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19/11/2009 - 16:06

A alegria de ouvir bobagens na “Fazenda”

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Para quem freqüenta este blog e, ao mesmo tempo, aprecia os textos do autor sobre televisão, informo que meus comentários sobre “A Fazenda” serão publicados às segundas e quintas no blog específico que o iG mantém sobre o programa. No texto desta quinta-feira, eu falo da alegria de ouvir bobagens no reality.

Autor: - Categoria(s): Blog, televisão Tags: , ,
25/08/2009 - 12:36

“A Fazenda”: Uma reflexão sobre os sentidos da imitação

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Para alegria dos leitores que reclamaram dos meus textos sobre o “BBB9”, não pude dedicar a mesma atenção ao reality show “A Fazenda”, da Record. Assisti apenas alguns episódios e não cansei de me espantar com a semelhança, em inúmeros aspectos, com o reality global.

Não é novidade nenhuma que o projeto da Record leva em conta, numa mão, a grade da Globo – um fenômeno que transparece em inúmeros programas, tanto na área de entretenimento quanto de jornalismo. 

Assistindo ao duelo entre Dado Dolabella e Danni Carlos no último episódio de “A Fazenda” me dei conta, no entanto, de algo talvez óbvio, mas que vinha me passando despercebido: o sucesso da imitação de uma emissora pela outra só ocorre porque há uma cumplicidade de desejos entre a Record e o seu público – este último quer ver na sua tela uma imitação da emissora líder, com tudo que há de tosco nela. Convido os visitantes deste blog a lerem texto que escrevi a respeito, defendendo essa idéia, intitulado Público deseja que a Record imite a Globo, publicado na segunda-feira, 24, no Último Segundo.

Para quem, por acaso, tiver interesse em mais textos sobre o assunto, escrevi sobre “A Fazenda” em três outras ocasiões: na desastrada estréia, quando Dado e Britto Jr. discutiram publicamente por causa de um remédio e no dia em que descobri que o cachorro do programa era parte de uma ação de merchandising.

Autor: - Categoria(s): Cultura, jornalismo, televisão Tags: , , , , , , ,
13/07/2009 - 14:27

Nem o cachorro é de verdade na “Fazenda”

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Passei uns dias sem assistir “A Fazenda” e, ao regressar neste domingo, fiquei espantado. Não acontece nada neste programa. Ninguém briga com ninguém. Ninguém namora ninguém. Ninguém fala nada engraçado. Ninguém conspira contra ninguém… Que reality é esse?

De mais picante até agora, se entendi direito, é esse – como podemos chamar isso? –  “chove, não molha” entre Mirella e Carlinhos. Mas o ex-namorado da Sabrina Satto avisou em rede nacional que conhece Latino, o marido da Mirella, e jamais “faria isso” em público. Ou seja, a lengalenga vai continuar.

Só para se ter idéia do marasmo, veja as últimas notícias do programa, direto do blog  que a turma do Babado está fazendo:

1. “Tomara que ele vá logo embora”, diz Mirella com raiva de Carlinhos. Comentário do blog: “É claro que todos sabem que a loira só falou isso na hora da raiva… Mirella ficou com raivinha”; 2. “Jonathan é encrenqueiro”, alfineta Mirella; 3. Jonathan pede desculpas para Samambaia; 4. Dani Carlos fica três dias sem tomar banho; 5. Luciele briga com Fabiana por causa das roupas de Samambaia; 6. Sem paciência, Pedro dá bronca em Luciele; 7. Samambaia confessa que já traiu o ex-namorado Gustavo; 8. Luciele questiona a amizade de Fabiana; 9. Cai na Internet vídeo de Jonathan fazendo “telefonema” para Latino; 10. Danni Carlos diz que conversa com Deus desde criança.

Quanta animação!!!

E cadê o Dado Dolabella? Neste domingo, vi o ex-bad boy em três situações apenas: abraçando os colegas que voltaram do paredão, fazendo carinho num cachorro e sorrindo para todos os lados. Pelo visto, a Record voltou a fornecer o medicamento que combinou com o ator.

Ah! O cachorro. Outra novidade para mim. Tem um golden retriever dentro da casa. O bicho, bonito e carinhoso, dá trela para todo mundo e anda com uma bandana amarrada em volta do pescoço. Num primeiro momento, li apenas o seu nome, Max, e pensei: eis, enfim, um momento de bom humor e ironia da “Fazenda” – batizar o cão com o nome do vencedor do último BBB, da rival Globo.

Ainda pensei: ótima idéia, substituir o Theo Becker pelo Max. A animação vai continuar, imaginei. Melhor que isso, só se o cachorro se chamasse Priscila. Ou, melhor ainda, como sugeriu uma amiga, só se o Theo e o Max pudessem dividir o mesmo teto na casa.
 
Mas comecei a estranhar depois de ouvir Britto Jr. tecer loas ao bicho: “Não existe a menor dúvida que o cão é o melhor amigo do homem”, disse. Hum… Prestei mais atenção e me dei conta do óbvio: Max é o nome de uma linha de produtos para cães. Está lá por força de uma ação de merchandising. E mais, li no site do fabricante: o cachorro vai ficar em “A Fazenda” até o final do programa.

Em resumo, não acontece nada na “Fazenda” e, quando acontece, não é de verdade.

Autor: - Categoria(s): televisão Tags: , , , , , , , , ,
25/06/2009 - 09:49

‘A Fazenda’ ensina ao ‘BBB’: roupa suja se lava em público

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Três semanas depois de estrear, “A Fazenda” já escreveu seu nome na história da televisão brasileira, com lugar de destaque no capítulo sobre o que de pior, involuntariamente, já foi produzido em estúdios nacionais.

A discussão entre Dado Dolabella e Britto Jr., quarta-feira à noite, ao vivo, é desses momentos que renovam a esperança do espectador numa espécie de lei de Murphy da televisão, a saber: qualquer programa ruim sempre pode piorar – para alegria de quem se diverte com atrações capengas, mal feitas e mal dirigidas.

O chamado “trash” televisivo é um gênero que exige falta de recursos, falta de traquejo e falta de humor. O resultado dessa rara combinação é o humor involuntário, a graça inesperada, a diversão nas franjas.

Para quem não viu, já há cópias da cena no You Tube. Começa pela indicação de Dado para o paredão pelo ator Jonathan Haagensen. Indicação merecida, já que, de manhã, Dado havia chicoteado as costas de Miro Moreira, confundindo-o com a vaca que deveria colocar no curral. Dado, no vídeo, não reclama da indicação. Entende e aceita. Mas protesta contra a direção do programa.

Dado conta que havia combinado receber o remédio que toma contra insônia, mas fora informado, na véspera, que não receberia a dose combinada. Deixa implícito que o seu comportamento foi influenciado pela falta do tarja preta e de uma noite sem dormir. Britto Jr., com aquele seu admirável jogo de cintura, começa a discutir com Dado, acusa-o de dizer uma “meia verdade” e defende a direção, argumentando que o ator deveria fazer o seu pedido no confessionário (aqui chamado de “câmera do desabafo”), e não pelos cômodos da casa.

São cinco minutos históricos, que deveriam ensinar muita coisa à Globo. Aprendendo enquanto faz, a Record, depois de tanto copiar, finalmente inovou em matéria de reality show: roupa suja se lava em público. Acabou o confessionário! Boninho, que já deu muita bronca em candidato do BBB (lembra-se da Mirla?), deve estar se perguntando como superar esse “golpe”. Com “A Fazenda”, os “desabafos” são agora um direito do público. Parabéns.

Autor: - Categoria(s): televisão Tags: , , , , , , ,
22/06/2009 - 10:19

Se Edir Macedo fosse Silvio Santos…

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É muito tênue a linha que separa um programa “trash”, divertido de tão ruim, de uma atração que causa mal estar e provoca o efeito inverso, deprimindo o espectador. Três semanas depois de sua estreia, “A Fazenda” segue caminhando nesta corda bamba, oscilando entre lampejos de fantasia pop e momentos de puro baixo astral. 

Theo Becker foi, até domingo, o tufão de alegria que moveu “A Fazenda”. Infelizmente, descobrimos, jogou dopado, como se diz no futebol. Estava sob efeitos da sibutramina, uma conhecida droga para emagrecer – mais utilizada por mulheres, que ficam à beira de um ataque de nervos, mas também receitada a homens.

“Andressa!”, gritou o ator, em diferentes momentos, na noite de domingo. Cheguei a ficar em dúvida se estava se referindo à ex-namorada, que avisou não ter interesse em reatar o romance, ou à égua, que batizou durante o programa. No final, ao lançar as suas últimas palavras, compreendi: “Andressa, eu te amo. Eu vou lutar por você até o ultimo dia da minha vida”. Muito pragmática, Andressa deu a deixa: “Theo não vai ter tempo de vir atrás de mim, a imprensa vai assediar muito ele”.

Becker fez um balanço muito positivo de sua participação no programa. Ajudou, por exemplo, a acabar com a imagem que a sua “gente” é gay. Britto Jr., coitado, não entendeu. “De quem você está falando? Dos artistas?”. Theo Becker é de Pelotas, Britto. Manja?

A edição mostrou, na sequência, as muitas brigas e confusões que Becker arrumou na fazenda. Também exibiu o ator, ao violão, cantando uma música de Renato Russo. Enquanto Pedro, filho de Leonardo, destruía de forma desafinada a letra, a câmera permanecia focada em Becker, dedilhando o violão e sugerindo que ele fosse o responsável por aquele desastre. Que injustiça!!!

Como escrevi há três semanas, “A Fazenda” tem tudo para se tornar um clássico do “trash” televisivo brasileiro.  O mix de subcelebridades e gente estranha escolhida foi perfeito. O problema é como acomodar esse povo no formato que a Record está impondo ao programa.

A mis em scène do paredão da “Fazenda” é uma das coisas mais tristes que já vi na televisão brasileira. Britto Jr.,com todo respeito, mais parece um pastor do que um apresentador, inquirindo os candidatos à porta do Purgatório. Os três “emparedados” sentados sobre malas vintage, como se estivessem numa estação de trem de filme americano da década de 50, não combinam com o ambiente ao redor. Os pais dos candidatos, em pé, assistindo aquilo tudo, a iluminação, a música, o excesso de evocações a Deus, as intervenções de Britto (“Espero que vocês dois sejam homens de verdade”, disse para Theo e Miro), enfim, tudo aquilo dá uma tristeza…

Mas, voltando ao que “A Fazenda” tem de melhor, lanço aqui uma campanha: “Volta Theo Becker!”. Silvio Santos, tenho certeza, não hesitaria em arrumar um jeito de mandar o regulamento às favas e reenviar o ator ao programa, como fez com o lendário Alexandre Frota na “Casa dos Artistas”. Será que a Record encara uma dessas?

Autor: - Categoria(s): televisão Tags: , , , , , ,
14/06/2009 - 12:08

Boninho, Luciano Huck e Serra: conversas no Twitter

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A notícia apareceu na madrugada de sábado (13) e atravessou o dia: Boninho desistiu do Twitter. O diretor da Globo publicou no seu miniblog uma mensagem de despedida, depois de duas semanas de muito barulho. “A morte anunciada! Não tenho paciência, mas bom humor. Em 15 dias me diverti muito, mas minha verdadeira ética e profissionalismo dizem não. By”.

Nesses 15 dias em que se divertiu muito, Boninho riu abertamente da estreia do reality “A Fazenda”, na Record, anunciou que Grazi Massafera entrou para a “lista negra” do “Vídeo Show” e polemizou com Britto Jr, que o acusou de ser antiético por criticar a concorrência, afirmando: “Não sou jornalista, não preciso ter ética!”. Escrevi na quinta-feira, 11, um texto, Boninho, o Twitter e a falta de ética, sobre o assunto, no qual observei:

É difícil acreditar que uma pessoa com alguma instrução fale isto a sério – logo, tendo a acreditar que Boninho está brincando, reforçando o personagem que criou. “O Boninho é engraçado porque ele faz questão de manter a fama de mau”, disse Pedro Bial ao Último Segundo, em março. Ou seja, ao defender que não precisa ter ética, Boninho está apenas fazendo uma brincadeira de mau gosto, o que ajuda a explicar muita coisa que assistimos na tevê.

No mesmo dia, o texto foi respondido pelo diretor no próprio miniblog de forma enigmática. “Mauricio, brincadeira nunca foi defesa, e fazer TV não é! Fake ou real, no twitter nada se cria, mas se transforma“.

O “twittercídio” de Boninho, como está sendo chamado, causou grande comoção entre os seus 8.500 seguidores. Centenas de usuários do Twitter enviaram mensagens a ele, pedindo que reconsidere a decisão. Um blogueiro, Paulo Ferraz, “ator, videomaker, escritor, consultor em redes sociais e web marketing”, chegou a me responsabilizar  pela opção de Boninho, o que me deixou muito honrado, mas infelizmente não é verdade.

O colunista Daniel Castro, da “Folha”, publicou em seu Twitter: “A pedidos: Boninho confirma “twittercídio”! Não aguentou  o assédio e a pentelhação. Alguns foram agressivos com ele!” Recém-chegado ao miniblog, o apresentador Luciano Huck também lamentou: “não se vá, Boninho!!! Agora que eu cheguei!!! Poxa”.

Aproveitei a pesquisa para deixar Boninho de lado e conhecer o Twitter de Huck. Descobri que o apresentador foi passar o final de semana em Campos de Jordão com o governador José Serra. “Nesta noite em Campos do Jordão, temperatura em baixa, twitter em alta. José Serra ao meu lado xereta o que estou escrevendo! Tô bombando!!!”

Pensei: deve ser brincadeira. Corri então para o Twitter do governador. “O @huckluciano contou no twitter dele e eu confirmo (fazer o quê?): estamos em Campos do Jordão e, no momento, xereto o que ele escreve”, anotou Serra. Huck retribuiu: “Já viram o twitter dele? @joseserra_. Pegou o vírus. Também trata-se de uma excelente ferramenta para se debater ideias!!!”

Volta Boninho! Você vai fazer falta aqui.

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11/06/2009 - 13:20

Boninho, o Twitter e a falta de ética

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Outro dia, entrevistado por uma repórter sobre os usos possíveis do Twitter, eu respondi que ele ainda é uma ferramenta mais de divulgação de informações produzidas em outras áreas (blogs, jornais, sites) do que de geração própria de notícias.

Mudei de opinião depois de conhecer o Twitter do Boninho, o poderoso diretor da Rede Globo (responsável por programas como “Mais Você”, “Vídeo Show”, “BBB”, “Jogo Duro”, “No Limite” etc).

O seu Twitter é um espaço privilegiado para descobrir novidades sobre os bastidores da emissora, além de uma ferramenta útil para entender o que passa pela sua cabeça. Quem lê o miniblog do Boninho, por exemplo, soube antes de todo mundo, ainda na quarta-feira (10), que Grazi Massafera entrou para a “lista negra” do “Vídeo Show” por se negar a participar do programa. Essa mesma notícia aparece com destaque, nesta quinta-feira, nas colunas de Patrícia Kogut (“O Globo”) e Daniel Castro (“Folha”).

Boninho também está usando o Twitter para criticar a concorrência. Postou vários comentários em tempo real no dia da estreia de “A Fazenda”, o reality da Record que é meio “BBB”, meio “Casa dos Artistas”. Britto Jr, apresentador do programa, considerou falta de ética um concorrente criticá-lo. O diretor da Globo voltou ao Twitter para replicar: “Não sou jornalista, não preciso ter ética!”.

É difícil acreditar que uma pessoa com alguma instrução fale isto a sério – logo, tendo a acreditar que Boninho está brincando, reforçando o personagem que criou. “O Boninho é engraçado porque ele faz questão de manter a fama de mau”, disse Pedro Bial ao Último Segundo, em março. Ou seja, ao defender que não precisa ter ética, Boninho está apenas fazendo uma brincadeira de mau gosto, o que ajuda a explicar muita coisa que assistimos na tevê.

Atualizado às 19hs: Esse post provocou uma conversa meio maluca no Twitter. Em resposta a mim, Boninho publicou o seguinte comentário: “Mauricio, brincadeira nunca foi defesa, e fazer TV não é! Fake ou real, no twitter nada se cria, mas se transforma. http://tinyurl.com/l76q6x.” O twitteiro @Cuei enviou, então, a Boninho a seguinte provocação: “pra variar, falou, falou e não disse nada” E Boninho respondeu a Cuei: “é pra não falar mesmo ou meias palavras bastam, hoje cheio de frases feitas, irc”.

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01/06/2009 - 09:26

“A Fazenda” começa com oração a Deus por “salto na carreira” das subcelebridades

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O que de pior o espectador poderia esperar de “A Fazenda” – o reality show da Record – aconteceu na noite de estreia, neste domingo. Meio “Casa dos Artistas”, com suas “celebridades” de terceiro e quarto escalão, meio “Big Brother”, com seu líder (“o fazendeiro da semana”) e o paredão semanal (“a roça”), o programa começou lento, sem graça e, surpreendentemente, carola.

Britto Jr, coitado, amarrado a um roteiro monótono, só sabia perguntar se os participantes estavam emocionados de ouvir frases de apoio, gravadas, de parentes e amigos.  É da escola de jornalismo que provoca o entrevistado até ele chorar, enquanto a câmera aproxima-se do olho da vítima, em busca de uma lágrima, e depois dispara algum comentário do tipo: “Está emocionada, não? Dificil não se emocionar…”

Tive, neste domingo, a oportunidade de ser apresentado a algumas “celebridades” que, por ignorância, desconhecia existir: Fabio Arruda, “consultor de etiqueta”; Luciele di Camargo, namorada do jogador Denilson; Barbara Koboldt, jornalista de celebridades; Mirella Santos, “a senhora Latino”; Miro Moreira, “modelo internacional”; Carlinhos da Silva, “o Mendigo do Pânico”; e Pedro, “da dupla Pedro e Tiago”.

Já tinha ouvido falar de alguns outros, mas não conhecia a cara, ou não reconheci, depois de algumas mudanças: a apresentadora Babi “eu falo muito” Xavier;  a atriz Franciely Freduzesky (“ser rotulada como a mulher gostosa… quem não gosta?”); o ator Theo Becker (“já foi protagonista de uma novela”); Danielle Souza (“para quem não sabe, essa é a nossa Mulher Samambaia”); e a cantora e atriz Danni Carlos (“rock´n roll na fazenda”).

Conhecer mesmo, eu posso dizer que conheço dois participantes: Jonathan Haagensen, um dos melhores atores do filme “Cidade de Deus”, e Dado Dolabella, um dos melhores atores de todas as revistas e sites de celebridades do País.

Depois de duas horas e quarenta minutos apresentando essa gente toda, Britto Jr. avisou: “Este é um momento histórico para mim, para a Record e para a televisão brasileira”. Realmente, não entendi – e gostaria de saber – por que esse é um momento tão histórico. “A Fazenda” tem tudo para se tornar um clássico do “trash” televisivo brasileiro – mas daí a ser “histórico” vai uma grande diferença…

A não ser que Britto Jr. já soubesse o que iria acontecer em seguida: os 14 participantes entraram na fazenda, tomaram um gole de espumante rosé e, comandados por Babi, reuniram-se para uma oração. Sim. O reality show da Record começou com uma prece coletiva. Primeiro, Babi pediu: “Senhor, que a gente aprenda a ser um ser humano melhor”. Depois, foi mais objetiva: “Jesus, que todos nós tenhamos um salto em nossas carreiras”. Ouviram-se alguns “amém”.

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