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22/05/2009 - 08:27

Ronaldinho Gaúcho e Riquelme ainda têm futuro?

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No mesmo dia em que Ronaldinho Gaúcho perdeu definitivamente o status de craque intocável, e virou apenas mais um numa lista de 40 nomes cogitados por Dunga, Riquelme foi protagonista do maior fracasso do Boca Juniors nos últimos dez anos, ao ser eliminado nas oitavas-de-final da Libertadores em plena Bombonera.

O que aconteceu com Ronaldinho Gaúcho? Duas vezes (2004 e 2005) eleito melhor jogador do mundo, o craque está numa fase descendente já longa, de pelo menos dois anos – o Barcelona melhorou depois de sua saída e no Milan não encontrou lugar no time titular, para não falar das suas atuações decepcionantes na seleção.

Riquelme abriu mão de jogar na seleção, em conflito aberto com Maradona, e é responsabilizado pelo atual racha na equipe do Boca – não se dá com a turma de Palermo. Com problemas na sola do pé direito, ficou 40 dias sem jogar, antes de voltar a campo nesta quinta-feira, contra o Defensor Sporting, do Uruguai. Não é de se espantar que, depois desse longo período de inatividade, Riquelme não tenha jogado nada.

As duas notícias desta quinta-feira colocam nuvens negras sobre as cabeças de Ronaldinho e Riquelme. O que será do craque brasileiro agora? Aos 29 anos, sem lugar garantido na seleção e no Milan, precisa se reencontrar urgentemente com o futebol caso ainda sonhe em disputar uma Copa do Mundo.

E Riquelme, próximo dos 31 anos, o que o futuro reserva ao craque? Prevê-se um desmonte do atual Boca, a começar pelo técnico Carlos Ischia, ex-assistente de Carlos Bianchi, que dificilmente resistirá à eliminação do time na Copa, como dizem os argentinos. Riquelme vai sobreviver? 
 
Na Bolsa de Valores do Futebol, quem ainda não havia se desfeito das ações de Ronaldinho Gaúcho e Riquelme está agora com dois micos na mão. O que não quer dizer que daqui a três ou seis meses essas ações voltem a se valorizar e dar muito lucro a quem apostou neles. Espero que sim.

Autor: - Categoria(s): Esporte Tags: , , , , , , ,
17/04/2009 - 17:30

Boca e River, o “superclássico” do final de semana

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Fim de semana animado de futebol. Sábado, no Emirates Stadium, Arsenal x Chelsea. No Parque Antarctica, Palmeiras x Santos. Domingo, no Maracanã, Botafogo x Flamengo. No Morumbi, São Paulo x Corinthians. No Delle Alpi, Juventus x Inter.

E na Bombonera, Boca Juniors x River Plate.

De todos esses clássicos, a partida em Buenos Aires é, possivelmente, a menos importante em relação ao que está objetivamente em jogo. A partida é válida pela 10ª rodada do Torneio Clausura. Até o momento, o River ocupa a quarta posição, com 15 pontos, e o Boca está em 11º, com 11 pontos. O Vélez Sarsfield lidera o campeonato com 19 pontos. 

Do ponto de vista da rivalidade, não me atrevo a dizer qual destes seis jogos desperta mais paixão. Mas estive semana passada em Buenos Aires e vi algumas coisas que me chamaram a atenção.

Ninguém na Argentina se refere à partida pelo nome dos times. Nem os jornais, nem as pessoas na rua. Basta dizer que domingo é dia de “superclásico” (com um esse apenas) ou “super”.

Os ingressos para a partida do dia 19 já estavam esgotados no dia 9. Como o Boca é o mandante, o River teve direito a 7.500 ingressos no estádio. Um turista interessado em ir ao jogo precisaria desembolsar entre US$ 250 e US$ 600, ou seja, entre R$ 550 e R$ 1.400.

Na quinta-feira, 9, o Boca jogou na Bombonera, pela Libertadores, contra o Guarani, do Paraguai. O time da casa venceu por 3 a 1, gols de Palermo, Palácio e Riquelme. Foi a quarta vitória em quatro jogos no torneio. No domingo, o time viajou a Mar del Plata, para jogar contra o Estudiantes, pelo Clausura. Apenas um titular, o colombiano Vargas, atuou na partida, vencida pelo time da casa por 1 a 0.

Por que o Boca poupou o time no domingo passado? Imaginei que fosse por conta de algum compromisso no meio da semana, pela Libertadores. Que nada! O técnico Carlos Ischia decidiu poupar os titulares por causa do “superclásico”, que só iria ocorrer sete dias depois. Ischia foi assistente do colecionador de títulos Carlos Bianchi, hoje gerente de futebol do Boca.

Leio nesta sexta-feira no jornal “Olé” que Riquelme é dúvida para a partida de domingo. O camisa 10 do Boca é o principal personagem do futebol argentino em atividade em seu país. É a estrela da companhia. O craque que ousou dizer “não” à Maradona e se recusou a voltar à seleção.

Román, como o jornal o chama, afirma estar com dores num tendão. “Se jogar, será por sua vontade, não por estar 100%”, disse o médico do clube. E se tomar uma infiltração? “Román vê uma agulha e sai correndo”, informou o “doutor” Ortega Gallo.

Riquelme tem fama de desagregador. Enrique Gastañaga, analista esportivo do “El Clarin”, escreveu no sábado, 11 de abril, que o Boca está partido ao meio – tem a turma do Palermo e a turma de Riquelme. Não é uma cisão nova, mas vem se agravando.

No ano passado, às vésperas de um Boca e River, o técnico Ischia fechou todos os jogadores no vestiário, saiu e levou a chave. Ao longo da lavação de roupa suja, de 40 minutos, Riquelme ouviu várias reclamações de colegas em silêncio e só se manifestou para dizer que estava no Boca não para fazer amigos, mas para  trabalhar, ganhar e ser campeão.

Para o River, o superclásico tem outro sabor. O time está muito mal na Libertadores (4 pontos em 4 jogos, situação tão dramática quanto a do Palmeiras) e concentra esforços no Clausura. Mas ganhar na Bombonera não é tarefa fácil. “Não podemos jogar ao som da arquibancada”, adverte o colombiano Radamel Falcao, camisa 9 do time.

A bola rola domingo às 15hs.

Crédito da foto: AP

Atualizado às 11h de 19 de abril: Juventus e Inter jogaram no sábado, e não no domingo, como informei. Foi 1 x 1. O Chelsea venceu o Arsenal por 2 x 1. E o Santos ganhou do Palmeiras pelo mesmo placar. Também esqueci de mencionar, e peço desculpas por isso, me lembra o blog Nação Sport, que este domingo tem Náutico x Sport, outro grande clássico do futebol brasileiro, no Estádio dos Aflitos (melhor nome de estádio que conheço).

Atualizado às 20h de 19 de abril: Boca (sem Riquelme) e River empataram em 1 x 1, gols de Palermo e Gallardo. O Botafogo perdeu do Flamengo por 1 x 0, resultado que levou o rubro-negro à decisão do Campeonato Carioca contra o próprio alvinegro. O Corinthians fez 2 x 0 no São Paulo e se classificou para disputar a final do Paulistão contra o Santos. Sport e Náutico empataram em 0 x 0, resultado que deu ao Leão o título de tetracampeão pernambucano.

Autor: - Categoria(s): Esporte Tags: , , , , , , , , ,
10/04/2009 - 20:42

A fama de Ronaldo num táxi em Buenos Aires

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Conversa animada sobre futebol dentro do táxi, no centro de Buenos Aires. O motorista é torcedor fanático do River Plate, que anda em má fase, e grande admirador do futebol brasileiro. A sua primeira pergunta para mim é sobre Dunga. Digo que esperava mais coragem e ousadia de um técnico seleção brasileira. “Ele é técnico da mesma forma que era jogador”, resume o taxista.

“Técnico era Santana”, ele diz, referindo-se a Telê. “E por que Ronadinho nao é titular do time?” Digo que ele está em má fase, é reserva também no Milan. E ele: “É o melhor jogador brasileiro, muito melhor do que Kaká”.

O taxista faz outra pergunta difícil: “E Robinho, o que acontece com ele? Era um craque…” Conversamos sobre alguns jogadores que atuam bem em time, mas mal em selecionados nacionais. Riquelme, ele começa. Edmundo, ele acrescenta. E citamos uma dezena de craques, brasileiros e argentinos, que jogam bem em seus clubes, mas “diminuem” quando vestem a camisa da nacional.

“Mas um que eu gostaria de ver na minha seleção é o gordo”, lança o taxista. Que gordo?, eu pergunto, espantado. “Ronaldo. É um definidor. Todo mundo tem medo dele, mesmo com uns quilos a mais”. É verdade, concordo. “Melhor que ele só o Chapolim”. Chapolim??? “Sim, Romário. É um gênio.”

PS. Leitores perguntam a respeito do apelido Chapolim para Romário. É uma referência ao seriado “Chapolim”, o herói que aparecia quando alguém dizia: “E agora, quem poderá me salvar”. Foi essa a frase que o taxista me disse quando me surpreendi ao ouvi-lo chamar Romário de Chapolim. (Atualizado às 11h de 11 de abril)

Autor: - Categoria(s): Crônica Tags: , , , , ,
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