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06/02/2009 - 11:12

Little Joy não acrescenta nada

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Sei que vou ouvir poucas e boas, a começar aqui em casa, mas achei o show do Little Joy nota 6. E olhe lá. Meia boca. Nada de mais. Tinha achado o disco legalzinho, simpático – igual a dezenas que andam por aí. A diferença é que paguei R$ 20 pelo CD e R$ 60 para ver o show.

Quinta-feira, 22h10. O Clash, em São Paulo, está lotado. É difícil ver qualquer coisa – a não ser que você esteja numa área vip, mas quem pagou R$ 60 não tem direito a assistir da área vip. A lata de cerveja, “na promoção”, custa R$ 5. 

“O repertório tá acabando”, avisa Rodrigo Amarante depois de 40 minutos de show. É a última canção. Depois ainda rola um bis – uma escassa música, que ele apresenta sozinho, sem a companhia de Fabrizio Moretti, que ficou no camarim. Meio caro, achei, pagar R$ 60 por um showzinho de 45 minutos, que reproduz um disco quase sem tirar nem por – se não me engano, com direito a uma música nova.

A reunião da melhor voz do Los Hermanos com a do baterista do Strokes, uma das melhores bandas de rock recentes, mais uma loirinha com pouca voz, mas charmosa, realmente é notícia. Entendo o interesse que despertou na mídia e entre os fãs das duas bandas. Mas Little Joy não tem alma, não tem personalidade, não é nada demais. Não incomoda, mas não acrescenta nada.

Autor: - Categoria(s): Cultura Tags: , , ,

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81 comentários para “Little Joy não acrescenta nada”

  1. joão lima disse:

    Não é só porque alguém faz um som diferente do que costumamos ouvir, que podemos considerar aquele som ruim. Seria um porre se todo artista ou banda no mundo tocasse o mesmo tipo de música, com o mesmo estilo e proposta. Viva a diversidade musical!!!

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