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28/10/2009 - 11:59

Proposta de mudar horário de jogos noturnos virou pó

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Menos de duas semanas depois de Ricardo Teixeira ter levantado o assunto, parece enterrada a discussão sobre a mudança no horário noturno dos jogos da Série A do Brasileiro. Para quem não se lembra, o presidente da CBF observou que o horário das 21h50, escolhido pela Rede Globo, está longe de ser o ideal para o torcedor. “Como presidente da CBF, não posso ficar preocupado com o índice da televisão. Eu tenho que ficar preocupado também com o torcedor. Não adianta fazer jogo com o campo vazio”, disse Teixeira.

A declaração do presidente da CBF foi vista como uma reação à proposta da Globo, encaminhada dias antes aos clubes, de alterar o sistema de disputa do Brasileiro. A emissora, detentora dos direitos de transmissão do campeonato, sonha em reintroduzir o mata-mata na fase final, em lugar da classificação ser definida pela soma de pontos.

Segundo a coluna “Radar”, na “Veja”, Globo e CBF selaram um acordo de paz há uma semana: a emissora desiste de propor a volta do mata-mata e a confederação deixa de reclamar do horário dos jogos depois da novela.

Além do acordo, também há um argumento supostamente objetivo contra a mudança do horário noturno. Segundo a “Folha” desta quarta-feira, os jogos noturnos, às quartas, apresentam média de público no estádio (20,1 mil pagantes) superior à média geral do campeonato (16,5 mil). E segundo a Globo, as partidas exibidas depois da novela têm audiência superior (cinco pontos, em média) às exibidas aos domingos, às 16h.

Esses números, creio, são fáceis de explicar. Apenas 25 jogos, de um total de 310, foram realizados às 21h50. Os jogos programados para este horário envolvem sempre times muito populares – em São Paulo, quase sempre o Corinthians. Isso puxa para cima tanto a presença de público no estádio quanto o índice de audiência.

Em resumo, a boa notícia é que parece não haver riscos, no futuro próximo, de alteração do sistema de pontos corridos. A má notícia é que seguiremos com jogos neste horário esdrúxulo.

Autor: - Categoria(s): Esporte, televisão Tags: , , , , ,
17/10/2009 - 12:16

CBF quer mesmo mudar horário dos jogos noturnos?

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É preciso ler com cautela a notícia de que Ricardo Teixeira pretende alterar o horário dos jogos noturnos da Série A do Brasileiro, às quartas-feiras. Em entrevista a três jornais (“Globo”, “Folha” e “Estadão”), o presidente da CBF reconheceu o óbvio, ou seja, que as partidas noturnas, programadas de acordo com a grade da Rede Globo, terminam muito tarde, o que afugenta o público dos estádios.

À medida em que, nos últimos anos, a chamda “novela das 8” foi mudando de horário e virando “novela das 9”, o horário das partidas de quarta-feira foi sendo empurrado para mais tarde. Atualmente, as partidas começam às 21h50, e terminam por volta da meia-noite.

O horário das partidas é determinado em contrato entre a Rede Globo, que detém os direitos de transmissão, e os clubes, sob as bençãos da CBF. Um dos argumentos da emissora para exibir as partidas depois da novela é que esse horário seria de interesse dos patrocinadores dos clubes, interessados na exposição de suas marcas num momento em que a televisão tem altos níveis de audiência.

É a esse argumento que Ricardo Teixeira se refere na entrevista, ao dizer: “Como presidente da CBF, não posso ficar preocupado com o índice da televisão. Eu tenho que ficar preocupado também com o torcedor. Não adianta fazer jogo com o campo vazio”.

Cabe lembrar que Teixeira é presidente da CBF há 20 anos e, até onde me recordo, é a primeira vez que se manifesta publicamente de forma crítica sobre o horário noturno das partidas da Série A.

Também é preciso lembrar que esta declaração ocorre ao final de uma semana em que a Rede Globo apresentou uma proposta aos clubes para mudar o sistema de disputa do Brasileiro, reintroduzindo o “mata-mata” na fase final, em lugar da classificação ser decidida por pontos corridos. Teixeira, como se sabe, é contra essa mudança. Daí a sua declaração: “Querem discutir esse assunto, vamos discutir tudo”.

Em resumo, gostaria de acreditar que o presidente da CBF está interessado em discutir, de fato, o estranho horário das partidas noturnas de futebol no Brasil. Mas temo que, com suas declarações, ele esteja apenas demarcando território no campo de batalha.

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