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19/10/2009 - 15:53

Menino no balão: um “viral” que deu errado

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O caso do menino que (não) sumiu no balão permanece na mídia mesmo depois dos 15 minutos de fama obtidos pelos envolvidos. A razão é a perseguição legal aos pais do garoto, que possivelmente serão presos e processados por fraude.

A proliferação de boatos e notícias falsas ganhou grande impulso na era da Internet – e mais ainda nestes tempos de Twitter, em que a informação circula quase na velocidade da luz.

Na confusão instalada nos dias de hoje, misturam-se diferentes tipos de fraudes. Há de tudo, para todos os gostos, desde vídeos publicitários disfarçados até “informações” plantadas com o objetivo de prejudicar políticos, artistas ou jornalistas.

O caso do menino no balão se enquadra na categoria das mentiras que, em tese, não fazem mal a ninguém e, ao final, podem até ser engraçadas. Para usar a linguagem do meio, foi um “viral”.

Nesta categoria, conseguir disseminar um vídeo ou uma informação falsa na rede tornou-se motivo de glória para seus autores – normalmente publicitários ou humoristas profissionais, que vivem disso e divertem a audiência com seus “virais” e piadas.

Segundo a polícia, a história do balão teria sido pensada com o objetivo de chamar a atenção para a família e promover um futuro “reality show”. A ser verdade esta versão, não é difícil imaginar onde Richard e Mayumi Heene tiveram a ideia. A velocidade com que a história se disseminou, transformando-os em questão de horas em celebridades mundiais, mostra que pensaram corretamente.

O problema no caso, e esta é a lição que outros inventores de notícia devem tirar da história, é que o “sumiço” do menino colocou a engrenagem do Estado (polícia, bombeiros etc) em ação. Deixou de ser apenas uma brincadeira com o objetivo de chamar a atenção para se transformar num trote, que causou prejuízos a terceiros.

Em resumo, ninguém pode impedir você de lutar desesperadamente pelos seus 15 minutos de fama, mas você pode ser preso se envolver as pessoas erradas na brincadeira.

Autor: - Categoria(s): Blog, Crônica, Internet Tags: , , , ,
08/06/2009 - 09:47

Crítico de cinema: profissão em extinção?

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Levantamento do jornal “The Salt Lake Tribune” indica que ao menos 55 críticos de cinema foram demitidos ou mudaram de área na imprensa americana desde 2006. O dado, citado em reportagem na edição dominical do “New York Times”, ilumina um aspecto da crise que afeta os jornais americanos e, em particular, ajuda a compreender uma mudança significativa que vem ocorrendo na relação de Hollywood com a imprensa.

O “New York Times” dedica-se a tentar entender a perda de importância dos jornais – e o crescimento da influência dos blogs – no processo de divulgação dos filmes pelos grandes estúdios. O sinal mais aparente deste fenômeno – importante pelo volume de recursos que Hollywood movimenta em marketing – é que os jornais contribuem cada vez menos com aquelas publicidades repletas de frases retiradas de críticas.

Uma das mais antigas ferramentas de marketing de um filme, a citação tirada de uma crítica de cinema (coisas como “eletrizante” “imperdível”, “muito engraçado”, “ri do início ao fim”) já foi motivo de muita polêmica. Há alguns anos, descobriu-se que um estúdio, a Sony, havia publicado um anúncio com uma frase inventada, dita por um crítico que não existia. Também é comum tirar palavras ou frases de contexto, mudando o sentido do que o crítico quis dizer para realçar qualidades inexistentes de um filme.

O que inquieta o “New York Times” agora é o fato de que os grandes estúdios de Hollywood preferem recorrer a críticas publicadas em blogs do que em jornais. Escreve o diário:

“Os seis grandes estúdios gostam de ir à Internet em busca de frases para usar em publicidade porque há uma variedade muito grande de sites de onde tirar a palavra ou a frase certa. Alguns sites, é claro, são sérios. Outros, incluindo sites como Ain´t It Cool News, não fazem segredo do seu olhar de ‘animador de torcida’ em relação a alguns gêneros de filmes”.
 
Em outras palavras, raciocina o “New York Times”, os estúdios preferem recorrer a sites e blogs porque eles tratam os filmes de forma mais generosa e complacente que os jornais. O grande diário americano está, evidentemente, fazendo uma generalização injusta, já que há também muitos críticos em jornais que funcionam mais como “animadores de torcida” do que, propriamente, como analistas sérios e isentos.

Em todo caso, dois entrevistados do jornal reforçam a tendência de recorrer a sites e blogs no lugar dos jornais na leitura das críticas de cinema. Um vice-presidente da Universal, Michael Moss, diz ao jornal: “Alguns dos melhores críticos de cinema e a maioria das boas críticas são encontradas online”.

Já Mike Vollman, presidente de marketing da MGM e United Artists, afirma que vai preferir se basear mais em blogs do que na revista “Time” para promover o remake do filme “Fama”.  “A realidade, e lamento dizer isso para você, é que os jovens que vão ao cinema são mais influenciáveis por um blog do que por um crítico de jornal”.

A reportagem, em resumo, confirma as previsões mais pessimistas dos que enxergam na revolução promovida pela nova mídia um sinal de empobrecimento e decadência cultural. Ainda assim, o próprio “New York Times” reconhece que há sites “sérios”, publicando textos sobre cinema com o mesmo grau de rigor que os jornais ditos de prestígio.

E o Brasil? – algum leitor perguntará. O problema, ainda que em grau menor, até porque a indústria de cinema nacional é minúscula comparada a Hollywood, já aparece por aqui. Ainda estamos, pelo que observo, numa etapa anterior. Há um crescimento impressionante de sites e blogs dedicados ao cinema, mas o mercado ainda observa com desconfiança, procurando entender – e separar o joio do trigo de toda essa movimentação. Em todo caso, é possível observar que alguns produtores já utilizam frases retiradas de sites e blogs para divulgação de seus filmes.

Autor: - Categoria(s): Blog, Cultura, Internet Tags: , , , , ,
20/05/2009 - 10:25

“Newsweek” muda para sobreviver na Era da Informação

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A notícia tem dois dias, o que é uma eternidade em tempos de Internet, mas acho que ainda vale a pena comentar. A revista “Newsweek”, a segunda grande revista semanal americana de informações, depois da “Time”, chegou às bancas nesta segunda-feira totalmente reformulada.

No editorial, intitulado “Uma nova revista para um mundo em transformação”, o editor Jon Meachan anuncia na primeira linha: “Não é segredo que o negócio do jornalismo está enfrentando problemas. Instituições veneráveis estão diante de um futuro incerto”.

De uma sinceridade impactante, Meachan observa: “Achamos importante o que fazemos, mas no fim das contas o que interessa mais é se você pensa o mesmo e, pensando assim, se considera que o nosso trabalho vale o investimento do seu tempo”.

O editor fala em “reinvenção” da “Newsweek”, uma revista que pertence ao mesmo grupo do jornal “Washington Post”, outro ícone do jornalismo americano (revelou o caso Watergate), também passando por dificuldades.

As revistas semanais surgiram para organizar e dar sentido ao noticiário dos jornais diários. Com o tempo, ganharam diferentes formas e projetos, mas permaneceram como uma alternativa ao leitor interessado em, uma vez por semana, adquirir informações e conhecimento mais aprofundados sobre o que ocorreu nos sete dias anteriores.

À medida em que a internet começou a fornecer notícias em tempo real bem como opiniões e análises “instantâneas”, o modelo dos jornais foi colocado em xeque, observa Meachan, levando muitos diários a optarem por uma “revistização”, ou seja, reportagens mais densas e análises mais ambiciosas.

O editor da “Newsweek” não teme a concorrência dos jornais – afinal, sugere, o leitor não tem tanto tempo, durante o dia, para ler jornais com cara de revista. O papel que cabe a uma revista semanal neste momento é justamente aprofundar a sua vocação: reportagens de fôlego e ensaios críticos.

“Sabemos que você sabe o que é notícia. Não pretendemos ser o seu guia no caos da Era da Informação. O que podemos oferecer é um trabalho cuidadoso para a descoberta de fatos novos e para o estímulo de pensamentos inesperados”, promete Meachan. Tomara que consiga.

Autor: - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , , ,
13/02/2009 - 11:16

O falso poema de Drummond que circula na Internet

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Em meio à discussão sobre o BBB9, quinta-feira, aqui no blog, um leitor que assina Valdeir postou, a título de comentário, um longo texto em forma de poesia, intitulado “Recomeçar”, assinado por Carlos Drummond de Andrade. O texto começa assim: “Não importa onde você parou… em que momento da vida você cansou… Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…”. Em outra passagem, lê-se: “Um novo curso… ou aquele velho desejo de aprender a pintar… desenhar… dominar o computador… ou qualquer outra coisa… Olha quanto desafio… quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando”.

Algumas horas depois, ainda pegando fogo a discussão sobre o BBB, o leitor que assina Bruno enviou a seguinte mensagem: “Não consegui achar uma referência concreta, mas aposto a minha cabeça que o poema supracitado num dos comentários NÃO é do Drummond. Pelo amor de Deus, parem de disseminar textinhos toscos de auto-ajuda vagabunda como se fossem obra de grandes autores!!! E se o texto de fato for do Drummond (probabilidade ínfima), então ele escreveu coisa ruim também, porque este é sofrível. Mauricio, por favor, não deixe isso passar impune aqui. Propagação de ignorância é crime, e seu blog não é lugar pra isso.”

Estimulado por Bruno, resolvei investigar. A simples menção no Google a Carlos Drummond de Andrade e “Recomeçar” traz quase 27 mil citações. Há inúmeras versões do poema recitadas em vídeo, no You Tube, e em centenas de sites e blogs. Pesquisando mais, acabei chegando ao site “Meu Anjo”, mantido pelo programador Paulo Roberto Gaefke. Ali, é possível ler que o texto, na verdade, é de autoria do próprio Gaefke. Bem humorado, ele respondeu ao e-mail que enviei, em busca de um esclarecimento: “Drummond deve revirar na tumba ao ver o meu texto com o nome dele”, disse.

Autor de dois livros de poemas, publicados por conta própria, o programador mantém o site desde abril de 2000. Até 2002, assinava as suas mensagens apenas com um bordão – “eu acredito em você” – e o seu primeiro nome, Paulo. “Daí virou uma festa”, ele conta. “Cada um repassava acrescentando um ponto e diversas mensagens minhas (mais de 2 mil) estão por ai sem a devida paternidade… como ‘Revolução da Alma’, que atribuem a Aristóteles (sic), ‘Paciência’, atribuída ao Jabor, e a clássica ‘Recomeçar’ (que também é conhecida por ‘Faxina na Alma’)”.

Para surpresa de Gaefke, ao final do seu texto, em algum momento no ano de 2003, alguém acrescentou os versos “Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura” e assinou “Carlos Drummond de Andrade”. Tal citação foi entendida como se o texto inteiro fosse de Drummond, e se espalhou como praga pela Internet. Mas, lembra o verdadeiro autor do texto, nem esses versos são do poeta mineiro, mas de Fernando Pessoa (estão em “O Guardador de Rebanhos”, de Alberto Caeiro).

Conta Gaefke: “Quando eu pesquisei no Google a primeira vez, tomei um susto. Esse texto estava em mais de 50 mil sites com autoria de Drummond. E para provar que era meu foi uma briga…”. Registre-se que, pesquisando na Internet, encontrei várias mensagens de Gaefke em blogs e sites que publicaram o seu texto como sendo de Drummond, alertando os autores para o engano.

Encerro, então, este post com a reprodução do belo poema de Caeiro:

VII – Da Minha Aldeia
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura…
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe 
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos 
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Autor: - Categoria(s): Cultura, Internet Tags: , , , , , ,
05/01/2009 - 09:48

Internet supera jornais como fonte de notícias nos EUA

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Uma pesquisa do Pew Research Center for the People and the Press, um instituto especializado em estudos sobre mídia, indica que a Internet superou os jornais como principal fonte de noticias para os americanos em 2008. Em resposta a pergunta “onde você obteve a maioria das notícias nacionais e internacionais”, 40% dos entrevistados apontaram a web contra 35% dos que indicaram a mídia impressa.

Foram entrevistadas 1.489 pessoas, que podiam nomear mais de uma mídia na resposta. O resultado, lembra o New York Times, não representa um declínio da popularidade dos jornais – que cresceram um ponto percentual em relação à pesquisa realizada de 2007 (clique no quadro ao lado). O que chama a atenção foi o salto dos que indicaram a Internet como a sua fonte primária de notícias – de 24%, em 2007, para os atuais 40% dos entrevistados.

A televisão, com 70%, ainda é a principal fonte de notícias nacionais e internacionais. Mas, para os entrevistados com idades entre 18 e 29 anos (clique no quadro ao lado), internet e tevê já rivalizam como a principal maneira de se informar: 59% dos entrevistados nessa faixa etária afirmam que encontram na web a maior parte das notícias que os interessam, mesmo percentual dos que citam a tevê. Na pesquisa anterior, em setembro de 2007, o resultado foi bem diferente nesta faixa etária: 68% citaram a televisão contra 34% que mencionaram a internet.  

Um diretor do Pew Center, ouvido pelo New York Times, credita o resultado da pesquisa à eleição presidencial. “As pessoas normalmente não querem a visão geral de uma eleição. Querem seguir o seu candidato, selecionando e escolhendo o que querem ver de uma forma que a mídia mainstream não permite”, diz Michael Domock.

Na visão de Domock, a cobertura política funciona bem com recursos interativos, como pesquisas promovidas pela internet e comentários, enquanto, diz ele, “a guerra no Iraque é um assunto bem contado por jornais e televisões”.

Atualizado às 12h de 6 de janeiro de 2009.

Autor: - Categoria(s): Internet, jornalismo Tags: , , ,
19/09/2008 - 07:44

Como diria uma amiga, “é a glória!”

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No início do mês, cansado de receber convites para participar das mais diversas redes sociais (Plaxo, hi5, Linkedin etc), usei este blog para me dirigir à Glória Kalil, maior autoridade em etiqueta do país. Minha dúvida era a seguinte: como os convites sempre partem de algum amigo ou conhecido, eu devo aceitá-los, mesmo sem disposição para participar? Posso ignorar o convite? Devo avisar quem está me convidando que não tenho interesse? E ainda escrevi: “Sou um pobre coitado em matéria de redes sociais – nem no Orkut eu estou!  Me ajude, Glória.”

Eis que, duas semanas depois, para honra deste blog, Glória respondeu em um e-mail muito gentil e didático. “É um tema complexo”, ela ensina. “E novo”, acrescenta. Depois de sair a campo e ouvir diversos internautas a respeito, Gloria dá a resposta definitiva: ao receber um convite desses, “você não só deve esquecer o assunto como qualquer tentativa de ser gentil e responder pode colocá-lo no incômodo papel de otário”. E disse mais:

– Estamos num outro mundo, caro Maurício. Na vida real o RSVP é uma obrigação. No virtual, ele é substituído por rituais mais velozes e menos formais. É bom, portanto, você se livrar logo de qualquer tipo de pudor, e adotar este moderno desprezo aos convites indesejados. Ainda por cima porque muito outros chegarão.

Para finalizar, Glória ainda disse:

– Como você vê, a amolação é democrática e ataca todo mundo. Sinta-se, portanto, livre para acionar o delete com delícia e tranqüilidade.

Então, estamos combinados assim: fique à vontade se quiser me convidar para participar de uma rede social, mas não espere resposta. Muito obrigado, Glória.

Autor: - Categoria(s): Internet Tags: , ,
01/09/2008 - 16:59

Uma carta para Gloria Kalil

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Caríssima Gloria,

Escrevo esta carta para tentar esclarecer uma dúvida sobre etiqueta – na internet. Como proceder quando você recebe o convite para participar de uma rede social e não está interessado? Fico aflito porque os convites para ser “amigo” de alguém, normalmente, não vêm em spam anônimo, mas partem de algum amigo ou conhecido. Devo aceitar o convite, mesmo sem disposição para participar? Posso ignorar o convite? Devo avisar quem está me convidando que não tenho interesse?

Nas últimas semanas recebi vários convites para ingressar no Plaxo, no hi5 e no Linkedin. Sou um pobre coitado em matéria de redes sociais – nem no Orkut eu estou!  Me ajude, Gloria.

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