias, são os unicos que estudam como condenados para entrar na orquestra, o senhor maestro nao teve que fazer concurso nenhum. Eles (maestros) não são deuses. são músicos comuns, que exercem uma função diferente. Como em qualquer profissão, alguem tem que dar as coordenadas, mas nem por isso são deuses, nem donos, nem senhores da razão. Engraçado como o publico os coloca em pedestais, e eles acabam acreditam e se colocam em pedestais mais altos ainda.
    Aí da no que dá, quanto mais alto, maior a queda.
    Ele é como qualquer musico de dentro da orquestra que morreu pela boca, falou demais,e teve gente que não gostou.
    O conselho era o unico que o defendia. Mas tem hora que não da mais pra tapar o sol com a peneira. Esse ultimo ano (2008) com tantas declarações negativas do Neschling, depoimentos anonimos dos musicos, vcs acham mesmo que o maestro era um homem de valor dentro da orquestra, como músico???
    “Se alguem reclama nao está maduro pra musica…” Ser duro e fazer criticas (construtivas) é uma coisa. Humilhar seus colegas de trabalho é outra, completamente diferente.

  14. jerval peixoto sobrinho disse:

    Discordo da maneira como foi feita a demissão. Mas já estava na hora de mudar CIVILIZADAMENTE. Tortellier é ótimo, no último PROMS em Londres brilhou.Não sou contra vedetismos em gdes. maestros…………………………………KARAJAN????????
    Será que Sao Paulo não tem intelectuais, para substitir os FHC?
    Quanto ao salário acho normal para o quilate daquele que tirou a Qrquestra da mmmm…….

  15. alfredo sternheim disse:

    Partidarizaram demais a questão. Desse episódio nada inesperado (há muito que o maestro, com a sua arrogância, era um desagregador), deve-se tirar lições em função da OSESP que recebe 40 milhções do governo do estado e fatura com assinantes. . Primeiro, não se deve pagar100 mil reais por mês ao titular e diretor. É muito, é um desproposito em relação a realidade brasileira, ao salário de um presidente da república ou gocvernador (em torno de 16 mil por mês). Segundo, em função da alta verba que recebe do estado, é preciso cobrar mais contra partida social da OSESP. Terceirio, não há nada de mais, de ofensivo, alguém mandar mensagem de demissão por e-mail, afinal o cara estava na Grecia. E foi avisado antes que rceeberia o e-mail. Vamos ver se a OSESP se torna mais harmoniosa e mais participante no estado de São Paulo, não no exterior.

  16. Jone Boss disse:

    Foi a melhor coisa que podia ter feito o FHC.
    Esse Neschling quando dirigia a orquestra em concerto, parecia um louco correndo ladeira abaixo pelado!!!
    Simplesmente ridículo… O que é mais impressionante é como ele chegou até onde chegou sem saber reger…
    Só no Brasil mesmo…

  17. Jone Boss disse:

    Meus caros, depois de ter lido todos os depoimentos neste blog, gostaria de fazer alguns comentários…
    Primeiro: O poder só se sustenta quando agrega pessoas, projetos e corações…Sem isso com o tempo o “poder” se esvazia…
    Segundo: Se o Sr. Neschling fosse um grande maestro, os próprios músicos se mobilizariam para proteger o dito maestro…
    Terceiro: O conselho da fundação é quem deve tomar conta da situação política junto ao estado de SP, não maestro ou músicos…
    Quarto: O Sr. Neschling, não fez a OSESP sozinho como ele alega, ajudaram na construção desse projeto o governador Mário Covas com sua sensibilidade e muita verba, o secretario da cultura Marcos Mendonça, a liderança do Sr. Neschling e claro os músicos, que para tocarem o repertório que esta orquestra impõe precisam ser de primeira linha…
    Quinto: Troca de maestros em grandes orquestras é um evento normal e natural e faz muito bem para essas entidades que pretendem ser duradouras…
    Sexto: Viva a música, a OSESP enfim vai melhorar !!!!

  18. Manoel disse:

    Realmente o Sr. Fernando Henrrique Cardoso tem razão quando fala que : Em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo” neste sábado, Fernando Henrique Cardoso, presidente do Conselho de Administração da Fundação Osesp, falou que a permanência de Neschling colocava a orquestra em risco, e o que podemos falar do mesmo Sr. Fernando Henrrique Cardoso quando em uma reunião defende isto:Fumar maconha em casa e na rua deveria ser legal? Legal no sentido de lícito e aceito socialmente, como álcool e tabaco? O debate sobre a legalização do uso pessoal da maconha não é novo. Mas mudaram seus defensores. Agora, não são hippies nem pop stars. São três ex-presidentes latino-americanos, de cabelos brancos e ex-professores universitários, que encabeçam uma comissão de 17 especialistas e personalidades: o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, de 77 anos, e os economistas César Gaviria, da Colômbia, de 61 anos, e Ernesto Zedillo, do México, de 57 anos. Eles propõem que a política mundial de drogas seja revista. Começando pela maconha. Fumada em cigarros, conhecidos como “baseados”, ou inalada com cachimbos ou narguilés, a maconha é um entorpecente produzido a partir das plantas da espécie Cannabis sativa, cuja substância psicoativa – aquela que, na gíria, “dá barato” – se chama cientificamente tetraidrocanabinol, ou THC

  19. MARIO VELLO disse:

    AGÓRA FICOU LEGAL.PUSERAM O FRANCES.MAS QUE BAITA SEM VERGONHICE.ISSO NÃO É SÓ NA OSESP É NO PAÍS INTEIRO.DEVIAMOS DEVOLVER TUDO PARA OS INDIOS E AINDA PEDIR DESCULPAS PELO ESTRAGO.

Os comentários do texto estão encerrados.

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