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09/11/2009 - 10:48

Repórter deve avisar ao entrevistado que ele está falando besteira?

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A entrevista do repórter Thiago Salata, do “Lance!”, com o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, “horas depois” de encerrada a partida contra o Fluminense, no domingo, levanta uma questão importante, que interessa de perto a qualquer jornalista: cabe a um repórter advertir o seu entrevistado que ele está falando o que não deve, mesmo sob o risco de perder a melhor parte da matéria?

Irritado com o erro grosseiro cometido por Carlos Eugenio Simon, que anulou um gol de Obina no primeiro tempo da partida, Belluzzo ofende o árbitro na entrevista e afirma que ele estava “na gaveta de alguém”, ou seja, foi comprado.

Em dois momentos, durante os 15 minutos em que conversou com Belluzzo, Salata adverte: “Vou publicar tudo que você está falando”. Antes, ainda havia chamado a atenção do dirigente: “Presidente, sinceramente, nunca o vi tão alterado”.

Entendo que Salata agiu corretamente. Entrevistou Belluzzo num momento em que o presidente do Palmeiras estava emocionalmente abalado, mas deu a ele diversas chances de repensar sobre as suas declarações. Na minha opinião, há algumas situações em que o entrevistado deveria ter a chance de voltar atrás em declarações, especialmente quanto podem resultar em danos para si próprio.

Autor: - Categoria(s): Esporte, jornalismo Tags: , , , , ,
30/11/2008 - 20:12

Crônica de uma jornada tricolor (carioca) no Morumbi

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Como anunciei de manhã, assisti o jogo São Paulo e Fluminense na arquibancada do Morumbi enquanto postava alguns comentários no Blog da Redação da editoria de Esportes do iG. Abaixo, os posts que enviei do estádio, que entraram ao longo da tarde no blog, levemente revisados.

Vitória do Fluminense
Nelson Rodrigues falava que “se os fatos provam o contrário do que eu dizia, pior para os fatos”. O placar no Morumbi (1 a 1) mais o silêncio da torcida são-paulina ao final do jogo provam: o Fluminense ganhou esta partida.

Impaciência no ar
À espera de um gol que lhe dará o titulo, aos 35 do segundo tempo, a torcida são-paulina se irrita com a cera do Fluminense e, desde a saída de Dagoberto, só lhe resta vaiar o juiz.

Incentivo ao próprio time, muito pouco.

O Morumbi acorda
Na cabine de imprensa, um jornalista havia reclamado: a torcida do São Paulo parece platéia de teatro, excessivamente bem comportada. Depois do gol de empate, aos 12 minutos do segundo tempo, não dá mais pra dizer isso. O Morumbi voltou a aplaudir até lateral conquistado.

Silêncio ensurdecedor
Foram dez segundos daquilo que um cronista esportivo das antigas chamaria de silêncio ensurdecedor.
Após o gol do Fluminense, aos 4 do segundo tempo, o Morumbi se calou de um jeito assustador. Mas logo recomeçaram os gritos de incentivo. “Ó tricolor, ó tricolor…”

Primeiras vaias

Aos 46 do primeiro tempo, depois do enésimo erro, Dagoberto causou os primeiros protestos  da torcida sao-paulina. “Fora Dagoberto”, gritaram alguns torcedores na arquibancada.

Quanto tá o jogo do Grêmio?
O sistema de som do Morumbi não está informando o resultado dos demais jogos da rodada. Nem o placar eletrônico do estádio. Para saber sobre o resultado de Grêmio e Ipatinga, os torcedores recorrem ao velho radinho de pilha ou ao moderno celular. O sujeito ao meu lado, aqui no setor amarelo da arquibancada, acaba de ligar pra casa e me informou. Às 16h35 o Grêmio vencia por 3 a 1.

Sexo e futebol

Na véspera do Dia Mundial de Combate à Aids, a Prefeitura de São Paulo montou um esquema para distribuir 80 mil camisinhas no Morumbi. Preocupados exclusivamente com o jogo, muitos torcedores não estavam nem aí para as camisinhas.

Silêncio barulhento
Nelson Rodrigues, um dos mais ilustres torcedores do Fluminense, dizia que no Maracanã vaia-se até minuto de silêncio. No Morumbi não se vaia, mas o minuto de silêncio neste domingo, em homenagem ao ex-presidente do São Paulo Marcelo Portugal Gouvêia, foi comemorado aos gritos de “Vamos, São Paulo, vamos São Paulo, vamos ser campeão”.

O Fluminense no Morumbi
Expectativa no cantinho reservado ao Fluminense no estádio. Cícero Bezerra, dono de uma escolinha de futebol no Tucuruvi, em São Paulo, trouxe 14 crianças de 5 a 10 anos, todos vestidos com o uniforme do Flu. “Não sei se vão deixar a gente entrar em campo. Tenho todas autorizações. Vamos ver”, diz, ansioso, a meia hora do início da partida.

Entre os 100 torcedores do Flu, só gente que mora em São Paulo. Ninguém sabia, às 16h30, se chegariam os reforços do Rio de Janeiro. “Acho que dá pra ganhar”, diz Nelson Gennari, do nucleo paulistano da Young Flu.

A resposta da torcida são paulina é curta e grossa: “Ão ão ão, segunda divisão!!!”.

Em tempo: as crianças de Cícero Barbosa conseguiram entrar e ficaram com o time desde as escadas do vestiário até o gramado.

O São Paulo chega ao estádio
A polícia montada tenta abrir um corredor na entrada do Morumbi. São 15h40. Um camburão e duas motos se aproximam. Atrás, um ônibus. É o time do São Paulo chegando ao estádio. Na rua é como se tivesse sido um gol. Fogos, gritos de campeão e delírio.

O Fluminense chegou antes. Sob vaias.

A trilha do hexa

São 14h34 e dos alto-falantes do Morumbi o som que sai, em altissimo volume, é “Rehab”, o sucesso de Amy Winehouse sobre uma junkie que se recusa a se tratar. Fala sério!

Fora do Morumbi, o São Paulo já é hexa
Faltam três horas para começar a partida, mas no entorno do Morumbi o São Paulo já é hexacampeão brasileiro. Camisas com a inscrição 6-3-3 são vendidas por R$ 25. O “6”, não precisa dizer, são os títulos brasileiros, um deles ainda não conquistado. Três são as Libertadores e os Mundiais vencidos pelo Tricolor.
Faixas com a frase “São Paulo hexacampeão” custam R$ 5.

Para os supersticiosos, isso é sinal de mau agouro. Bate na madeira.

Autor: - Categoria(s): Esporte Tags: , ,
30/11/2008 - 10:06

São Paulo e Fluminense no Blog da Redação de Esportes

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Bem, amigos, fãs do esporte, neste domingo, a partir das 14h, a equipe que comanda este blog estará no Morumbi, acompanhando a partida entre São Paulo e Fluminense. O jogo, em caso de vitória são-paulina (ou de um tropeço do Grêmio diante do Ipatinga), pode dar ao São Paulo o seu sexto título nacional. Para não encher o saco de quem não se interessa pelo assunto, vou postar diretamente no Blog da Redação, o simpático e democrático blog da editoria de Esportes do iG. Até lá.

Autor: - Categoria(s): Esporte Tags: , , ,
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