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16/11/2009 - 01:26

“A Fazenda”: mais enxuta, sem reza e sem comercial

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Na essência, “A Fazenda” continua o mesmo: subcelebridades de terceiro e quarto escalão em busca de um lugar ao sol, Britto Jr. tentando ser Pedro Bial e a Record falando da Record. Mas, em relação ao programa que estreou há cinco meses e meio, a segunda edição do reality show começou com alguns melhoramentos.

Em primeiro lugar, no lugar das duas horas e quarenta minutos da primeira estreia, desta vez foram apenas 120 minutos. Sem enrolação, direto ao ponto, os candidatos foram brevemente apresentados, não tiveram a chance de falar muita besteira e ainda foram submetidos a uma prova divertida.

Outro progresso foi visto no final. Na primeira estreia, os candidatos tomaram uma taça de espumante e, em círculo, comandados por Babi, fizeram uma prece. “Senhor, que a gente aprenda a ser um ser humano melhor”, começou a moça, antes de pedir: “Jesus, que todos nós tenhamos um salto em nossas carreiras”. Desta vez, repetiu-se a oferta de bebida, mas, na hora em que os participantes começaram a formar um círculo, o programa saiu do ar sem que pudéssemos ouvir qualquer oração.

É claro que houve espaço para inúmeras piadas involuntárias. A melhor de todas, sem dúvida, a frase de Sheila Melo, apresentada por Britto como “uma das loiras mais conhecidas do Brasil”, que disse: “Não precisa ser verdadeiro… Me tratando bem já tá bom.” Eis uma reflexão que vale como mantra para a vida.

MC Leozinho, como se estivesse no palco do Gugu ou do Faustão, agradeceu: “Estou muito feliz pelo convite”. Mauricio Manieri observou: “Não sou muito de me expor”. E Karina Bacchi nos informou: “Me arrependi muito de ter posado nua”.

Quase todos os participantes mereceram um “bem-vindo” do apresentador, mas Cacau Melo, depois de participações inexpressivas em novelas e programas da Globo, mereceu algo mais: “Bem-vinda à Record”, saudou Britto.

Mais uma vez, a emissora subverteu a lógica capitalista que rege o negócio da comunicação no Brasil, segundo a qual a publicidade financia a produção. O programa entrou no ar imediatamente depois do Gugu, sem intervalos comerciais, por volta das 22h20, e só foi interrompido às 23h45, depois de uma hora e vinte e cinco minutos.

Houve, então, um intervalo comercial de seis minutos, seguido de um segundo bloco do programa que durou oito minutos, um segundo intervalo de cinco minutos e, finalmente, um terceiro bloco do reality de quinze minutos. Resumindo, ao longo de duas horas, houve onze minutos de comerciais, alocados em dois blocos na última meia hora da atração.

Com essa estratégia, “A Fazenda” espera vencer a guerra da audiência nas noites de domingo.

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14/01/2009 - 15:44

BBB9 – O blogueiro se espanta na estréia do programa

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Esse blogueiro aceitou o desafio de submeter alguns momentos do seu dia ao Big Brother Brasil 9 e escrever a respeito. O primeiro texto que produzi, sobre a estréia da atração, está aqui, no site especial que o iG mantém sobre o assunto. Fala do meu espanto em ouvir uma candidata, na fase de seleção, classificar o programa como “um espelho da juventude do Brasil”.

Autor: - Categoria(s): televisão Tags: ,
24/10/2008 - 07:03

“Vocês estão felizes?”, pergunta Marcelo Camelo

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Pode ter sido o anúncio do cancelamento do show de Paul Weller, uma das atrações da noite. Pode ter sido a chuva fortíssima, que desabou sobre São Paulo duas horas antes do show. Pode ter sido o ambiente formal do Auditório Ibirapuera, que inibe os fãs. Pode ter sido qualquer coisa – arrisque a sua hipótese. O fato é que a estréia de Marcelo Camelo em São Paulo frustrou o público e o próprio artista. “Vocês estão felizes?”, perguntou Camelo, a certa altura. “Está todo mundo tão calado… É a chuva”, sugeriu.

A apresentação no TIM festival não foi nada parecida com os shows que Camelo tem feito pelo Brasil, conforme ele descreveu em entrevista exclusiva ao Ultimo Segundo. Muito pelo contrário. No lugar do público cantando as músicas novas junto com ele, sobrou reverência e silêncio.

Antes mesmo de perguntar se o público estava feliz, Camelo já havia manifestado seu estranhamento, como relatou Marco Tomazzoni no iG Música: “Estou com a sensação que falta um pouco de desordem”, disse. Sintomático do mal estar, Camelo e a ótima banda Hurtmold saíram do palco depois de 60 minutos de show sem conceder um bis. E não tocaram as duas canções mais solares de “Sou”, o seu disco de estréia: “Santa Chuva” e “Copacabana”. Fica pra próxima.

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