Publicidade

Publicidade

02/08/2009 - 18:50

Jogadores desconhecem regras básicas do futebol

Compartilhe: Twitter

É grande a tentação de criticar o árbitro Sandro Meira Ricci por excesso de rigor e mau humor na expulsão do zagueiro Vagner, do Náutico, aos 16 minutos do segundo tempo da partida, quando a sua equipe vencia o Flamengo por 1 a 0 no Maracanã. O jogo terminou 1 a 1.

“Exagero”, disse Arnaldo Cesar Coelho ao ver duas imagens selecionadas pela edição no meio da transmissão de Vitória e São Paulo, na Globo. Na primeira, muito engraçada, Vagner aparece apenas de cueca vermelha, enquanto veste um novo calção, dentro do gramado. Em seguida, vemos a imagem do quarto árbitro falando algo para Ricci, que, ato contínuo, aplica o cartão amarelo e, como é o segundo, mostra o vermelho para o zagueiro.

Na verdade, vendo todo o lance em sequência, entendemos que Vagner trocou de calção dentro do campo, longe da vista do árbitro, auxiliado pelo massagista do Náutico, e que o quarto árbitro tomou a iniciativa de advertir Ricci do que aconteceu.

Como diria Arnaldo (que, posteriormente, ao tomar conhecimento do que houve, justificou a expulsão), a regra é clara: cabe ao árbitro ordenar ao jogador que deixe o campo para trocar o uniforme com problemas, da mesma forma que o atleta só pode retornar com autorização dele, num momento em que a bola não esteja em jogo. O jogador que não respeite esta regra deve ser advertido com o cartão amarelo.

A regra 4, que informa os procedimentos sobre “o equipamento dos jogadores”, não prevê a situação, absurda, de um jogador trocar de uniforme dentro de campo, com a bola rolando. Pela lógica, que manda o jogador fazer isso fora de campo, trata-se de uma infração clara à regra.

Em outras palavras, Vagner cometeu um erro grosseiro. Não é o primeiro, nem será o último, a cometer infrações por desconhecer as regras do esporte que pratica profissionalmente.

Autor: - Categoria(s): Blog, Esporte Tags: , , , , , ,
13/07/2009 - 10:14

Por que comemorar gol é desrespeito ao adversário?

Compartilhe: Twitter

Adriano, o Imperador, marcou o segundo gol do Flamengo, no empate com o São Paulo, mas preferiu não comemorar, “em respeito ao adversário” e à sua torcida. Alguém pode me explicar por que comemorar um gol, a alegria maior que existe no futebol, pode ser entendido como desrespeito ao adversário?

Adriano tem uma dívida de gratidão com o São Paulo, que o recebeu muito bem no seu primeiro exílio no Brasil, em 2008. Em crise na Inter de Milão, o jogador recuperou a forma e o prazer de jogar no primeiro semestre do ano passado no Morumbi. Retornou a Milão, voltou a ficar de baixo astral, e foi mais uma vez repatriado, no início de 2009, desta vez pelo Flamengo.  

Mas o que essa dívida de gratidão tem a ver com comemorar um gol contra o São Paulo? Realmente, não entendo essa “ética” do futebol. Cenas como essa (na foto, o exato momento em que o jogador, depois de marcar, avisa que não vai comemorar) sempre soam, para mim, como demagogia – a promessa de algo que não se pode cumprir. Se Adriano não queria “desrespeitar” o São Paulo não deveria entrar em campo.

Entrou porque é profissional, alguém dirá. Sim. Marcou gol porque é profissional, dirá outro. Sim. Mas ficou triste por marcar um gol? Ficou chateado de, naquele momento, vencer o São Paulo? Conta outra. Essa história de fazer um gol e voltar para o seu campo, sério, aparentando tristeza, eu não engulo.  

Em tempo: O leitor Flavio I chama a atenção para um caso excepcional, o do atacante Quarentinha, maior artilheiro da história do Botafogo, cuja trajetória foi muito prejudicada pelo estranho hábito de não comemorar os seus gols. Sua história é narrada em detalhes na ótima biografia recém-lançada, “Quarentinha, o artilheiro que não sorria”, de Rafael Casé.

Crédito da foto: Vipcomm

Autor: - Categoria(s): Esporte Tags: , , ,
03/01/2009 - 12:56

Troféu Sinceridade III

Compartilhe: Twitter

“O que ele iria fazer no Flamengo? Você vai ao Brasil de férias”.

(José Mourinho, técnico da Inter de Milão, sobre as especulações a respeito da transferência de Adriano)

Autor: - Categoria(s): Esporte Tags: , , , ,
11/12/2008 - 14:20

Correspondentes internacionais preferem o Rio de Janeiro

Compartilhe: Twitter

 No programa “Arena Sportv”, nesta quinta-feira, Cleber Machado perguntou ao ítalo-brasileiro Claudio Carsughi sobre a repercussão internacional da contratação de Ronaldo pelo Corinthians. Cleber achou curioso os jornais italianos, como mostrou o iG, darem mais destaque ao fato de Ronaldo não ter ido para o Flamengo do que para a notícia de que jogará no Corinthians.

Tranquilão, como sempre, e sem demonstrar ironia, Carsughi explicou: “É que tanto o correspondente da ‘Gazzetta dello Sport’ quanto do ‘Corriere della Sera’ moram no Rio”. É possível, sugeriu Carsughi, que esse fato tenha influenciado a forma pela qual os jornalistas italianos compreenderam a notícia do negócio.

Fiquei com uma pulga atrás da orelha e fui ao site da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE). Informa-se ali que há cerca de 200 profissionais de rádio, jornal e televisão atuando no Brasil. Na relação de sócios efetivos, encontrei os nomes de 108 correspondentes. Destes, 103 moram no Rio de Janeiro, três estão estabelecidos em São Paulo, um reside em Niterói e não consta o endereço de um deles. Impressionante.

PS. Depois de publicada esta nota, consegui contato com Paula Gobbi, ex-presidente da ACIE. Aqui, ela comenta a preferência dos correspondentes pelo Rio de Janeiro. 

Autor: - Categoria(s): jornalismo Tags: , , , , ,
06/12/2008 - 06:49

Troféu sinceridade – II

Compartilhe: Twitter

“Se dependesse de mim, entrava com o time juvenil contra o Palmeiras. Eu não gosto do Flamengo e todo mundo sabe disso. Não quero ajudar a equipe deles a classificá-los para Libertadores. Para mim, seria ideal que ambos terminassem com a vaga na Sul-Americana. O time deles não merece”.

Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Botafogo, no “Lance!”, sobre o jogo do seu time contra o Palmeiras, neste domingo, pela última rodada do Brasileiro.

Autor: - Categoria(s): Esporte Tags: , , ,
28/10/2008 - 16:30

Padre abençoa uniforme do Flamengo. E o do Vitória?

Compartilhe: Twitter

Já vi padre abençoando e pedindo ajuda para escola de samba antes de desfile e para time de futebol antes de jogo importante. Sempre acho isso estranho. E as outras escolas, não merecem a ajuda de Deus? E o time de adversário, não tem direito também a uma ajuda divina? Nesta segunda-feira, na ESPN Brasil, o repórter Cícero Mello mostrou trechos da missa que o padre Leandro Cury rezou na presença dos jogadores do Flamengo. Não bastasse o pedido de ajuda a Deus, o religioso ainda abençoou uma pilha enorme de calções e camisas, que os jogadores do Flamengo usarão nesta quarta-feira, contra o Vitória, em Salvador. Não é exagero?

Sem papas na língua, João Saldanha deu sua opinião sobre o assunto, com uma frase, como de hábito, politicamente incorreta, que ficou famosa: “Se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminaria empatado.” 

Autor: - Categoria(s): Blog, Esporte Tags: , , ,
Voltar ao topo