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26/11/2009 - 23:06

MTV desafia “CQC” a exibir erro de Luciano do Valle

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Quarta-feira, 22h50. Início do segundo tempo entre LDU e Fluminense. Com a palavra, Luciano do Valle: “Começa o segundo tempo, para você, desta final. Primeira partida da final da Copa Sul-Americana, que você acompanha com exclusividade aqui na Globo… Aqui na Bandeirantes, né? Que a Globo não está fazendo pra São Paulo, é bom que se saiba. Então, a Bandeirantes faz com exclusividade pra São Paulo”. E Neto tenta ajudar: “É com a gente aqui, pelo amor de Deus”. E Luciano completa: “E nós estamos ao lado do futebol brasileiro, ao lado do Fluminense, para todo o Brasil”.

Gafes e atos falhos acontecem. Quanto mais absurdos, mais engraçados. Para infelicidade de quem participa de transmissões ao vivo, hoje em dia existe o You Tube, implacável no registro dos erros e infelicidades das figuras da televisão.

E é justamente desta matéria-prima – os erros e os absurdos vistos na tevê, preservados pela Internet – que vários programas, da própria tevê, se alimentam. No Brasil, a lista de atrações que recorre a este expediente é imensa, de A a Z. Não espanta que, menos de 24 horas depois de cometido, na noite de quinta-feira, 26, o erro de Luciano do Valle já era visto num desses programas, o “Furo MTV”, apresentado pelo ator Bento Ribeiro.

Ele lembrou que um outro programa, o “CQC”, da Band, também acolhe, semanalmente, vídeos engraçados, no quadro “Top Five”. Abusado, aproveitou para provocar seus rivais: “Como o ‘CQC’ é chapa-branca, não vai mostrar…”… E exibiu a gafe do narrador de futebol da Band. O desafio está lançado… Aguardemos o “CQC” de segunda-feira.

Autor: - Categoria(s): Internet, televisão Tags: , , , , , , ,
06/09/2009 - 16:58

Galvão Bueno não vai a Rosário e equipe da Band tripudia

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“Nós estamos aqui”, sublinhou Neto, o comentarista da Band, logo no início da transmissão de Argentina e Brasil, na noite de sábado. “A pressão aqui é muito forte”, repetiu mais de uma vez o narrador Luciano do Valle. “Esses dias todos que estamos aqui, deu pra sentir a pressão”, confirmou Neto. “Aqui dentro, o gol do Brasil deveria valer por dois”, disse Luciano após narrar o gol de Luisão, que abriu o placar. E ainda disse, depois do gol de Luis Fabiano: “O peso desses dois gols finalmente silencia a torcida argentina aqui em Rosário”.

Quem viu a partida pela Band deve ter estranhado a insistência do narrador e do comentarista em realçarem o fato de estarem em Rosário, local da partida. Dada a importância do encontro, seria surpreendente se não estivessem “aqui”.

Mas depois de ouvir o terceiro “aqui” em menos de cinco minutos, resolvi sintonizar na Globo. Qual não foi a surpresa ao me dar conta que Galvão Bueno e Falcão não estavam no estádio, em Rosário, mas transmitindo a partida em um estúdio fechado, em outro lugar. Se havia alguma dúvida, no intervalo da partida isso ficou claro – Galvão e Falcão apareceram à frente de uma parede com o logotipo da Globo, e não tendo uma imagem do estádio ao fundo, como é normal quando estão no local.

Pela internet, em alguns blogs, corre a versão que o principal narrador da Globo não viajou a Rosário por medo da gripe suína. Este blog apurou uma história parecida. O departamento médico da Globo determina uma quarentena de sete dias a qualquer funcionário que viaja para a Argentina neste momento. Se narrasse a partida em Rosário, Galvão não poderia atuar na partida de quarta-feira, contra o Chile, em Salvador. Em função desta quarentena recomendada pela emissora, os repórteres que a Globo enviou para Rosário estão de folga até o final da semana que vem.

O fato é que a equipe da Band reinou sozinha na tevê aberta. E se divertiu. Neto, soltinho como sempre, foi quem mais falou a palavra “aqui”, a sublinhar que estava testemunhando, de fato, o encontro. Também riu muito do técnico da Argentina: “Fala a verdade, nunca vi um cara comer tanta unha como o Maradona”. Tripudiou do zagueiro rival: “Esse Sebá jogar na seleção argentina é a baba na baba”. E fez piada com Verón, apelidado na Argentina de La Bruja: “Verón está mais pra velho do que pra bruxa”, disparou Neto.

A presença no estádio não ajudou muito Luciano do Valle a identificar os jogadores em campo. Sua narração vibrante é repleta de expressões como “cruzamento perigoso!”, “bateu!”, “tirou!”, “corte bem feito”, sem que o espectador ouça o nome dos autores das jogadas.

Outra marca das transmissões da Band são os recados que a equipe envia ao longo do jogo. Entre um lance e outro de perigo, Luciano do Valle mandava um abraço para o prefeito de Foz do Iguaçu e pedia votos para a cidade ser eleita uma das sete maravilhas da natureza. Já Oscar Roberto Godói, comentarista de arbitragem, mandou um abraço “para o pessoal da Itaipava” depois de criticar um cartão amarelo “perfeitamente desnecessário de ser mostrado”.

O que importa, enfim, como disse Neto, é que o Brasil aplicou “um chocolate” na Argentina. E fomos todos dormir mais felizes na noite de sábado.

Em tempo (atualizado às 11h30 de 7 de setembro): Vários leitores estranharam o uso que fiz da palavra “quarentena” associado a um período de isolamento de sete dias, e não a 40 dias. Recorro ao dicionário “Houaiss” para explicar.  Quando se refere a “infectologia”, a palavra “quarentena” significa: “conjunto de restrições e/ou isolamento, por períodos de tempo variáveis, impostos a indivíduos ou cargas procedentes de países em que ocorrem epidemias de doenças contagiosas” (o grifo é meu).

Autor: - Categoria(s): Esporte, televisão Tags: , , , , , , ,
07/12/2008 - 18:42

Em Marte, na hora da decisão do campeonato

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Enquanto São Paulo e Goiás disputavam a partida mais importante do campeonato, a Globo e a Bandeirantes exibiam, no Rio de Janeiro, o jogo entre Vasco e Vitória, que confirmou o ticket da equipe carioca rumo à Série B do Brasileiro.

Desconfio que a lógica da audiência explique isso – devia haver, no Rio, muito mais gente interessada em conhecer o destino do Vasco no campeonato do que saber quem seria o campeão do torneio. Além dos próprios vascaínos, imagino, torcedores dos outros times do Rio também estariam de olho nessa partida, para secar ou para torcer pelo rival carioca.

Qualquer que seja a razão para esta transmissão, fiquei com a sensação de que estava em Marte, ou em uma cidade do interior, na tarde deste domingo, no Rio. Enquanto o campeonato era decidido em Brasília e em Porto Alegre, as emissoras da cidade mostravam um jogo que iria resolver se um time carioca permaneceria, ou não, na Série A.

Autor: - Categoria(s): televisão Tags: , , , , ,
14/10/2008 - 15:57

Nem tudo é espontâneo: “CQC” também ensaia piadas

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Ainda é cedo para balanços, mas é possível dizer, sem medo de errar, que o “CQC” foi a grande novidade na tevê brasileira em 2008. Isso não quer dizer muita coisa, diante do nível médio da produção nacional, mas o programa, indiscutivelmente, trouxe bom humor, inteligência e irreverência a um gênero, do qual o “Pânico” é seu mais famoso representante, caracterizado pela baixaria e o mau gosto.

Neste domingo, tive a oportunidade de ver dois repórteres do “CQC” em ação, Felipe Andreoli e Rafael Cortez, nos estúdios da Band, antes, durante e depois do debate que opôs Marta Suplicy a Gilberto Kassab. Talvez porque estivessem “em casa”, na emissora que exibe o seu programa, a turma do CQC estava mais contida do que costumamos ver na tevê. Mas o que realmente me surpreendeu foi constatar que parte da irreverência e da audácia dos repórteres da turma não é tão espontânea quanto sugere a edição final. Quem estava no estúdio da Band teve a oportunidade de ver a dupla Andreoli e Cortez ensaiar, gravar e regravar uma cena, antes de uma entrevista com o deputado Rui Falcão. A cena mostrava os dois repórteres conversando e, de repente, ambos tinham a mesma idéia: entrevistar Rui Falcão – que, “por acaso”, estava atrás deles. Na edição final, que foi ao ar nesta segunda-feira, a cena nem foi incluída – possivelmente porque ficou sem graça. Apenas a entrevista com Falcão foi exibida.

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