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01/03/2009 - 13:08

Muitas loiras, pouco samba no pé

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Assisti o Desfile das Campeãs na noite de sábado, madrugada de domingo. Pelo que vejo na internet, perdi a principal notícia da noite – a presença de Dado Dolabella no mesmo camarote de Luana Piovani. Proibido pela Justiça de encontrar a ex-namorada, Dado passou pertinho dela, mas este repórter, desatento, apesar de também presente no camarote, não viu nada. Acredite se quiser, mas eu estava de olho na avenida, tentando acompanhar o desfile das escolas que se classificaram entre sexto (Mangueira) e primeiro (Salgueiro).

Dos desfiles que assisti, gostei muito da Mangueira e da Vila Isabel (quarto lugar), mas fiquei mal impressionado com a Grande Rio. Não que tenha achado ruim o desfile – muito pelo contrário, foi belíssimo.

O problema da Grande Rio, notório, é o perfil dos seus integrantes. Dudu Nobre já havia provocado, chamando a escola de Unidos do Projac, em função do número de estrelas globais que desfilam com as cores da Grande Rio. Chamou a minha atenção a quantidade de loiras em posição de destaque na escola: Fernanda Lima, Carol Trentini, Íris Stefanelli, Marina Mantega, entre outras que não reconheci. Algumas muito bonitas, outras nem tanto, todas com pouquíssima habilidade no quesito básico exigido para a tarefa na avenida: samba no pé.

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28/02/2009 - 19:21

Mulheres de Chico prolongam o Carnaval de rua

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A revolução ocorrida no carnaval carioca, com a proliferação de blocos de ruas, não se encerra na Quarta-Feira de Cinzas. Neste fim de semana em que ocorre o desfile das campeãs, no Sambódromo, outros 16 blocos animam diferentes bairros da cidade.

O Monobloco, um dos responsáveis pela revitalização do carnaval de rua, nasceu no Jardim Botânico, em 2000, mas cresceu tanto que no ano passado desfilou na orla de Copacabana, seguido por cerca de 100 mil pessoas, e este ano, a partir das 9h da manhã de domingo, vai cruzar o centro da cidade.

Um bloco simpático, mas de dimensões ainda modestas, mobilizou o Leblon neste sábado. Criado no final de 2006, pelas cuiqueiras Gláucia e Vivian, o Mulheres de Chico apresenta-se no primeiro sábado depois do Carnaval – com repertório dedicado exclusivamente à obra de Chico Buarque. Como outros blocos cariocas, atrai público de idades bem diferentes – crianças, velhos, moçada – num clima bem democrático.

É um “bloco parado”, para usar a terminologia de Carlinhos Brown. Suas 30 ritmistas apresentam-se num palco, no centro da praça Antero de Quental, no coração do Leblon. “Será que ele vem hoje”, diz uma das três cantoras, ao iniciar a cantoria. Diante da praça lotada, cantam desde “A Banda” até “Apesar de Você”, passando por “O Malandro”, “Geni”, “Cotidiano”, “Quem Te Viu, Quem Te Vê”, “Samba de Orly”, “Jorge Maravilha” (assinada por Julinho da Adelaide) etc tal. Apenas uma música não é de autoria do compositor. Trata-se de uma marchinha simples, cujo verso principal é “Será que o Chico vem”… Até as 19h15, ele ainda não tinha aparecido…

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24/02/2009 - 11:48

“Olha que popozão tem essa passista!”

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Carnaval sem cobertura trash não tem graça – e a Rede TV! está aí para alegrar as noites de quem não aguenta ver desfile de escola de samba pela televisão. “Bastidores do Carnaval 2009”, comandado por Nelson Rubens, cumpre com honra e mérito o papel de atração lixo das noites de festa. Uma diversão só. Alguns flashes:

A repórter aproxima-se de uma passista da Portela na concentração. A câmera percorre o corpo da mulata, com aquela sutileza típica, e detem-se onde interessa. A repórter, então, pede: “Mostra o seu pandeiro, Alice”. E a passista se vira, rebolando e mostrando o seu “pandeiro”.

Longa entrevista com Myriam Martin, falando do seu relacionamento com Jayder – “foram três meses, mas pareceram três anos”. Quem é Myriam Martin? Recorro ao Google – é a Rosinha de “Zorra Total”. “Jayder é muito querido”, “Jayder é um grande incentivador cultural”… Mas quem é Jayder? Volto ao Google. Trata-se de Jayder Soares, presidente de honra da Grande Rio – patrono de várias estrelas globais.

“Olha que popozão tem essa menina!!!”, exclama a repórter, na concentração. “O segredo desse popozão é comer muita gordura”, explica a passista. “Gente, dá licença”, avisa a repórter, antes de enfiar o dedo no “popozão”. “Gente, é durinho!!!”, constata.

Corta para uma entrevista com Valeska, integrante da Gaiola das Popozudas – não me peça para ir ao Google buscar explicação para isso, por favor. Valeska é do funk, mas diz que se deu bem no samba, na avenida. “Fiz tremidinha no bumbum”, explica. E a repórter pede para ela mostrar como se faz isso – o que Valeska faz com prazer.

Nelson Rubens, com seu “ok, ok, ok”, lidera a equipe da Rede TV, que traz também  uma repórter chamada Tatiana Apocalipse, um entrevistador gago, David Brazil, e uma drag queen, Leo Áquila. O patrocínio do programa é de uma marca de camisinha chamada Gozzi, mas o melhor é a incrível publicidade do digestivo Eparema, no qual três atores aparecem dançando, fantasiados de pedaço de pizza, coxinha e cachorro quente em tamanho natural.

Hoje tem mais.

Autor: - Categoria(s): televisão Tags: , , , , ,
14/02/2009 - 09:41

Renato Sorriso: “Minha vassoura é meu passaporte”

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Uma das perguntas que o gari Renato Luiz F. Lourenço mais ouve é por que ainda não abandonou a sua profissão. Famoso por varrer o Sambódromo carioca com ginga e alegria após cada desfile, Renato Sorriso já teve inúmeras oportunidades – gravou comerciais com Gisele Bundchen e Zeca Pagodinho, participou de novela da Globo, atuou em shows na Europa e vive sendo convidado para dar palestras motivacionais em grandes empresas.

“Por que eu vou largar a vassoura, que me garante uma renda certa todo mês? Não estudei para ser ator”, diz. “Se eu um dia largar a vassoura, vai acabar. Minha vassoura é meu passaporte”, completa.

Simpatia absoluta, Renato destila sabedoria e conhecimento, enquanto conversa com o repórter do iG em seu “escritório”, a Praça Xavier de Brito, na Tijuca, no Rio. A todo momento somos interrompidos por moradores que passam e falam alguma coisa gentil para o gari. “Acho bacana o que eu faço. Acho bonito ser responsável por uma área, por uma rua”, diz, feliz com o carinho. O meu encontro com ele resultou na reportagem “A filosofia do gari Renato Sorriso”, que tive um grande prazer em fazer.

Autor: - Categoria(s): Crônica Tags: , , ,
07/02/2009 - 19:40

Paródia de si mesma, Banda de Ipanema virou cartão postal do Rio

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A Banda de Ipanema, há muito, perdeu o viço, mas mesmo assim, fazendo ano após ano uma paródia de si mesma, tornou-se uma espécie de cartão postal do Rio de Janeiro.

Três vezes por ano, em torno do Carnaval, ela reaparece, faz a alegria de turistas, desocupados e distraídos, em geral, além de garantir o dia de ambulantes dos mais variados produtos.

O bom Carnaval de rua do Rio está longe dali, nas centenas de pequenos blocos que saem em todos os bairros da cidade. Mas a Banda de Ipanema segue firme, com suas drag queens, travestis e ipanemenses históricos, cantando suas velhas marchinhas.

Este ano, como faz desde 1965, sempre no penúltimo sábado antes do Carnaval, a Banda saiu pela primeira vez. Ainda sairá no sábado e na terça de Carnaval.

Atrapalha o trânsito, é verdade, mas quem, nessa época do ano, no Rio, reclamar disso é ruim da cabeça ou doente do pé.

 

Autor: - Categoria(s): Cultura Tags: ,
04/02/2009 - 14:17

Escola de samba gay cria polêmica com a Gaviões da Fiel

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Estive, no último domingo, na quadra da Arco-Íris, primeira escola de samba gay de São Paulo. Há projetos semelhantes em outras cidades, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, mas a escola paulista parece ser a mais estruturada e articulada. A começar pelo fato de que, apenas um ano depois da sua criação, já conseguiu assegurar uma vaga no Grupo de Acesso da União das Escolas de Samba Paulistanas.

Na reportagem, publicada no site especial do iG dedicado ao Carnaval, o publicitário Eduardo Correa (foto), criador da escola, afirma que a Arco-Íris só existe por causa do preconceito contra gays nas escolas de samba tradicionais. “Vou levar dez membros da minha comunidade a uma escola de samba. Qualquer uma. Se eles forem aceitos na bateria, a Arco-Íris não tem razão de existir”, desafia.

Correa relata que um diretor da escola foi expulso, junto com amigos, de um ensaio da Gaviões da Fiel “porque estavam dançando de forma afeminada”. Eduardo Ferreira, falando em nome da diretoria da Gaviões, nega a expulsão, mas diz: “A torcida não está acostumada com essa coisa de GLS (gays, lésbicas e simpatizantes)”. Pano rápido.

Autor: - Categoria(s): Blog, Cultura, São Paulo Tags: , , ,
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