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19/07/2009 - 13:08

Cat Power: timidez, coragem e “atitude” adolescente em SP

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Sapato branco, jeans escuro, camisa para fora da calça, uma gravatinha preta, rabo de cavalo e luvas sem os dedos, Cat Power canta com os ombros curvados, olhando ora para o chão, ora para os músicos e, eventualmente, para um ponto vazio, na lateral do palco.

Nome artístico de Chan Marshall, Cat Power tem 37 anos, mas aparenta, à distância, a metade. De tempos em tempos, agacha-se e bebe um gole de uma caneca, tudo indica, de chá. Uma vela sobre o teclado de Gregg Foremann e um incenso, em cima da aparelhagem de som, ajudam a compor o ambiente. 

Sua voz, rouca, mas potente, também ajuda na idéia de que há algo de adolescente nisso tudo – impressão que será reforçada ao final das quase duas horas de espetáculo, quando a então tímida e contida dá lugar a uma desinibida e feliz Cat Power. Ela aproxima-se do público – meninas, em sua maioria – e distribui flores e cópias do set-list do show que está terminando. Agacha-se, toca a mão das fãs, assina alguns autógrafos, sorri e agradece o carinho – como faria qualquer cantor popular.

Não conheço o suficiente para desfiar todo o repertório do show, mas reconheci inúmeras canções de seu mais recente CD, “Jukebox”, de 2008, no qual corajosamente reinterpreta músicas de Billy Holliday (“Don´t Explain”), Joni Mitchell (“Blue”) e Bob Dylan (“I Believe in You”), para não falar de “New York”, imortalizada por Frank Sinatra. Também canta uma das minhas favoritas, sua homenagem a Dylan, “Song to Bobby”, e duas ou três músicas de seu disco anterior, “The Greatest”, entre as quais a canção-título.

Para quem não conhece Cat Power, mas gosta de cinema, duas músicas suas, entre as quais “The Greastest”, estão na trilha sonora de “Um Beijo Roubado” (“My Blueberry Nights”), do chinês Wong Kar Wai, exibido no ano passado no Brasil. Cat Power aparece brevemente no filme, no papel da mulher que deu um pé na bunda do galã Jude Law.

O seu show em São Paulo, que será repetido neste domingo no Rio, ficaria melhor num ambiente menor, mais acolhedor (e menos extorsivo) que o Via Funchal. Em todo caso, é um espetáculo bonito, até emocionante, mas, tenho a impressão, sobrevalorizado. Sua voz é bonita, mas não única. E sua “atitude”, que o público “indie” tanto admira, às vezes parece seguir um roteiro pré-estabelecido.

Em tempo: no iG Música, em Cat Power emociona o público em São Paulo, você encontra mais detalhes sobre o show e uma descrição mais rica do repertório apresentado.

Crédito da foto: Agência Estado

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28/02/2009 - 19:21

Mulheres de Chico prolongam o Carnaval de rua

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A revolução ocorrida no carnaval carioca, com a proliferação de blocos de ruas, não se encerra na Quarta-Feira de Cinzas. Neste fim de semana em que ocorre o desfile das campeãs, no Sambódromo, outros 16 blocos animam diferentes bairros da cidade.

O Monobloco, um dos responsáveis pela revitalização do carnaval de rua, nasceu no Jardim Botânico, em 2000, mas cresceu tanto que no ano passado desfilou na orla de Copacabana, seguido por cerca de 100 mil pessoas, e este ano, a partir das 9h da manhã de domingo, vai cruzar o centro da cidade.

Um bloco simpático, mas de dimensões ainda modestas, mobilizou o Leblon neste sábado. Criado no final de 2006, pelas cuiqueiras Gláucia e Vivian, o Mulheres de Chico apresenta-se no primeiro sábado depois do Carnaval – com repertório dedicado exclusivamente à obra de Chico Buarque. Como outros blocos cariocas, atrai público de idades bem diferentes – crianças, velhos, moçada – num clima bem democrático.

É um “bloco parado”, para usar a terminologia de Carlinhos Brown. Suas 30 ritmistas apresentam-se num palco, no centro da praça Antero de Quental, no coração do Leblon. “Será que ele vem hoje”, diz uma das três cantoras, ao iniciar a cantoria. Diante da praça lotada, cantam desde “A Banda” até “Apesar de Você”, passando por “O Malandro”, “Geni”, “Cotidiano”, “Quem Te Viu, Quem Te Vê”, “Samba de Orly”, “Jorge Maravilha” (assinada por Julinho da Adelaide) etc tal. Apenas uma música não é de autoria do compositor. Trata-se de uma marchinha simples, cujo verso principal é “Será que o Chico vem”… Até as 19h15, ele ainda não tinha aparecido…

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16/12/2008 - 16:23

Madonna cai e a música continua igual. Será playback?

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O jornalista Claudio Henrique, músico talentoso e de ouvido apurado, me alertou para uma discussão que começa a ganhar corpo no You Tube. Várias pessoas que viram o vídeo com a queda de Madonna ficaram com a impressão que ela está cantando com a ajuda de playback, ou seja, em versão gravada previamente. Afinal, durante o tombo a voz da cantora não dá nem uma tremida. “Vantagens e perigos do playback”, diz Claudio Henrique.

Nesta versão do vídeo, postada na Internet, a tese do playback já ganhou várias adesões. Será que Madonna imitou sua discípula Britney Spears, que foi vaiada ao fazer show com playback no Rock in Rio 3, em 2001?

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