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01/12/2009 - 10:40

“CQC” morde a isca da MTV e explica Top 5 sem Luciano do Valle

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A gafe do narrador Luciano do Valle, que anunciou no microfone da Band estar transmitindo uma partida com exclusividade “aqui na Globo”, continua rendendo. Na quinta-feira, 26 de novembro, como contei aqui no blog, o programa “Furo MTV” desafiou o “CQC” a exibir o vídeo no famoso quadro Top 5. “Como o ‘CQC’ é chapa-branca, não vai mostrar…”, provocou o apresentador Bento Ribeiro, antes de exibir o vídeo na MTV.

E não é que o “CQC” mordeu a isca? O programa da Band, nesta segunda-feira, 30 de novembro, não mostrou o famoso vídeo, mas tratou abertamente do assunto e, de quebra, ainda fez piada com a MTV.

Em quinto lugar no Top 5, Marcelo Tas apresentou um trecho do programa “Podsex”, na qual as duas apresentadoras (“aquelas delicinhas da MTV”, explicou) relatam, com constrangimento, um caso de sexo anal ocorrido involuntariamente.

Na sequência, antes de apresentar o quarto vídeo, Tas fala: “Para compensar essa coisa chula, uma coisa muito refinada que surgiu aqui na Band. Aliás, a gente ia colocar o Luciano do Valle falando que chamou a Globo ao invés da Band, mas o Luciano do Valle ficou lá para trás porque veio ele, o nosso lorde, o lorde inglês desta casa, José Luis Datenão”. E segue um vídeo, sem graça nenhuma, na minha opinião, no qual o apresentador Datena reclama que uma entrevistada “não para de falar” e manda cortar a entrevista no meio.

Autor: - Categoria(s): jornalismo, televisão Tags: , , , , , ,
30/07/2009 - 12:12

Chico Anysio x “Casseta & Planeta” x “CQC”: fios de uma polêmica

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A recente discussão pública entre Danilo Gentili e Rafinha Bastos, do CQC, com Helio de la Peña, do “Casseta & Planeta” chama a atenção para um fato raro, mas não inédito: discussões sérias entre pessoas especializadas em fazer o público rir.

A última grande polêmica entre humoristas brasileiros tem origem no final dos anos 80, do século passado, quando a turma do “Casseta & Planeta” começou a atuar na Rede Globo. Depois de participarem como redatores do “TV Pirata”, os humoristas fizeram uma primeira tentativa de programa próprio com “Dóris para Maiores”, que não deu muito certo, e em 1992 começaram o humorístico que até hoje é exibido na emissora.

Em resposta ao impacto inicial do programa, muito bem recebido por público e crítica, Chico Anysio fez críticas pesadas à turma do “Casseta & Planeta”. Para o veterano humorista, Bussunda & Cia faziam um tipo de humor elitista, “só para a zona Sul” do Rio, em contraposição ao seu humor, de caráter popular.

O sucesso de Ibope do programa dos Cassetas mostra que a crítica de Chico Anysio era injusta. O veterano humorista, inclusive, fez uma participação especial no programa dos rivais em 2002, mas até hoje os trata com ironia e afirma que só fazem sucesso porque estão na Globo.

Em dezembro de 2008, à revista “Rolling Stone”, Chico, “encostado” pela emissora desde 2001, disse: “Preciso me desabituar a ver TV aberta, não gosto de humor na TV aberta. Na Globo, o que tem é o ‘Zorra Total’, que é um projeto meu, e o ‘Casseta e Planeta’. O programa deles não mudou muito, mudou?”

Em maio deste ano, extensa reportagem de Patrícia Kogut em “O Globo” procurou mostrar que a turma do “Casseta & Planeta” havia, finalmente, superado o luto pela traumática morte de Bussunda, ocorrida em plena Copa do Mundo de 2006, e dado início a uma nova fase. Um dos depoimentos colhidos pela repórter é de Marcelo Tas.

O capitão do “CQC” é apresentado como contemporâneo dos “cassetas”, mas de “outra turma”. Reproduzo o trecho da reportagem que cita Tas e as suas observações sobre os humoristas:

– Quando o “Casseta” estourou no horário nobre da Globo, me senti vitorioso como parte daquela geração. Eles concluíram a subida da montanha e cravaram a bandeirinha lá no topo. Nós temos histórias separadas, embora o Ernesto Varella (personagem de Tas na TV nos anos 80) tenha feito aparições no “Dóris para maiores”. Enquanto eles criavam o “Casseta” numa sala, eu trabalhava ao lado, no “Programa legal”, da Regina Casé e do Luiz Fernando (Guimarães). O Guel (Arraes) era o comandante dos dois times – lembra Tas.

Ele se diz amigo dos “cassetas”, embora já tenham sido apontados como rivais, e cita ainda uma identificação de geração. Mas acha que seu caminho é diferente:
 
– Eles misturam ficção com vida real, usam fantasias e maquiagem, têm personagens. Nós, no “CQC”, fazemos um humor de outra natureza, mais documental, vamos na realidade. Os jovens humoristas do “CQC” são herdeiros de Varella.

Sem querer chegar a uma conclusão, deixo apenas duas observações. É possível pensar que as duas polêmicas expressam choques de geração e visões diferentes sobre humor na televisão. Nada muito grave, mas surpreendente, porque não temos o hábito de ver humoristas discutindo publicamente, como pessoas normais, sem humor.

Autor: - Categoria(s): televisão Tags: , , , , , ,
06/07/2009 - 16:19

Marcelo Tas e Luciano Huck trocam farpas pelo Twitter

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O apresentador Luciano Huck, da Rede Globo, superou seu colega Marcelo Tas, da Band, e já é o terceiro perfil mais popular do Twitter no Brasil, atrás apenas de Mano Menezes e do programa “Fantástico”. A notável escalada de Huck, hoje seguido por 148 mil pessoas, se deu por meio de um artifício: o apresentador ofereceu brindes (telefones de última geração e aparelhos de tevê) aos seus seguidores.
 
Huck escreveu no início da tarde desta segunda-feira: “Hoje vamos bater os 150.000!! Tem gente morrendo de ciúme da nossa turma daqui. Vamos com tudo!!!”. Em seguida, observou: “Um monte de gente me criticou. Achei que seria mais bacana distribuir para a turma, do que vender patrocínio do meu twitter e só eu ganhar.”

Em resposta a este texto, Marcelo Tas foi irônico em seu Twitter: “Distribua também o patrocínio do Caldeirão!” Seguido por 135 mil pessoas, Tas caiu para a quinta posição no ranking brasileiro, atrás também de seu colega de CQC Rafinha Bastos, que tem 137 mil seguidores.

Falei agora há pouco, por volta das 15hs, com Tas. “Não tenho nada contra distribuição de brindes. A Internet é livre. Cada um faz o que quer”, disse. “Só acho que isso é a aplicação do modelo da televisão do século passado. Aquela coisa de ‘quem quer bacalhau?’, ‘quem quer dinheiro’. Se tem quem ache isso legal, não é um problema meu”.

Para quem não sabe, Tas está comparando a prática de Huck, que oferece, como diz, “mimos” aos internautas, com os apresentadores Chacrinha, que atirava bacalhau para o público, e Silvio Santos, famoso por jogar dinheiro para a platéia do seu auditório. “Com a Internet, a gente passou para outra fase do relacionamento com o leitor, espectador”, acredita Tas.

Questionei o apresentador, ao final da conversa, se as suas críticas a Huck não seriam vistas como ressentimento ou ciúmes por ter perdido o posto de twitteiro mais popular do país. Eis o que respondeu:  “Previ que ele ia me passar na semana em que ele entrou no Twitter. Não é surpresa. Agora, posso garantir que não tenho seguidores falsos ou que criam um perfil para participar de um concurso e nunca mais me seguem”.

Atualizado às 21h51: No início da noite, o humorista Helio de la Peña, do Casseta&Planeta, escreveu: “sobre a polêmica @huckluciano x @marcelotas: opinião é que nem bunda. é por isso que não dou a minha.” Em resposta ao humorista, Huck minimizou o conflito, dizendo não ver nenhuma polêmica no caso, e fez piadas sobre a aparência de Tas (é careca) e a sua própria: “Que polêmica? Só se for sobre dicas de shampoo ou plástica de nariz.”

Autor: - Categoria(s): Internet, televisão Tags: , , ,
04/06/2009 - 11:52

O dia em que Marcelo Tas me adicionou no Twitter

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Para realizar a reportagem publicada nesta quinta-feira no Último Segundo, sobre o crescimento exponencial de alguns perfis no Twitter (Sob suspeita, Twitter de Mano Menezes já é um dos 200 mais populares do mundo), pedi a ajuda a um dos mais famosos e respeitados usuários da rede, o jornalista Marcelo Tas. Ao final da entrevista, realizada por telefone, sugeri a Marcelo que me adicionasse no seu Twitter, para eu ver o que aconteceria. Marcelo foi além e postou dois comentários no seu miniblog, informando que eu estava fazendo uma reportagem a respeito do assunto e procurava gente para entrevistar.

O primeiro post do apresentador do “CQC”, às 11h06 de 27 de maio, dizia: “Jornalista quer saber: como instalar robozinho e turbinar seguidores no twitter. Please, adicionem e ensinem o cara @mauriciostycer”. Nove minutos depois, Marcelo escreveu: “Jornalista quer só ENTREVISTAR a galera do twitter para uma reportagem. Quem estiver afim, clique o cara: @mauriciostycer”.

O que aconteceu em seguida me deixou tonto. Há seis meses no Twitter, eu era seguido, até então, por 200 pessoas. Em uma hora, 200 novos usuários me adicionaram aos seus Twitters. Em duas horas, eu já era seguido por 600 pessoas. No final do dia, eram 800 os que me seguiam.

Diante da enxurrada de mensagens de usuários extremamente gentis, colocando-se à disposição para serem entrevistados, sem saber direito o assunto, publiquei no meu Twitter que o objetivo da reportagem era tentar entender as razões que levam ao repentino crescimento de alguns perfis.

Recebi todo o tipo de ajuda. Desde gente que mandou mensagens divertidas, dizendo “entrevista eu!!!”, até usuários que enviaram links com reportagens sobre o assunto que eu estava pesquisando.

O truque dos “scripts”, um programa de computador que “rouba” listas de seguidores de outros Twitters, foi lembrado por vários usuários, como @diogoduarte, @renatogarcia, @msdaibert, @atabraga, @andresartorelli e @jabour_rio.

O truque dos robôs, possível explicação para a explosão de seguidores de Mano Menezes e do “Fantástico”, foi lembrado por vários leitores, como @decows e @NakaAlves.

Uma explicação mais básica para a popularidade de alguns perfis deve ser buscada na fama que o twitteiro tem fora da rede. É o caso de Marcelo Tas e tantas outras personalidades e celebridades. O sucesso no Twitter é apenas uma extensão do sucesso na “vida real”. Essa explicação foi apontada por grande número de usuários. Cito alguns: @luciano_ribeiro, @Lippertt, @thierryassis, @consuelozurlo, @bowmanz9; @piordospiores, @Tockaos; @lmoherdaui, @samyferreira e @Jorgeponte.

A twitteira Luciana Moherdaui, estudiosa do assunto, lembrou muito bem que o sucesso no Twitter está relacionado à “capacidade de estabelecer laços”.  A curiosidade pela vida alheia e o exibicionismo também foram apontados como causas da explosão de popularidade de alguns perfis por @aniiinhhaaa e @dabliuW.

Por fim, vários usuários observaram que a popularidade no Twitter pode ser alcançada graças a um empurrãozinho de alguém famoso e respeitado – exatamente o que Marcelo Tas fez comigo. Não sem ironia, @paimzera, @bandajhs, @msdaibert, @caimuitachuva e @luciano_ribeiro lembraram que sem a ajuda de Tas eu continuaria um anônimo no Twitter.

Em tempo: Tentei resumir aqui as principais colaborações. Peço desculpas por não ter conseguido citar todo mundo que ajudou. Fiquei realmente tocado pela disposição e generosidade de tantas pessoas que se manifestaram. 

Autor: - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , , , , , , ,
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