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20/10/2008 - 10:19

Marta e a infeliz metáfora futebolística

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A uma semana das eleições, as coisas não andam bem, para dizer o mínimo, na campanha de Marta Suplicy. Neste domingo, no debate da Record, ela adotou uma postura mais defensiva, pediu várias vezes desculpas pelos erros cometidos e se indignou com a ironia de Gilberto Kassab: “Mais respeito, candidato”, ela disse, interrompendo uma resposta do prefeito.

Ao final do debate, para os jornalistas, Marta apelou para uma metáfora futebolística no esforço de dizer que ainda é possível virar uma eleição que parece perdida. “Nós temos o exemplo do próprio jogo do São Paulo, que estava perdendo de 2 a 0 e no final empatou”. A ex-prefeita referia-se, naturalmente, ao Palmeiras, mas se confundiu. Eram os palmeirenses que perdiam a partida por 2 a 0, até os 33 minutos do segundo tempo. A metáfora também é infeliz porque sugere que a ambição de Marta, a esta altura, seja apenas a de empatar o jogo – não vencê-lo.

Autor: - Categoria(s): Política Tags: , , ,
13/10/2008 - 14:47

Ao se acusarem de mentirosos, Marta e Kassab parecem falar a verdade

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Em todos os debates no primeiro turno, em São Paulo, tanto Marta Suplicy quanto Gilberto Kassab inflaram as próprias realizações, omitiram informações desfavoráveis de suas gestões e diminuíram os feitos do adversário. A novidade no debate desde domingo é que Marta e Kassab resolveram qualificar esse pequeno truque pelo seu nome verdadeiro. “Kassab é mentiroso”, disse Marta, a certa altura. “Marta está mentindo”, disse Kassab, em outro momento. Foi o maior qüiproquó.

Na política, mentir é um procedimento considerado “normal”. Em todo o mundo. O democrata Adlai Stevenson, que disputou duas vezes a presidência dos Estados Unidos contra o republicano Dwight Eisenhower, em 1952 e 1956, disse certa vez: “Vou propor um acordo com os republicanos: se eles pararem de falar mentiras sobre os democratas, nós paramos de falar a verdade sobre eles.” Não adiantou nada. Stevenson perdeu as duas eleições.

Algumas outras boas frases sobre políticos e debates eleitorais:

Durante um tempo eu fiquei de um lado do balcão e vendi uísque para o Sr. Douglas, mas a diferença entre nós é essa. Eu deixei o meu lado no balcão, mas o Sr. Douglas permanece firme no seu lado, com a tenacidade de sempre.
(Abraham Lincoln, candidato do Partido Republicano, ao lembrar de sua infância humilde, ao mesmo tempo em que evocava um hábito pessoal de seu adversário, o democrata Stephen A. Douglas, na eleição presidencial americana de 1860)

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Pergunta: Quais são as qualificações necessárias para um jovem que deseja seguir carreira na política?
Winston Churchill: É a habilidade de prever o que vai acontecer amanhã, semana que vem, mês que vem e ano que vem. E ter a habilidade, depois, de explicar porque as coisas não aconteceram
.

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Na era da televisão, devemos manter distância de presidentes que não sabem interpretar o papel de presidente. Ao contrário, devemos buscar o melhor ator disponível para o trabalho, aquele que possa ler com plausibilidade os comerciais que foram escritos para ele. (Gore Vidal)

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Debates eleitorais se baseiam numa fantasia da razão: a de que governa melhor aquele que discute melhor. (Otavio Frias Filho)

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Um bom político é quase tão impensável quanto um assaltante honesto. (H.L. Mencken)

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