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26/10/2008 - 19:01

Prêmio de consolação: filha do embaixador americano votaria em Gabeira

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A notícia não é capaz de mudar os rumos da eleição no Rio de Janeiro, decidida no detalhe em favor de Eduardo Paes. Mas não deixa de ser um prêmio de consolação para Fernando Gabeira saber que Valerie Elbrick, filha de Charles Elbrick, o embaixador americano sequestrado no Rio, em 1969, por um comando guerrilheiro do qual Gabeira fez parte, declarou apoio ao candidato do PV à Prefeitura.

“Ele é um homem encantador, e se eu não estivesse trabalhando pelo Obama provavelmente estaria trabalhando por Gabeira”, disse Valerie ao “New York Times” na sexta-feira, dois dias antes da eleição. A reportagem sobre o candidato – “Ex-estudante radical na disputa pela Prefeitura do Rio” – foi publicada na edição deste domingo.

O papel de Gabeira no seqüestro de Elbrick é minimizado por companheiros que participaram da ação, como Franklin Martins, hoje secretário de Imprensa do governo Lula, ou por pessoas que conhecem a operação em detalhes, como o jornalista Flavio Tavares. Em todo caso, Gabeira nunca conseguiu um visto de entrada para viajar aos Estados Unidos por conta do seu envolvimento no sequestro.

Elbrick morreu em 1983, aos 75 anos. Sua filha, na entrevista ao “New York Times”, disse que não condena os métodos usados contra seu pai, em 1969. “Eles eram pessoas idealistas. Meu pai se deu conta que não estava lidando com bandidos. Eram jovens inteligentes que, no fundo do coração, eram gente pacífica”. O Departamento de Estado americano, procurado pelo jornal, não se pronunciou sobre Gabeira.

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25/10/2008 - 20:02

Rio não é São Paulo. Aqui a eleição está no ar

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Desembarquei no aeroporto Santos Dumont no início da tarde. Ainda não tinha fechado a porta do táxi quando o motorista falou: “E aí doutor, veio votar no Gabeira?” Respondi com uma outra pergunta, se ele sabia onde ficava o endereço que eu procurava. Como ele não sabia, desci e entrei em outro táxi. “Gabeira ou Paes?”, me perguntou o segundo motorista. Respondi que não votava no Rio e segui em frente, rumo ao meu destino, que este taxista conhecia.

Almocei no Manolo, em Botafogo, e os assuntos ali eram dois: a eleição deste domingo e os jogos da rodada que envolviam os times cariocas – o Fluminense iria enfrentar o Palmeiras e o Botafogo, o Ipatinga. Andando pela rua Bambina, cruzei com uma mulher falando sozinha, acredite se quiser,  sobre o Gabeira. Como não há nada parecido com “cidade limpa” no Rio, a cidade está imunda, repleta de cartazes, folhetos, santinhos e adesivos dos dois candidatos.

Diferentemente de São Paulo, onde até os apoiadores de Kassab parecem desanimados, sente-se o clima da eleição nas ruas do Rio. Há muito tempo, a cidade não vivia momento tão emocionante. Este domingo tem tudo para ser histórico.

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22/10/2008 - 09:54

João Saldanha entra na disputa pela prefeitura do Rio

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Eleição é realmente uma caixinha de surpresas. Não é que o candidato Eduardo Paes (PMDB) conseguiu colocar o falecido João Saldanha no meio da disputa e, de quebra, provocar a ira de um monte de gente?

Tudo começou na segunda-feira, 20, quando Paes disse, mais uma vez, que Fernando Gabeira (PV) não saberá o que fazer com o Rio de Janeiro caso seja eleito prefeito, que não tem propostas e que se limita a criticar as propostas do rival. “Ele virou um comentarista, o João Saldanha da política”, disse Paes.

Eu, pessoalmente, teria entendido o comentário como um elogio, mas a família Saldanha, com o apoio de Oscar Niemeyer, divulgou uma carta de repúdio à declaração. “O ex-secretário de Esporte do Estado do Rio de Janeiro parece não saber quem foi João”, começa o texto. E aproveita a oportunidade para elencar o brilhante currículo de Saldanha, tanto como jornalista, quanto homem do futebol (foi diretor e técnico), e ainda como articulador de inúmeras propostas para o desenvolvimento do esporte.

O texto termina com uma lição para o candidato Paes, que já exerceu função executiva na área de esportes:

João Saldanha acreditava que, em uma política de esporte e cidadania, o esporte social – o esporte cidadão, voltado ao atendimento das camadas mais pobres da população, praticado em escolas, clubes e bairros populares – e o esporte de alto-rendimento  – o que busca performance e conquista de medalhas e campeonatos – não são excludentes, ao contrário, se complementam. Defendia que o poder público em um país como o Brasil tinha obrigação de investir a maior parte de seus recursos no Esporte Social.

Paes podia dormir sem essa.

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