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08/11/2009 - 19:25

“Ahmadinejad, o Rio te beija”

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Rio, 35 graus. Domingo de praia lotada – e policiamento reforçado na orla entre Ipanema e Leblon. A cada 500 metros, na pista interditada para veículos, há um carro do 23º Batalhão, com dois PMs dentro. No posto da PM no Arpoador, seis policiais vestidos com roupa de guerra seguram fuzis e encaram a multidão que se aperta naquele cantinho de areia.

Segundo o comandante do 23º BPM, a tropa na praia é parte de uma operação que vai durar todo o verão. Inclui 10 carros e 60 soldados. Nas duas ruas que ligam Copacabana a Ipanema, policiais fazem blitz, parando carros e ônibus. Uma briga seguida de uma série de furtos no Arpoador causou pânico no sábado. “Foi um princípio de tumulto”, segundo a PM.

Não é a praia que o carioca está acostumado a ver. Também espanta no calçadão a poluição visual provocada por dois acontecimentos que não dizem respeito ao domingo de sol: as eleições para a presidência do Flamengo e para a Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio. Candidatos espalham outdoors móveis por toda a orla. Um dos candidatos à OAB promove uma caminhada, atrapalhando o exercício de quem corre ou anda. Um dos candidatos ao comando do Flamengo distribui panfletos, ajudando a sujar a calçada.

Mas nem tudo está perdido. De bom humor, vascaínos circulam pela praia exibindo a camisa do time que na véspera assegurou a volta à primeira divisão do Brasileiro. No céu, um daqueles pequenos aviões que carregam faixas com publicidade, intriga os banhistas com a mensagem que exibe: “Ahmadinejad, o Rio te beija”.

A faixa é ilustrada nas duas pontas com as cores do arco-íris, símbolo do movimento gay. Trata-se de um protesto bem-humorado contra a visita do presidente do Irã, que deve chegar a Brasília no próximo dia 23, para um encontro com o presidente Lula. Em 2007, Ahmadinejad declarou não existirem gays no Irã.

Atualizado às 10h10 de 9 de novembro: Segundo “O Globo” desta segunda-feira, não se sabe quem é o autor da faixa vista na orla no domingo. O representante de uma entidade gay afirmou não ter entendido se a faixa é uma provocação ao presidente do Irã ou ao próprio movimento de defesa dos homossexuais. E um representante da comunidade judaica especulou que a faixa pode ter sido encomendada por simpatizantes de Ahmadinejad em resposta às manifestações contra a visita do presidente do Irã ao Brasil. A empresa responsável pela propaganda afirmou não ter autorização para revelar quem é o seu cliente.

Autor: - Categoria(s): Brasil, Crônica Tags: , , , , ,
13/10/2009 - 12:39

Woody Allen exibe cartões postais para continuar filmando

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Dirigindo praticamente um filme por ano desde 1969, Woody Allen entrou no século XXI em plena atividade, mas com dois problemas sérios. Primeiro, entrou em litígio judicial com sua produtora e amiga de mais de 40 anos, Jean Doumanian, a quem acusou de desviar os lucros de oito filmes. Depois, colecionando resultados não mais que medianos nas bilheterias, viu crescerem as dificuldades de encontrar recursos para financiar seus novos filmes.

A luz no fim do túnel encontrava-se na Europa – onde Allen sempre foi respeitado pela crítica. A partir de 2005, deu início a uma série de co-produções relativamente bem-sucedidas, ambientadas fora dos Estados Unidos. Em sequência, fez três filmes na Inglaterra (“Match Point, 2005; ”Scoop”, 2006; e “O Sonho de Cassandra”, 2007) e um quarto (“Vicky Cristina Barcelona”, 2008) na Espanha.

Em 2009, Allen voltou a Nova York, para rodar “Whatever Works”, cuja estreia está programada para 6 de novembro no Brasil, tendo o comediante Larry David no papel principal. Mas já retornou a Londres, para rodar o filme de 2010, ainda sem título anunciado, mas com elenco de primeira: Naomi Watts, Antonio Banderas e Anthony Hopkins.

Foi nesse contexto que surgiu a idéia de ambientar um filme no Rio de Janeiro. Allen soltou a deixa em algumas entrevistas e logo a coisa prosperou. A Prefeitura do Rio e o governo do Estado entenderam rapidamente que era a chance de divulgar a cidade num outdoor de alcance mundial. E produtores locais perceberam a chance de fazerem figura internacional e, até, ganhar algum dinheiro com o filme ao se associarem a Allen.

Nesta terça-feira, o diário “Los Angeles Times” descreve o periplo de dois produtores de Woody Allen em busca de locações pelo Rio de Janeiro e fala do esforço municipal e estadual em garantir que o cineasta faça um filme na cidade. Além da divulgação de uma imagem positiva do Rio, sediar uma produção cinematográfica também movimenta a economia da cidade, gerando empregos e recursos, argumenta o lobista oficial de Hollywood no Brasil, Steve Solot.

vickybarcelona postalO interesse governamental chama a atenção para o calcanhar de Aquiles destes filmes mais recentes de Allen. Como já havia ocorrido com Veneza em “Todos Dizem Eu Te Amo” (1996), Londres e Barcelona tornaram-se cidades óbvias, de cartão postal, nas produções recentes do cineasta.

Embora continue afiado, fazendo bons filmes, todas essas produções estrangeiras de Woody Allen padecem do mesmo problema: a ambientação de cenas que, às vezes, parecem mais de divulgação turística do que qualquer outra coisa (caso da cena acima, de “Vicky Cristina Barcelona”).

O cinema é um negócio pesado, do ponto de vista dos recursos necessários para a sua realização. Tudo bem. Entendo que o Rio possa lucrar com um filme de Woody Allen, e não tenho nada a ver com isso. Mas lamento ver o cineasta sendo obrigado a se dobrar a interesses turísticos para conseguir prosseguir a sua carreira.

Autor: - Categoria(s): Cultura Tags: , , ,
05/04/2009 - 11:51

Rua Augusta: um hospício onde tudo é permitido

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Já escrevi no blog sobre a curiosa preferência dos correspondentes internacionais pelo Rio de Janeiro – dos 108 sócios efetivos da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE), 103 residem na cidade. O jornalista Seth Kugel é uma das exceções nesta rede. Colaborador do “New York Times”, fixou-se em São Paulo, cidade que tem procurado descobrir além da superfície.

Na edição deste domingo, no caderno “Travel” (viagem), Kugel escreve sobre a revitalização de todo a região em torno do que ele chama de “lado ruim” da Rua Augusta – o trecho da rua que desce, da Avenida Paulista, em direção ao centro da cidade. Não chega a ser um assunto original, mas o seu olhar sobre o pedaço é muito bom. 

A região, como se sabe, foi por muito tempo uma zona de prostituição, com casas noturnas voltadas ao negócio e mulheres ganhando a vida na rua. Nos últimos anos, ele escreve, também virou um bairro de casas noturnas para o público GLS, um ponto de encontros de adolescentes, e até mesmo um local onde você vê senhoras passeando com seus cachorros. “É um lugar muito interessante para passar uma noite: um hospício onde tudo é permitido”, define, com bom humor.

Autor: - Categoria(s): jornalismo, São Paulo Tags: , , , ,
11/12/2008 - 17:12

Correspondentes internacionais preferem o Rio – II

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Antes de publicar a nota abaixo, procurei Paula Gobbi, que o site da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE) informa ser a presidente da entidade. A jornalista, que representa a rádio CBS News, respondeu meu e-mail agora há pouco. Está, neste momento, fora do Brasil. Não é mais, disse, presidente da ACIE desde agosto. O cargo agora é ocupado por Alicia Martinez Pardies, representante da agência Ansa.

A ACIE foi fundada em 1962.  O primeiro presidente eleito foi Jean-Jacques Faust, da agência France Presse. A associação foi fundada, contou Paula Gobbi, “para defender as condições necessárias para a coleta de noticias, sem fins lucrativos e estritamente profissionais”.

E essa preferência pelo Rio Janeiro? Eis a resposta da jornalista:

“O Rio de Janeiro continua sendo a cidade que tem maior atração entre os correspondentes por sua beleza geográfica, facilidade de acesso aéreo, cultura, historia, e importância política. Do Rio, os correspondentes podem viajar e cobrir outras regiões do Brasil, mantendo como sede a ‘Cidade Maravilhosa’.”

Autor: - Categoria(s): jornalismo Tags: , , ,
08/12/2008 - 06:58

A imprensa carioca de luto

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“O Globo”
Tragédia em São Januário
Vasco é rebaixado

“O Dia”
A FAIXA PRETA HOJE É DE LUTO

“Jornal do Brasil”
Fracasso carioca
Vasco é rebaixado para a Série B e
Flamengo fica fora da Libertadores

“Extra”
DÓI DEMAIS

Autor: - Categoria(s): jornalismo Tags: , , ,
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