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25/06/2009 - 09:49

‘A Fazenda’ ensina ao ‘BBB’: roupa suja se lava em público

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Três semanas depois de estrear, “A Fazenda” já escreveu seu nome na história da televisão brasileira, com lugar de destaque no capítulo sobre o que de pior, involuntariamente, já foi produzido em estúdios nacionais.

A discussão entre Dado Dolabella e Britto Jr., quarta-feira à noite, ao vivo, é desses momentos que renovam a esperança do espectador numa espécie de lei de Murphy da televisão, a saber: qualquer programa ruim sempre pode piorar – para alegria de quem se diverte com atrações capengas, mal feitas e mal dirigidas.

O chamado “trash” televisivo é um gênero que exige falta de recursos, falta de traquejo e falta de humor. O resultado dessa rara combinação é o humor involuntário, a graça inesperada, a diversão nas franjas.

Para quem não viu, já há cópias da cena no You Tube. Começa pela indicação de Dado para o paredão pelo ator Jonathan Haagensen. Indicação merecida, já que, de manhã, Dado havia chicoteado as costas de Miro Moreira, confundindo-o com a vaca que deveria colocar no curral. Dado, no vídeo, não reclama da indicação. Entende e aceita. Mas protesta contra a direção do programa.

Dado conta que havia combinado receber o remédio que toma contra insônia, mas fora informado, na véspera, que não receberia a dose combinada. Deixa implícito que o seu comportamento foi influenciado pela falta do tarja preta e de uma noite sem dormir. Britto Jr., com aquele seu admirável jogo de cintura, começa a discutir com Dado, acusa-o de dizer uma “meia verdade” e defende a direção, argumentando que o ator deveria fazer o seu pedido no confessionário (aqui chamado de “câmera do desabafo”), e não pelos cômodos da casa.

São cinco minutos históricos, que deveriam ensinar muita coisa à Globo. Aprendendo enquanto faz, a Record, depois de tanto copiar, finalmente inovou em matéria de reality show: roupa suja se lava em público. Acabou o confessionário! Boninho, que já deu muita bronca em candidato do BBB (lembra-se da Mirla?), deve estar se perguntando como superar esse “golpe”. Com “A Fazenda”, os “desabafos” são agora um direito do público. Parabéns.

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14/06/2009 - 12:08

Boninho, Luciano Huck e Serra: conversas no Twitter

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A notícia apareceu na madrugada de sábado (13) e atravessou o dia: Boninho desistiu do Twitter. O diretor da Globo publicou no seu miniblog uma mensagem de despedida, depois de duas semanas de muito barulho. “A morte anunciada! Não tenho paciência, mas bom humor. Em 15 dias me diverti muito, mas minha verdadeira ética e profissionalismo dizem não. By”.

Nesses 15 dias em que se divertiu muito, Boninho riu abertamente da estreia do reality “A Fazenda”, na Record, anunciou que Grazi Massafera entrou para a “lista negra” do “Vídeo Show” e polemizou com Britto Jr, que o acusou de ser antiético por criticar a concorrência, afirmando: “Não sou jornalista, não preciso ter ética!”. Escrevi na quinta-feira, 11, um texto, Boninho, o Twitter e a falta de ética, sobre o assunto, no qual observei:

É difícil acreditar que uma pessoa com alguma instrução fale isto a sério – logo, tendo a acreditar que Boninho está brincando, reforçando o personagem que criou. “O Boninho é engraçado porque ele faz questão de manter a fama de mau”, disse Pedro Bial ao Último Segundo, em março. Ou seja, ao defender que não precisa ter ética, Boninho está apenas fazendo uma brincadeira de mau gosto, o que ajuda a explicar muita coisa que assistimos na tevê.

No mesmo dia, o texto foi respondido pelo diretor no próprio miniblog de forma enigmática. “Mauricio, brincadeira nunca foi defesa, e fazer TV não é! Fake ou real, no twitter nada se cria, mas se transforma“.

O “twittercídio” de Boninho, como está sendo chamado, causou grande comoção entre os seus 8.500 seguidores. Centenas de usuários do Twitter enviaram mensagens a ele, pedindo que reconsidere a decisão. Um blogueiro, Paulo Ferraz, “ator, videomaker, escritor, consultor em redes sociais e web marketing”, chegou a me responsabilizar  pela opção de Boninho, o que me deixou muito honrado, mas infelizmente não é verdade.

O colunista Daniel Castro, da “Folha”, publicou em seu Twitter: “A pedidos: Boninho confirma “twittercídio”! Não aguentou  o assédio e a pentelhação. Alguns foram agressivos com ele!” Recém-chegado ao miniblog, o apresentador Luciano Huck também lamentou: “não se vá, Boninho!!! Agora que eu cheguei!!! Poxa”.

Aproveitei a pesquisa para deixar Boninho de lado e conhecer o Twitter de Huck. Descobri que o apresentador foi passar o final de semana em Campos de Jordão com o governador José Serra. “Nesta noite em Campos do Jordão, temperatura em baixa, twitter em alta. José Serra ao meu lado xereta o que estou escrevendo! Tô bombando!!!”

Pensei: deve ser brincadeira. Corri então para o Twitter do governador. “O @huckluciano contou no twitter dele e eu confirmo (fazer o quê?): estamos em Campos do Jordão e, no momento, xereto o que ele escreve”, anotou Serra. Huck retribuiu: “Já viram o twitter dele? @joseserra_. Pegou o vírus. Também trata-se de uma excelente ferramenta para se debater ideias!!!”

Volta Boninho! Você vai fazer falta aqui.

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11/06/2009 - 13:20

Boninho, o Twitter e a falta de ética

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Outro dia, entrevistado por uma repórter sobre os usos possíveis do Twitter, eu respondi que ele ainda é uma ferramenta mais de divulgação de informações produzidas em outras áreas (blogs, jornais, sites) do que de geração própria de notícias.

Mudei de opinião depois de conhecer o Twitter do Boninho, o poderoso diretor da Rede Globo (responsável por programas como “Mais Você”, “Vídeo Show”, “BBB”, “Jogo Duro”, “No Limite” etc).

O seu Twitter é um espaço privilegiado para descobrir novidades sobre os bastidores da emissora, além de uma ferramenta útil para entender o que passa pela sua cabeça. Quem lê o miniblog do Boninho, por exemplo, soube antes de todo mundo, ainda na quarta-feira (10), que Grazi Massafera entrou para a “lista negra” do “Vídeo Show” por se negar a participar do programa. Essa mesma notícia aparece com destaque, nesta quinta-feira, nas colunas de Patrícia Kogut (“O Globo”) e Daniel Castro (“Folha”).

Boninho também está usando o Twitter para criticar a concorrência. Postou vários comentários em tempo real no dia da estreia de “A Fazenda”, o reality da Record que é meio “BBB”, meio “Casa dos Artistas”. Britto Jr, apresentador do programa, considerou falta de ética um concorrente criticá-lo. O diretor da Globo voltou ao Twitter para replicar: “Não sou jornalista, não preciso ter ética!”.

É difícil acreditar que uma pessoa com alguma instrução fale isto a sério – logo, tendo a acreditar que Boninho está brincando, reforçando o personagem que criou. “O Boninho é engraçado porque ele faz questão de manter a fama de mau”, disse Pedro Bial ao Último Segundo, em março. Ou seja, ao defender que não precisa ter ética, Boninho está apenas fazendo uma brincadeira de mau gosto, o que ajuda a explicar muita coisa que assistimos na tevê.

Atualizado às 19hs: Esse post provocou uma conversa meio maluca no Twitter. Em resposta a mim, Boninho publicou o seguinte comentário: “Mauricio, brincadeira nunca foi defesa, e fazer TV não é! Fake ou real, no twitter nada se cria, mas se transforma. http://tinyurl.com/l76q6x.” O twitteiro @Cuei enviou, então, a Boninho a seguinte provocação: “pra variar, falou, falou e não disse nada” E Boninho respondeu a Cuei: “é pra não falar mesmo ou meias palavras bastam, hoje cheio de frases feitas, irc”.

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08/04/2009 - 00:53

BBB9 – Afinal, quem manipulou quem?

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Já está no ar, no site especial do BBB, o meu comentário sobre o último programa. É este texto aqui:

Em seu último recado, Pedro Bial evocou Baruch Spinoza (1632-1677), para quem “a liberdade consiste em conhecer os cordéis que nos manipulam”, para explicar a vitória de Max, o Alemão do BBB9, sobre Priscila. “Ainda há gente que não entendeu”, disse o apresentador, “que quem manipula o programa são vocês, com a nobre co-autoria do público”.

Recado dado, Bial comunicou que a vitória ocorreu por meros 24 décimos – cerca de 105 mil votos num universo de 44 milhões (o único número divulgado na noite). “Max, o cara do BBB9”, começou Bial, à maneira de Obama sobre Lula. “E Pri é a cara do BBB9”, completou.

A primeira cena do último programa reapresentou imagens pedidas por espectadores, num tributo ao que o formato do BBB tem de melhor: a sua capacidade de provocar interação. Mas, claramente, conhecendo o número total de votos, o espectador demonstrou menos vontade de escolher quem deveria ganhar R$ 1 milhão do que votar entre Max e Ana no último Paredão do programa (quase 59 milhões de votos). Para se pensar…
 
Antes, houve o momento de gala de Mr. Edição: a apresentação do perfil de cada um dos finalistas, exibindo o que fizeram de melhor. Se entendi direito, Mr. Edição resumiu Francine a uma menina maluca, Max a um cara cuja palavra que mais pronuncia é “eu” e Priscila a uma mulher de múltiplos talentos – “a gostosa do BBB”, mas sábia (“Amor não mata, a fraqueza mata”), capaz de se transformar no programa (“Vou sair outra pessoa daqui”) e, ainda, fazer um balanço sobre a nona edição (“Esse BBB quebrou vários tabus, eu sou a prova disso”).

A julgar por este resumo, o resultado final não foi justo. Mas foi um resumo justo?

Todo de preto, em dia da festa, Bial parecia emocionado. “Entenderam, agora?”, perguntou aos três finalistas, ao final da apresentação do perfil de cada um, sugerindo: “Viu como vocês nos emocionaram aqui fora?”

O melhor momento do último dia foi o clipe de humor, um manual de recomendações para evitar o Paredão. Foi a chance de rever o pior de cada um – Ana matando formigas com sabão em pó; Naiá fofocando; o trio “mosca morta” formado por Mirla, Alexandre e Michelle fazendo nada; Emanuel, o mala sem alça; e André, o xucro sincero.

Naiá e Ana, a vovó e a netinha, “uma relação inédita” em Big Brothers no mundo todo, segundo Bial, apareceram mais no último programa do que os próprios finalistas. Estou maluco, ou está pintando um quadro para as duas no “Fantástico”? “Que par de doidas adoráveis”, apregoou o apresentador.

Enquanto aguardava o início do programa, tive a oportunidade de ouvir Christiane Torloni cantar um mantra na penúltima cena de “Caminho das Índias”. Ao fim e ao cabo, é inevitável constatar que não posso reclamar de ter sido obrigado a acompanhar Max, Priscila, Fran & cia. por 83 dias.

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07/04/2009 - 11:10

Troféu Sinceridade – IV

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“Cara, como você é chata e insuportável”.

Boninho, diretor do BBB, para Ana Carolina, imediatamente após a eliminação da candidata, domingo à noite. Segundo a coluna de Patricia Kogut (“O Globo”), a reação dela foi rir muito.

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02/04/2009 - 11:53

BBB9 – Duas dúvidas: Boninho acredita em enquetes? Por que a aula de sexo anal sumiu?

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Uma dúvida sobre o BBB me ocorreu na manhã desta quinta-feira, depois de ler na “Folha” que o diretor do programa, Boninho, disse acreditar num paredão final entre as três mulheres que restam na casa. Segundo ele, caso Max não vença a prova do líder, será indicado ao paredão de domingo e, contra quem quer que dispute, deverá ser eliminado.

Minha dúvida: com base em que Boninho pode fazer essa afirmação? Depois de alguma reflexão, levantei duas hipóteses: 1. cabe a ele decidir quem vai ganhar e quem vai perder; 2. as enquetes têm mostrado a queda da popularidade de Max. Como eu tenho certeza que a primeira hipótese é falsa, só me resta a segunda. Ou seja, Boninho fez esse prognóstico com base em enquetes.

Bom, se Boninho acredita em enquetes, a ponto de prever para a “Folha” quem irá para a final do programa, só nos resta acreditar também. Isso me tranqüiliza, muito, já que escrevi aqui sobre a dúvida que causou, em duas ocasiões, o resultado final de um paredão (Ana x Ralf e Ana x Josi) ser tão diferente do prognóstico das enquetes.

A Globo respondeu que o voto na internet (o mesmo voto das enquetes) não é o único que decide quem fica e quem sai do BBB. É preciso também levar em consideração os votos dados por telefone e por SMS (torpedo) – e  cada voto tem um peso diferente, explicou a emissora.

Retomo, então, à minha dúvida: como Boninho pode afirmar que Max deve ser eliminado, caso não seja o líder, apenas com base no que dizem as enquetes? E os votos por telefone e SMS?

O que aconteceu com a aula de sexo anal?

Como já escrevi antes, esta é a primeira vez que assisto o BBB regularmente. Devo também confessar que não sou um viciado em televisão – assisto alguns programas e às vezes, para me distrair, como todo mundo, fico zapeando de um canal para o outro, até cansar.

Faço essa introdução para repartir com os leitores uma dúvida: é comum aula de sexo anal na televisão? Eu nunca assisti, mas pode ser que seja algo muito corriqueiro na tevê brasileira, e eu esteja totalmente por fora. Só isso – o fato de ser muito batido – pode explicar a decisão de não mostrar, na edição de quarta-feira do BBB9, a aula de sexo anal que Francine deu para Ana, Priscila e Max na madrugada do mesmo dia.

Alertado por diversos leitores, assisti no You Tube a cena, de 10 minutos, em que uma debochada Francine explica, para diversão e constrangimento dos outros três, como praticar sexo anal. Jornalistas gostam de dizer, brincando, que se um cachorro morde o homem não é notícia, mas se um homem morde o cachorro, aí sim, temos uma novidade. A aula de Francine no BBB não foi uma novidade? Não mostrou algo diferente sobre a personagem e sobre os demais candidatos? 

Observação: Desnecessário dizer que não serão publicados comentários com ofensas, palavrões, grosserias etc. Quem quiser discutir os assuntos propostos aqui, seja muito bem-vindo.

Autor: - Categoria(s): televisão Tags: , , , , , , , , ,
16/03/2009 - 10:34

BBB9 – Em defesa de Boninho, o estressado

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Como disse o Bial no programa de domingo, estão todos “destroçados pelo estresse”.  Já estamos há mais de dois meses confinados nesta casa e começamos a perder a paciência. Quando falo “nós” estou me referindo a todo mundo: ao público, à produção e aos candidatos – estamos todos confinados, certo?

A bronca que alguém da produção (quem será?) deu em Ana na noite de sábado deixa claro que, talvez, já tenha passado da hora de terminar com esta edição. Preste atenção no vídeo  que expõe a bronca. Ninguém na casa dá sinais de espanto com o que ouve. 

“Dona Ana Carolina, esse aviso é pra senhora e pra dona Naiá: esse alicate não está esterilizado, a dona Naiá é diabética, se essa merda inflamar, eu vou arrancar o seu braço. Então para de brincar com o alicate”.

Os ânimos estão exaltados. Sei que vou levar pedradas, mas se eu estivesse no lugar de quem acompanha esses coitados 24 horas por dia, há 61 dias, teria explodido muito antes. E acho que teria explodido, também, com a Ana. Outro dia ouvi a loirinha reclamar com a Josi que Max não lavou a louça direito. “Se vai fazer alguma coisa faz direito”, protestou Ana. “Lava você, menina”, eu teria respondido, mal educado.

Ao tentar provocar uma intriga entre Francine e Max, Ana elogiou um ex da “amiga”: “Pela carta, ele (um certo Dejota) gosta muito de ti. E demonstrava gostar de ti mesmo quanto tu não era nada”, disse Ana para Fran. Do jeito que estou mal-humorado, eu seria capaz de responder: “Vai cuidar da sua vida, minha filha!”

Por essas e outras, até entendo a irritação da Voz que ameaçou arrancar o braço de Ana se “essa merda” (o dedo de Naiá) inflamar. Já imaginou o problema? Arrumar um podólogo, um médico, atendimento especial… Enfim, se já está difícil a Naiá deixar a casa, caso o seu dedo inflamasse ela iria morar no Projac até o fim do ano – e o estresse do Boninho iria parar na lua!

PS. Escrevi no domingo à noite, no site especial do iG, sobre um momento muito divertido do programa. Depois de ouvir Bial interrogar os confinados sobre vários acontecimentos ocorridos ao longo do dia na casa, Naiá se disse surpresa com o nível de conhecimento do apresentador e desabafou, aparentemente sem saber que ainda estava no ar: “O que o Bial faz de tarde? Com esse salário dele… Vai trabalhar, Bial”. A íntegra do texto pode ser lida aqui.

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18/02/2009 - 10:59

BBB9 – Um jogo sem regras? Até Vale Tudo tem regras

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Leio, perplexo, uma declaração do diretor do BBB9, J.B. de Oliveira, o Boninho, ao diário “Agora”. Diz ele: “Não existem regras no BBB”. A frase vem em resposta ao questionamento sobre as alterações freqüentes no programa, aparentemente motivadas por uma audiência que dá sinais de desânimo com o que vê.

Se até em lutas de Vale Tudo existem regras – ao menos, para evitar a morte de um lutador –, o que Boninho quer dizer com a defesa de um programa “sem regras”? O BBB tem regras, sim. Se entendi o tom da frase, o diretor não está defendendo um programa sem regras, mas o direito de mudá-las ao seu bel prazer.

Isso explica a segunda declaração dele ao jornal: “O reality é um jogo, onde o público decide quem é o vencedor. Se um participante se sentir prejudicado, pode abandonar o jogo a qualquer hora. Ninguém é obrigado a aceitar nossas propostas”. 

Dito em português de playground, Boninho parece aquele garoto que chega para jogar futebol trazendo a bola. Isso garante a sua escalação em todas as partidas e a sua permanência em campo mesmo quando marca seguidos gols contra. Se alguém reclamar de sua atuação, ele pega a bola e vai embora, encerrando o jogo.

PS. Comentei esta semana, no site do BBB9 aqui no iG, sobre a tarefa inteligente destinada a Max, de escolher um indicado ao paredão e convencer outros três participantes a votarem no mesmo nome (tirando-o da forca), e sobre a dificuldade da edição do programa em achar momentos interessantes para exibir nesta terça-feira, dia da eliminação de Emanuel.

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12/02/2009 - 09:33

BBB9 – A leitora pega o crítico no contrapé e o deixa mudo

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A pedido da Alessandra Blanco, uma das minhas editoras no iG, estou vivendo, há um mês, a experiência inédita de assistir cotidianamente o Big Brother Brasil. Minhas críticas são publicadas normalmente aos domingos, depois que o programa define quais candidatos irão para o paredão, e às terças, após a eliminação de um deles.

Confesso que tem sido uma experiência altamente desafiadora, já que a qualidade do programa é inversamente proporcional à audiência. Tenho me esforçado, buscando chamar a atenção para alguns problemas recorrentes, como, por exemplo, a falta de assunto dos candidatos, o baixo nível dos temas tratados e a forma como a Globo conduz o programa.

Nesta última semana, produzi dois textos. No primeiro, “Boninho, faça alguma coisa para animar esse jogo!”, escrevo sobre o tédio em que se encontra o programa, expresso claramente na falta de calor e emoção nos rostos e nos gestos dos quatro casais formados na casa. “Tudo parece tão sério e profissional”, observei, que o programa está dando sono. No segundo, “O vilão Ton, o chuchu Mirla e os heróis de Bial”, falo do meu espanto depois da eliminação de Newton com 21 milhões de votos e dos meros 1,5 milhão recebidos por Mirla, uma candidata que, em um mês, falou pouco mais de cinco frases completas. Ainda neste texto, aponto a dificuldade de ser irônico num ambiente como este, pouco dado a sutilezas.

Estava razoavelmente satisfeito com meu esforço até ler o comentário da leitora que assina Sandra. Escreveu ela: “Suas críticas sempre são motivos de reflexão, mas, falando sério, refletir sobre o BBB não é lá grande coisa!”. Sandra me pegou no contrapé e me deixou mudo. Por alguns momentos, cheguei a achar que ela me deu um xeque-mate e cogitei, até, desistir da empreitada. Pensando desde quarta-feira em dizer algo para a leitora, porém, mudei de idéia e elaborei isso aqui:

Sandra, acho que você tem razão, em parte. Talvez o BBB não mereça o esforço de uma reflexão mais séria – talvez eu esteja, realmente, chovendo no molhado, como se diz. Ao mesmo tempo, me pergunto se não é possível tentar (atenção, estou dizendo “tentar”, o que não quer dizer “conseguir”) produzir algum tipo de reflexão num ambiente em que predominam apenas os elogios e os xingamentos. Além do mais, acho que programas desse tipo nos ensinam a entender melhor a nossa cultura e a indústria do entretenimento.

Será que eu convenci a Sandra?

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04/02/2009 - 09:56

BBB9 – A edição pega pesado com o vilão Newton

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Completada a terceira semana, o programa já tem um vilão bem desenhado, bem ao gosto da audiência. Trata-se do gaúcho Newton Siqueira, 29 anos, que trabalha como modelo e barman em São Paulo – e gosta de ser chamado de Ton. O diretor do programa, Boninho, espera que Newton não seja logo eliminado – o programa vai ficar sem graça, disse, se isso ocorrer. “Como produtor do BBB, digo que o programa tem quer ter muito amor e muito ódio. Se eu perco o cara que desperta o ódio, não é legal”, disse Boninho. Em outras palavras: o bom vilão mantém a temperatura e a audiência do programa em alta.

A sutil edição do BBB desta terça-feira serviu para esclarecer, caso alguém, distraído, ainda não tivesse percebido, que Newton é o arquivilão do BBB. Desde que escolheu Leo e Ralf para compartilharem com ele o castigo do constrangedor quarto branco, Newton vem sendo pintado como o pior elemento do programa. A edição desta terça-feira, escrevi, massacrou o gaúcho. Se alguém ainda tinha dúvidas sobre quem odiar no BBB, não tem mais…

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