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20/11/2009 - 13:10

Especial sobre Cazuza “reabilita” Ney Matogrosso

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O programa sobre Cazuza (1959-1990) exibido pela Globo nesta quinta-feira, dentro da série “Por Toda a Minha Vida”, fez justiça, finalmente, ao cantor Ney Matogrosso, vetado e suprimido do filme “Cazuza, O Tempo Não Para” (2004), uma produção da Globo Filmes, dirigida por Sandra Werneck e Walter Carvalho.

Ney aparece de várias formas no especial. Ele fala sobre o relacionamento amoroso de três meses que teve com Cazuza, dá um depoimento sobre a obra do músico (elege “O Tempo Não Para”, “Blues da Piedade” e “Brasil” como suas obras-primas) e faz parte da encenação de um episódio fundamental na trajetória do Barão Vermelho: a sua decisão de gravar a canção “Pro Dia Nascer Feliz”, que deu visibilidade, no início dos anos 80, à jovem banda de rock.

Apenas por isso, o especial sobre Cazuza já mereceria todos os elogios. Mas o programa, com direção de Gustavo Fernandez, roteiro de George Moura e Teresa Frota e colaboração de Fernanda Scalzo, vai além.

Com ótimos depoimentos, inclusive do colega de escola Pedro Bial, do parceiro Roberto Frejat e do pai João Araujo, que raramente fala sobre Cazuza, o programa apresenta histórias pouco conhecidas ou inéditas sobre a breve vida do músico.

Bial descreve o dia em que os dois, crianças, foram recebidos por Vinicius de Moraes na banheira de sua casa e convidados a beber um uísque. Com muita sinceridade, Frejat relata a briga que teve com Cazuza e como reagiu à decisão do cantor de deixar o Barão Vermelho: “Fiquei puto”, diz. João Araujo aparece numa encenação aos tapas com o filho adolescente e, em outro trecho, emociona-se ao falar do legado de Cazuza.

Lucinha Araujo, mãe de Cazuza e co-autora do livro “Só as Mães São Felizes”, que serviu de fonte para o filme “O Tempo Não Para”, também é ouvida no especial, mas seu papel na história parece ter sido redimensionado.

O especial apresenta os vários Cazuzas que a sua geração conheceu: o compositor genial, o boêmio inconveniente, o hedonista irresponsável, o rebelde indomável, o artista corajoso, o exagerado em tudo. Entende-se claramente, ao final do programa, porque ele faz tanta falta.

Autor: - Categoria(s): Cultura, televisão Tags: , , , , , , , ,

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15 comentários para “Especial sobre Cazuza “reabilita” Ney Matogrosso”

  1. […] This post was mentioned on Twitter by Mauricio Stycer, Joel Nascimento Jr.. Joel Nascimento Jr. said: RT @mauriciostycer: Especial sobre Cazuza "reabilita" Ney Matogrosso, que havia sido suprimido no filme sobre o cantor. http://migre.me/c5SU […]

  2. Social comments and analytics for this post…

    This post was mentioned on Twitter by roniuj: RT @mauriciostycer: Especial sobre Cazuza “reabilita” Ney Matogrosso, que havia sido suprimido no filme sobre o cantor. http://migre.me/c5SU

  3. Daniel disse:

    Muito bem feito o programa.

  4. Ana disse:

    Foi emocionante o programa, e o Ney foi muito franco e corajoso.
    Não sabia também que Zeca Camargo já era repórter naquela época e revelou sobre a doença do Cazuza.
    Deveriam fazer mais programas assim.

  5. Flávia disse:

    Enviaram -me um e-mail a respeito da vida de Cazuza que a princípio me chocou, mas de fato trata da realizade dele.
    “O Cara” foi mimado, o acato exagerado de D. Lucinha às vontades e peripécias do filho, sorry, sorry, mas contribuiram sim, e a aprente distância da responsabilidade da figura paterna abdicaram “O cara” das responsabilidades inerentes a ele, que fica explícita inclusive no trato à vida social, pessoal e profissional. Cazuza não conhecia rédea Cazuza!
    Ele “circulou” incólume dentre dois mundos, “quem traz drogas da Inglaterra p o Brasil como, segundo sua mãe, ele fez, infelizmente, inda que seja Cazuza, é um traficante, portanto, um fora da lei, um criminoso.
    Uma pessoa que consegue um puta sucesso e , entretanto, considerava normal se isentar dos deveres para com a banda por causa de seus bacanais de sexo, álcool, drogas, drogas, drogas “e se sobrar tempo” rock in rool, inda que seja Cazuza, QUE DEUS O BENDIGA, mas era inconsequente e irresponsável, uma pessoa comum, presa em sua genialidade, gritando por socorro.
    Não, o problema, creio eu, não é “como o e-mail da tal psicóloga” aponta, de que o Brasil venere ídolos errados, o problema é venerá-los pelos motivos errados e permitir que seus erros sejam alardiados com ecos de vitória.
    Que se grife, CAZUZA na condição de artista foi ímpar e PONTO FINAL, quanto a isso NÃO CABE DISCUSSÃO DE JEITO NENHUM. Jogar pedra no talento dele por causa de problemas externos É BAIXO.
    O saudemos e rememoremos por tal condição sim, fazendo dele um alerta para nossos jovens. Não acho que Cazuza se importe, de onde esteja, e deve estar bem, de ser analisado de maneira a evitar que muitos herdeiros de seu talento cometam falhas bobas porém tão fatais como as dele.
    Senhores ocupantes do 4º PODER, membros da Imprensa, é um dever moral, ético e cívico remontar os textos de celebração à passagem terrena DE ÍDOLOS da dimensão de Cazuza. Quanto a ele, focando SIM em como seria diferente sua trajetória se conhecesse o “tal do limite”, se tivesse ouvido o conselho “dos bem intencionados” que o cercavam, pai, FREJAT (gente, tirar o Frejat do sério? O bicho devia estar PEGAAAANDO! Frejat era jovem, roqueiro, devia dar sua cheiradas, tragadas, sei lá, assim como o próprio Cazuza, pra um jovem, roqueiro, usuário de drogas tbm, DAR SENTADA NO COMPANHEIRO e BANCAR UM PARE AÍ… Santa Maria, mãe de Deus, CazuzA deve ter perdido o prumo meeeesmo!)e muita gente bacana que aparece nos filmes e que sabemos, ou temos a impressão, de que estavam ali presentes o tempo todo.
    Celebrar Cazuza é ressaltar sim, às gerações vindouras, que até ídolo é normal, tem INFÂNCIA, ABORRECÊNCIA, JUVENTUDE, MATURIDADE e nas fases da vida, independente de qual, têm de pedir permissão pras coisas, tem de obedecer pai e mãe, tem de ouvir NÃAAAAAO, até os que cantam , precisam não apenas serem escutados e sentidos, MAS PRECISAM OUVIR, SENTIR, raciocinarem e RACIONALIZAREM, não precisam apenas serem intérpretes, mas devem dar o direito de serem interpretados e acolhidos pela verdade, mesmo que a verdade afronte o universo paralelo utópico no qual se vive, acreditando que sendo a voz dos problemas do mundo se resolve os pessoais e íntimos.
    Viva Cazuza e o legado que ele deixou, pq O TEMPO NÃO PÁRA e no movimento contínuo da existência demos a ele o direito de se manter vivo no maior ato heróico que ele poderia ter… E teve… FAZER DE SEU INCONSCIENTE AUTO-FLAGELO razão para que outros evitem certos caminhos desvairados e não se percam.
    E PARABÉNS FREJAT, que grande amigo, que companheiro, que leão vc tentou ser por ele e pra ele. Só um amigo diz “NÃO, por aí eu não vou e vc não vai me levar e volta pra cá que isso aí é furada!”
    Que seus filhos, que os meus filhos tenham amanhã, cedo ou tarde, ao se exporem ao mundo, amigos como vc!

  6. Marcos Negrão disse:

    Como artista, um gênio. Como pessoa, péssimo exemplo… deplorável.

  7. Sem duvida nenhuma um genio da musica brasileira, pena que se foi tão cedo.

  8. Rodrigo disse:

    Adorei também a matérial.
    Um dos pontos que não foi mencionado foi o beijo gay que ocorreu timidamente, mas ocorreu entre Ney e Cazuza. Uma coisa tão simples como é na verdade. Passou e ninguém morreu por isso.
    Diferente do programa feito com Renato Russo esse me pareceu mais honesto.

    Sobre a crítica super pertinente de Flávia. A única coisa que me irrita é essa necessidade de querer fazer de programas de tv, cinema , música e artes em geral algo pedagógico.
    Não precisa ser Pedagógico, tem que ser o que é. e pronto!
    Educação se tem em casa, com a base familiar de morais e príncipios. Esse sim vai ser o filtro do que eu considero digno de ter atenção ou não.

  9. fatima penha. disse:

    achei o programa muinto bom para servir como alerta a essa juventude de hoje, sobre quem realmente foi cazuza um mal exempo para aquela geraçao que ate hoje a mae dele tenta se enganar achando que o fihlo era um genio. acho que ele devia ser devidamente exquecido para sempre.

  10. Clara D. disse:

    Não concordo de modo algum com o comentário da Fátima , Einsten , Newton e outros gênios não foram bons alunos na escola e por isso temos que esquecê-los ? Isso é preconceito e hipocrisia , no que se refere à sua arte Cazuza foi um gênio ! E no que se refere à sua vida Cazuza foi sincero e corajoso , como muitos de nós não somos , fez o que todos fizeram , fazem ou um dia já quiseram fazer ( algumas das coisas , obviamente ) , quem nunca quis sair por aí sem ter que dar satisfações a ninguém ? qual adolescente nunca quis sair de casa e não ter hora pra voltar , não ter ladainha pra ouvir ? Quantos de nós já não usamos as drogas mais ridículas como o próprio álcool e cigarro e ficamos o caluniando por usar drogas mais fortes e assumir que usa , qual a diferença ? pela droga que ele usava ser ilegal ? o problema não deveria ser dele ? a punição quem sofreu não foi ele ? Então tirem essas máscaras hipócritas e olhem mais pra si antes de apontar os erros dele , a diferença entre nós e ele ? Além da nossa ausência de genialidade , criatividade ou derivados ? A diferença é a nossa falta de coragem , é a nossa vergonha exagerada , é o nosso pudor hipócrita , olhem para si antes de julgá-lo de novo , pra ele nunca importou o nosso julgamento , ser feliz bastava , SER bastava . O que você que tá lendo fez pra mudar o mundo hoje ? E o seu mundo ? A rotina e o tédio realmente são mais seguros , apontar os erros dos outros é mais cômodo , duvido que ele fizesse alguma coisa diferente se pudesse voltar atrás , duvido . E o especial foi magníficio *-*

  11. Fatima disse:

    A genialidade de CAZUZA é algo tão atemporal, que ainda hoje eu ainda amo ouvir as suas canções, cantadas por ele ou por outros cantores. Só fico imaginando qta falta ele faz com suas poesias e criticas corajosas. Sou uma gde fã dele, pessoalmente não me sinto habilitada p/julgar a ele ou quem quer que seja. Afinal tantas pessoas fazem coisas horríveis e tem gente que aplaude, ou simplesmente não se incomodam. Infelizmente as escolhas pessoais de Cazuza só prejudicaram a ele e as pessoas que o amavam e nós seus fãs que perdemos o poeta. HOJE ele poderia estar aí encantando a todos, como Ney Matogrosso, Frejat e tantos outros, que perca; que saudade!!!!

  12. Giselle disse:

    Eu amo ele demais ! O que ele fez foii libertar seus sentimentos e expor o que pensa… mostrou que ele tinha coragem e que só foii mais um dos que viviam uma liberdade (sem limites)depois de uma ditadura tão sofrida!Viveu amores, usou drogas, bebeu e o que ele apenas estava buscando era a felicidade… ele foii e sempre será o Cazuza tão amado e tão querido e apenas se tornou isso por que viveu sem pensar duas vezes antes de fazer, foi imprudente e sem noção e hoje é reconhecido como “o cara”! Sua vida foi louca e breve .. única! Ele foiii um dos poucos que teve coragem de realmente viver a vida!

  13. Phydia disse:

    Também achei o programa muito bom, mas os limites do corporativismo da TV deixam as coisas muito chatas: OK, colocaram o Ney mas continuam ignorando o Lobão — que curtiu muito a “vida louca” ao lado do Cazuza, inclusive na cheiração daqueles tempos, e o máximo que a Globo fez foi botar trecho da música numa das chamadas para o intervalo. Só porque o Lobão está na MTV, não devem nem tê-lo procurado. E, com essa bobeira, perderam certamente um depoimento franco importantíssimo na história…

  14. Giselle disse:

    Eu o amo demais! O que ele fez foii libertar seus sentimentos e expor o que pensa… Mostrou que ele tinha coragem e que só foii mais um dos que viviam uma liberdade (sem limites) depois de uma ditadura tão sofrida!Viveu amores, usou drogas, bebeu e o que ele apenas estava buscando era a felicidade… Ele foii e sempre será o Cazuza tão amado e tão querido e apenas se tornou isso por que viveu sem pensar duas vezes antes de fazer, foi imprudente e sem noção e hoje é reconhecido como “o cara”! Sua vida foi louca e breve.. Única! Ele foiii um dos poucos que teve coragem de realmente viver a vida!

  15. Giselle disse:

    Adorei o programa!

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