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09/03/2009 - 09:39

Uma turma de ronaldianos vê o jogo na tevê do porteiro

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Festinha infantil no prédio onde mora um casal de amigos. Enquanto o mágico enganava as criancinhas no salão, eu corri para a entrada, onde o porteiro assistia, dentro da sua guarita, Palmeiras e Corinthians. Ronaldo havia acabado de entrar em campo. Fora da guarita, esticando o pescoço para acompanhar a partida, já estava um senhor de cabelos brancos.

Cheguei logo depois de Ronaldo acertar o travessão. Ainda vi o replay do lance. Com um olho na pequena tevê e outro no monitor que exibe as imagens das câmeras de segurança do prédio, o porteiro não falava uma palavra – e a tevê estava sem som. Quando dei por mim, já havia uns cinco marmanjos em volta da porta da guarita dele. Nenhum corintiano – todos ronaldianos. Impressionante.

Depois daquela jogada que ele driblou um, foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de um companheiro, um torcedor ao meu lado disse que já estava satisfeito, que Ronaldo não precisava fazer mais nada. Na hora do gol, fizemos tanto barulho que os últimos pais que ainda estavam no salão de festas saíram para olhar o que acontecia. Ronaldo está tão gordo que até quebrou o alambrado, alguém ainda disse, para logo ser recriminado. Não foi só ele. Vários jogadores subiram na hora do gol, defendeu um ronaldiano. O alambrado estava podre, disse outro.

A tevê estava sintonizada na Band. Antes do gol, sem assunto, a turma que assistia o jogo do lado de fora da guarita ainda debateu sobre essa preferência do porteiro. O fato é que a Band repetiu a imagem do gol e do desabamento do alambrado umas 25 vezes seguidas. Para nossa sorte, dentro do salão, o mágico estava desempenhando muito bem. Do contrário, umas 30 crianças teriam se juntado a nós – e aí aquela guarita ia abaixo também.

Crédito da foto: AFP

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