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10/10/2009 - 13:19

As polêmicas duquesas de Alba

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duquesa maioHá quase um ano a Espanha acompanha uma improvável novela da vida real: o romance entre María del Rosario Cayetana Fitz-James Stuart y Silva, 83 anos, a 18ª Duquesa de Alba, e o plebeu Alfonso Diez, 56 anos.

Recuperada de sérios problemas de saúde, a duquesa ressurgiu em forma no mais recente verão europeu, sempre ao lado de seu Alfonso, para deleite das revistas de celebridades, nas mais variadas e famosas praias da Espanha, de Ibiza a Marbella.

Sempre com um sorriso de felicidade no rosto, e vestindo ora um maiô, ora um biquini, a duquesa escandalizou parte dos espanhóis – incluindo os seus filhos, que enxergam no namorado da mãe alguém com outros interesses além do amor.

Em uma entrevista, a duquesa, tida como a mulher com mais títulos nobliárquicos no mundo, lamentou a reação dos filhos e declarou: “Alfonso não é um interesseiro, tem o seu trabalho e está disposto a assinar um documento dizendo que não precisa de nada da Casa de Alba, somente da pessoa que leva os seus títulos”.

Na última semana de setembro, assisti na tevê espanhola a um acalorado debate, num desses programas matinais, sobre o romance. Sempre exibindo as fotos do casal ao mar, os apresentadores discutiam o assunto. A defensora do romance insinuava, repetindo uma mesma frase, que a coisa está quente entre a duquesa e Alfonso: “Para mim, é um amor completo!”

Maja desnuda goya Cayetana de Alba está longe de ser a primeira de sua família a provocar escândalo. É famosa a história da relação do gênio Francisco de Goya (1746-1828) com María del Pilar Teresa Cayetana de Silva Alvarez de Toledo, a 13ª Duquesa de Alba, a quem retratou em vários quadros, e com quem manteve uma longa relação de amizade, depois da morte de seu marido, entre 1795 e 1797.

Goya e a beataDiferentes fontes sugerem que Goya e a duquesa tenham tido um romance, mas outros estudiosos preferem acreditar que tenha sido uma relação platônica. Por muito tempo prosperou a suspeita que o célebre “La Maja Desnuda”, em exibição no Museu do Prado, retrate a duquesa, embora o crítico Robert Hughes, em sua biografia de Goya, considere improvável esse fato.

Goya era 16 anos mais velho que a duquesa. Também estava viúvo no período em que se relacionaram. O caso entre os dois está relatado em diferentes livros e filmes, inclusive no de Carlos Saura (1999). De todas as telas que Goya pintou inspirado na duquesa, o mais famoso é justamente um em que não aparece seu rosto, “A Duquesa de Alba e a Beata”, também presente no Prado.

Autor: - Categoria(s): Colunismo social, Crônica, Cultura Tags: , , , , ,
22/07/2009 - 15:21

Da série “Notícias que precisamos dividir com o mundo”

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Autor: - Categoria(s): Colunismo social Tags: , , ,
01/06/2009 - 09:26

“A Fazenda” começa com oração a Deus por “salto na carreira” das subcelebridades

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O que de pior o espectador poderia esperar de “A Fazenda” – o reality show da Record – aconteceu na noite de estreia, neste domingo. Meio “Casa dos Artistas”, com suas “celebridades” de terceiro e quarto escalão, meio “Big Brother”, com seu líder (“o fazendeiro da semana”) e o paredão semanal (“a roça”), o programa começou lento, sem graça e, surpreendentemente, carola.

Britto Jr, coitado, amarrado a um roteiro monótono, só sabia perguntar se os participantes estavam emocionados de ouvir frases de apoio, gravadas, de parentes e amigos.  É da escola de jornalismo que provoca o entrevistado até ele chorar, enquanto a câmera aproxima-se do olho da vítima, em busca de uma lágrima, e depois dispara algum comentário do tipo: “Está emocionada, não? Dificil não se emocionar…”

Tive, neste domingo, a oportunidade de ser apresentado a algumas “celebridades” que, por ignorância, desconhecia existir: Fabio Arruda, “consultor de etiqueta”; Luciele di Camargo, namorada do jogador Denilson; Barbara Koboldt, jornalista de celebridades; Mirella Santos, “a senhora Latino”; Miro Moreira, “modelo internacional”; Carlinhos da Silva, “o Mendigo do Pânico”; e Pedro, “da dupla Pedro e Tiago”.

Já tinha ouvido falar de alguns outros, mas não conhecia a cara, ou não reconheci, depois de algumas mudanças: a apresentadora Babi “eu falo muito” Xavier;  a atriz Franciely Freduzesky (“ser rotulada como a mulher gostosa… quem não gosta?”); o ator Theo Becker (“já foi protagonista de uma novela”); Danielle Souza (“para quem não sabe, essa é a nossa Mulher Samambaia”); e a cantora e atriz Danni Carlos (“rock´n roll na fazenda”).

Conhecer mesmo, eu posso dizer que conheço dois participantes: Jonathan Haagensen, um dos melhores atores do filme “Cidade de Deus”, e Dado Dolabella, um dos melhores atores de todas as revistas e sites de celebridades do País.

Depois de duas horas e quarenta minutos apresentando essa gente toda, Britto Jr. avisou: “Este é um momento histórico para mim, para a Record e para a televisão brasileira”. Realmente, não entendi – e gostaria de saber – por que esse é um momento tão histórico. “A Fazenda” tem tudo para se tornar um clássico do “trash” televisivo brasileiro – mas daí a ser “histórico” vai uma grande diferença…

A não ser que Britto Jr. já soubesse o que iria acontecer em seguida: os 14 participantes entraram na fazenda, tomaram um gole de espumante rosé e, comandados por Babi, reuniram-se para uma oração. Sim. O reality show da Record começou com uma prece coletiva. Primeiro, Babi pediu: “Senhor, que a gente aprenda a ser um ser humano melhor”. Depois, foi mais objetiva: “Jesus, que todos nós tenhamos um salto em nossas carreiras”. Ouviram-se alguns “amém”.

Autor: - Categoria(s): televisão Tags: , , , ,
22/04/2009 - 14:49

Adriane Galisteu e a arte de ser notícia em uma semana

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Autor: - Categoria(s): Colunismo social Tags: , ,
21/03/2009 - 12:06

Notícias que trazem preocupação e alívio ao país

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Autor: - Categoria(s): Colunismo social Tags: , ,
26/11/2008 - 20:27

Ninguém casou, ninguém separou, ninguém brigou…

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Por onde anda Luana para animar a festa?

Autor: - Categoria(s): Blog, Colunismo social Tags: , , , ,
13/08/2008 - 15:07

O lançamento de um livro e a inauguração de uma loja na mesma noite. E daí?

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Tudo cabe em São Paulo – e essa é uma das grandes qualidades da cidade. Mas não deixa de ser espantoso notar alguns contrastes. Ontem à noite, estive em dois eventos, o lançamento de um livro e a inauguração de uma loja, que descrevo resumidamente a seguir.

Na Livraria da Vila, na Vila Madalena, cerca de 50 pessoas se reuniram para ouvir a jovem escritora Vanessa Bárbara, autora de “O livro amarelo do terminal”, debater a respeito de jornalismo literário com o cineasta João Moreira Salles e o jornalista Matinas Suzuki Jr. O debate foi promovido pela editora Cosac Naify, que está lançando o livro, uma reportagem sobre a maior rodoviária de São Paulo, e mediado por seu editor, Cassiano Elek Machado. Um evento quase espartano, salvo pelo invariável vinho branco servido nessas ocasiões, que atraiu uma platéia formada, basicamente, por jornalistas, editores e estudantes.

Um pouco mais tarde, nos Jardins, compareci a um tipo de acontecimento hoje comum em São Paulo: festa para comemorar a abertura de lojas. No caso, a maior loja do mundo da Diesel, uma marca italiana de jeans, com filiais espalhadas pelo planeta. Foram convidadas 600 pessoas, mas os organizadores avaliavam, no meio da noite, que umas mil pessoas já haviam passado pelo local. Uísque de qualidade, champanhe, cerveja, show de música entre araras de roupas e vários DJs entretinham os convidados – uma série de atores globais, modelos famosas, cabelereiros e gente que aparece em coluna social.

Colocados lado a lado, acho, esses dois eventos falam muito do mundo em que vivemos.

Autor: - Categoria(s): Colunismo social Tags: , ,
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