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01/11/2009 - 19:42

Muricy tem razão de reclamar do horário da partida

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Foi preciso esperar o sol surgir forte no domingo para as reclamações sobre o horário dos jogos aparecerem. Muricy foi o primeiro a chiar, encerrado Palmeiras e Corinthians, ainda no gramado. Lembrando que estamos em horário de verão, o técnico sublinhou que o jogo começou, de fato, às 15hs, sob sol de mais de 30º.

Ouvido pela rádio CBN, falou do “poder econômico”, que impôs este horário, sendo imediatamente replicado pelo comentarista da emissora, que observou: Muricy deveria reclamar com os dirigentes de Palmeiras e Corinthians, que acertaram a partida no oeste do Estado de São Paulo.

Muricy, de fato, deveria ter reclamado antes. A escolha do local do clássico deu-se no dia 22 de setembro – e o horário do jogo estava marcado há uma semana, pelo menos. A questão central, no entanto, e que parece ter escapado ao comentarista da CBN, é que o horário dos jogos é definido pela Globo, detentora dos direitos de transmissão do campeonato, com o aval da CBF, responsável pela organização e gerência do evento.

Em período de horário de verão, todas as partidas marcadas para as 16hs deveriam, automaticamente, ser transferidas para as 17hs. Muito simples.

Sou velho o suficiente para lembrar que as partidas de futebol no Rio de Janeiro, aos domingos, começavam às 17hs – antes disso, era desumano, por causa do calor.

Autor: - Categoria(s): Esporte, televisão Tags: , , ,
09/03/2009 - 09:39

Uma turma de ronaldianos vê o jogo na tevê do porteiro

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Festinha infantil no prédio onde mora um casal de amigos. Enquanto o mágico enganava as criancinhas no salão, eu corri para a entrada, onde o porteiro assistia, dentro da sua guarita, Palmeiras e Corinthians. Ronaldo havia acabado de entrar em campo. Fora da guarita, esticando o pescoço para acompanhar a partida, já estava um senhor de cabelos brancos.

Cheguei logo depois de Ronaldo acertar o travessão. Ainda vi o replay do lance. Com um olho na pequena tevê e outro no monitor que exibe as imagens das câmeras de segurança do prédio, o porteiro não falava uma palavra – e a tevê estava sem som. Quando dei por mim, já havia uns cinco marmanjos em volta da porta da guarita dele. Nenhum corintiano – todos ronaldianos. Impressionante.

Depois daquela jogada que ele driblou um, foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de um companheiro, um torcedor ao meu lado disse que já estava satisfeito, que Ronaldo não precisava fazer mais nada. Na hora do gol, fizemos tanto barulho que os últimos pais que ainda estavam no salão de festas saíram para olhar o que acontecia. Ronaldo está tão gordo que até quebrou o alambrado, alguém ainda disse, para logo ser recriminado. Não foi só ele. Vários jogadores subiram na hora do gol, defendeu um ronaldiano. O alambrado estava podre, disse outro.

A tevê estava sintonizada na Band. Antes do gol, sem assunto, a turma que assistia o jogo do lado de fora da guarita ainda debateu sobre essa preferência do porteiro. O fato é que a Band repetiu a imagem do gol e do desabamento do alambrado umas 25 vezes seguidas. Para nossa sorte, dentro do salão, o mágico estava desempenhando muito bem. Do contrário, umas 30 crianças teriam se juntado a nós – e aí aquela guarita ia abaixo também.

Crédito da foto: AFP

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