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16/07/2009 - 10:19

O destino de Verón estava traçado antes dele nascer

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Os “Leões da América”, como foram apropriadamente chamados pelo diário “Olé”, começaram a ganhar a Libertadores aos 4 minutos do primeiro tempo, quando Verón acertou uma cotovelada em Ramires, o juiz não viu e o jogador brasileiro perdeu o eixo, para não mais recuperá-lo na partida.

Verón comandou o Estudiantes. No lance do primeiro gol, achou Cellay na direita, que cruzou para Fernandez marcar. Depois, cobrou o escanteio na cabeça de Boselli, que assinalou o gol do título. Ao longo de 90 minutos, só deu ele. Cadenciou o jogo. Protegeu a defesa. Marcou. Atacou. Catimbou. Irritou os brasileiros. Fez cera. Foi o personagem do jogo.

Um dia antes da decisão, Gian Oddi, editor do iG Esporte, havia me convidado a escrever, caso o Cruzeiro ganhasse, sobre os destaques do time brasileiro. Respondi: “Só quero escrever se o Estudiantes ganhar. Quero escrever sobre o Verón, o jogador mais parecido com Toninho Cerezo que já vi jogar”.

Não vou aqui entrar em detalhes sobre a saga de Verón. Basta dizer que seu pai, Juan Ramón Verón, La Bruja, é um dos maiores jogadores da história do Estudiantes. Para falar apenas o essencial, foi tricampeão da Libertadores (1968-69-70) e Mundial, em 1968. A decisão, contra o Manchester United, resultou em vitória por 1 a 0 na Bombonera e empate por 1 a 1 no Old Trafford, gol de Verón.

O destino de Juan Sebastian Verón estava, portanto, traçado antes de nascer. Torcedor fanático do Estudiantes, naturalmente começou sua carreira no clube, em 1994. E o seu apelido não poderia ser outro: La Brujita. Passou rapidamente pelo Boca Juniors e, em 1996, com 21 anos, já estava na Itália. Foi levado para a Sampdoria, o time que, cinco anos antes, com Cerezo numa posição semelhante, havia conquistado o único scudetto da sua história.

Não teve a mesma sorte, mas conquistou muitos títulos em outras equipes. Jogou no Parma (e venceu a Copa da Itália, em 1999), na Lazio (onde foi campeão italiano e da Copa da Itália, em 2000) no Manchester United (campeão inglês em 2003), no Chelsea, e na Inter de Milão (campeão italiano em 2006 e bicampeão da Copa da Itália em 2005 e 2006), antes de ser repatriado pelo time onde começou a carreira.

No ano passado, na Copa Sul-Americana, vi Verón destruir o Botafogo – 2 a 0 em La Plata, 2 a 2 no Engenhão. Isso é fácil, dirão os leitores. É verdade. Mas nesta quarta-feira, contra o Cruzeiro, ele mais uma vez repetiu o feito. Aos 34 anos, foi o comandante de um time firme, não especialmente talentoso, mas corajoso o suficiente para virar um jogo que começou a perder aos 7 minutos do segundo tempo.

Os “Leões da América” realizaram uma façanha histórica nesta quarta-feira, no Mineirão, e La Brujita, definitivamente, deixará de ser apenas o filho de La Bruja nos anais do Estudiantes. Juan Sebastian Verón é o nome deste título continental – o quarto da equipe de La Plata.

Autor: - Categoria(s): Esporte Tags: , , , ,

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34 comentários para “O destino de Verón estava traçado antes dele nascer”

  1. Jerônimo Otavio disse:

    Ha muito nao leio um artigo com tanta coerência. Sim aos 4´quando Verón acertou o Ramires, comecou a mudar a história do jogo, pois nao só o Ramires perdeu o eixo como todo o time do cruzeiro se acorvadou. Dai brujita mandou no jogo. Treineiros e jogadores brasileiros estão nadando em dinheiro e nao se importam mais se ganham ou se perdem, porque vão receber mesmo no fim do mes. Qual jogador do Cruzeiro demonstrou raça durante o jogo, brujita recebeu um amarelo e ninguem foi capaz de provocar sua expulsão. Temos que aprender muito ainda pra voltar a ganhar titulos da libertadores.

  2. Julio disse:

    Destino não existe, pura bobagem. O que existe é dedicação, garra, buscar objetivos claros na vida, Destino é para quem se acomoda. O sr. stycer quis enaltecer o time do Estudiantes, porém errou na mensagem. ficaria muito melhor em atribuir ao jogador em destaque sua trajetória de trabalho e determinação. isso, sim, leva ao triunfo, ainda que um pouco demore. E tenho dito!

  3. roberto salvino disse:

    Realmente é de chorar
    Cada comentariozinho ridiculo inclusive o colunista
    Torceu antes pela derota brasileira – torce depois
    Assim temos colunista – infelizmente
    Tá duro de aturar

  4. Junior disse:

    Hôôô Roberto Salvino

    O nosso nobre colunista tem o direito sim de escrever sobre qualquer time e sobre qualquer vitoria que ele quiser..ora bolas!
    Se voce como cruzeirense que é se acha no direito de reclamar…deve estar bem entediado hoje né…puxa… a noite pra voce deve ter sido longa né ?

    Pena tambem pra os corintianos que sonhavam com VERON no seu time em 2010

    Ele (VERON) ja se declarou amor a torcida maravilhosa do GALO!!!
    Ate nossa bandeira ja levou pra Argentina!!!

    Viva La Plata!!! Viva o Galo!!!

  5. Um time para ser campeão, tem que ter garra, dedicação e vontade de vencer. Foi o que faltou ao Cruzeiro.

  6. jah disse:

    Me encanta Veron!! Es Argentina, es estudiantes de la plata….
    Chupa macaquitos brasileños!!

    Tinha de ter um babaca raton para nos chamar de macaquitos por que ganhou uma partida. Na guerra das FALKLANDS vieram aqui exigir ajuda, mas na segunda guerra mundial ficaram do lado dos nazistas, aplaudindo quando afundavam navios brasileiros. Achei justo o Estudiantes ganhar porque o Cruzeiro já se achava campeão, mas um RATon vir aqui escrever isso! Europeu de 5ª categoria. Depois vai vir procurar emprego no Brasil.

  7. Carlos Santana disse:

    Eu notei que o Estudiantes começou a vencer a Libertadores quando eu estava assistindo o SPORTV e ví uma entrevista com o Presiedente cruzeirense e este dizia que o seu time já estava com a festa pronta e nisso, a imprensa toda já achava o Cruzeiro campeão. Ora, como disse Nelson Rodrigues, futebol é uma caixinha de surpresa. Quando os argentinos chegaram disseram que o Estidiantes tem costume de ser campeão na caso dos adversários. Isto foi o bastante para a imprensa encher de gozação os telespectadores, só que a imprensa esqueceu de pegar o histórico do time argentino. Eles sabiam por têm a infrmação e não divulgou para os torcedores. E deu no que deu. Parabéns para o Estudiantes amostrou para os cruzeirenses e para a imprensa mineira que futebol se ganha é em campo e não com sensacionalismo.

  8. Luis Henrique disse:

    Achei que viria algo inteligente. Parei quando o comparaste com Toninho Cerezzo. Continuas o medíocre de sempre.

  9. Duane disse:

    Talvez haja um erro de digitação aí no post: “e na Inter de Milão (campeão italiano em 2003”.
    A campeã da temporada 02/03 foi a Juve… e da temporada 03/04 campeão foi o Milan.
    04/05 foi aquela bagunça, e aí de 05/06 em diante só deu Internazionale.

    Abraços!

  10. antonio disse:

    se fosse só a cotovelada do veron que o juiz não tivesse visto. Ele não viu nenhuma falta dos argentinos que considerava contato fisico nas palavras do arnaldo, mas todo contato fisico do cruzeiro perto da área ele marcava falta.
    Os argentinos não deixaram o cruzeiro jogar, infelizmente por imaturidade destes jogadores eles deixaram os argentinos jogarem, só fizeram falta dando empurrões, quando alguém deveria ter tirado o veron de campo com uma porrada bem dada, na bola e no tornozelo, claro !

  11. Raimundo Henrique O. Dias disse:

    Rapaz,

    Gosto de participar da sua coluna, devido à sua inteligência e imparcialidade.
    Há muito tempo venho destacando que os jogadores argentinos teem mais habilidade com a bola que os brasileiros. Além de um compromisso inigualável.
    As equipes argentinas, e, outras espalhadas pelo mundo, jogam coletivamente; muito diferente do individualismo “nacional”, influenciadas cada vez mais pelo “ufanismo patriótico” reinante pela grande mídia nacional; principalmente pela “BOBO NET” trocadilho safado que uso para designar a “rede bobo, melhor “rede globo”.
    E, por falar em “BOBO NET”, a “narração do gaivosa”, que beleza!!, quanto “profisssionalismo”!!, imparcialidade!!. Gostaria de saber onde ele colocou o “grito” de golll e ÉÉÉÉÉÉÉ CAMMMMPPPEEEÃÃÃOOO!!!! ha, ha, ha, …
    Saudações.

  12. Julio disse:

    Não acho que time do cruzeiro tenha sido arrogante. Acho que os comentários sempre foram bastante respeitosos com o adversário.

    Não quero desmerecer o Estudiantes que conseguiu uma façanha ao derrotar o Cruzeiro em casa de virada, mas foi um jogo parelho, onde a vitória esteve proxima para os dois lados.

    E a grande façanha do Estudiantes foi realmente tornar o jogo parelho. A expectativa da imprensa, seja argentina ou brasileira, era vitória do Cruzeiro.

    Enfim foi uma final pegada, tipica de final de libertadores (como foram as finais que São Paulo ganhou contra os times argentinos, as que o Palmeiras disputou – ganhando uma e perdendo a outra – com a final do fluminense – que consegui uma vitoria heroica e perdeu nos penalties)

    E mesmo considerando apenas o periodo em que as equipes brasileiras passaram a dar importancia a Libertadores (após o bi-campeonato do Sao Paulo), o Brasil continua fraquinho, fraquinho nas disputas de titulos contra os vizinhos.

    Qual será o segredo das equipes deles (argentinos principalmente)? Será que o futebol deles realmente é melhor que o nosso ?

    Antes do bi do Sao Paulo a nossa visão sobre a Libertadores era de um campeonato de importância menor que o campeonato brasileiro, e com dificuldades logistica adicionais (transporte aereo, lingua, condições dos locais de jogos, desrespeito as equipes visitantes, risco de lesões ao jogadores – pelo excesso de disputa fisica nas partidas ou simplesmente pelos zagueiros acougueiros). Seria essa a justificativa para o dominio de argentinos e uruguaios.
    Porém, após o enobrecimento da Libertadores, continuamos com estatisticas ruins, principalmente nos ultimos anos. Será que realmente, Boca Jrs, Olimpia, LDU, Estudiantes dariam um banho se disputassem o campeonato brasileiro? Eu acho que não, mas onde está o segredo? Será que essas equipes tem uma poder de superação maior que as nossas ?

  13. Gildasio Junior disse:

    A explicação e bem simples os Argentinos tem mais amor a camisa , a sua torcida é fiel e leal e sem contar com sua habilidade e maladragem que ja vem no Dna Argentino ao contrario dos jogadores Brasileiros de hoje que são Mercenarios mesquinhos que não da a minima para os clubes e so pensam no dinheiro que se fodam da- le Argentina da-le Estudiantes tetra da Libertyadores.

  14. carlosnem disse:

    a rivalidade de cruzeiro eatretico e igual a do meu mengao

Os comentários do texto estão encerrados.

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