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29/11/2009 - 13:19

Como “reencenar” fatos reais em documentários?

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SP Sob Ataque iG 1A exibição neste domingo, às 20h, no Discovery Channel, de “São Paulo Sob Ataque” é um bom pretexto para discutir um aspecto da produção de documentários para a televisão que ainda causa incômodo a muitos espectadores. Refiro-me ao recurso da “reencenação” de episódios de história sobre os quais não há imagens reais disponíveis, mas que são fundamentais para a compreensão da trama.

A série da Globo “Por Toda a Minha Vida” faz muito uso deste recurso, assim como diferentes programas policiais exibidos na tevê fechada, tipo “Medical Detectives” e outros do gênero.

Documentários, de uma maneira geral, contam com muito menos recursos do que filmes de ficção. Por esse motivo, as cenas de reconstituição nestes programas são pobres e quase sempre passam a impressão de serem artificiais e mal encaixadas no ritmo da história que está sendo contada. Pior, muitas vezes quebram o ritmo, ao produzirem aquele efeito de estranhamento no espectador, que percebe estar assistindo a uma recriação tosca da história.

“São Paulo Sob Ataque”, como escrevi no Último Segundo, tem vários méritos, no seu esforço de compreensão dos ataques do PCC durante três dias, em maio de 2006 e a reação da polícia nos dias que se seguiram. Mas há uma clara quebra de ritmo sempre que o documentário, com narração melodramática, nos convida a “ver” alguma cena de violência recriada pela produção. Na minha visão, o filme não perderia nada sem essas cenas “recriadas”.

Autor: - Categoria(s): São Paulo, televisão Tags: , , , ,

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