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31/10/2009 - 13:47

Os temas universais do paulistano Ugo Giorgetti

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Mostra SeloParticipei há alguns meses da gravação de um programa de televisão, “Sala de Cinema”, cujo entrevistado era o cineasta Ugo Giorgetti. Exibido no SescTV, o programa é uma espécie de talk-show, comandado por Miguel de Almeida, com a participação de alguns convidados, que fazem perguntas para o entrevistado.

ugo giiorgettiAo longo da entrevista, Almeida fez várias perguntas a Giorgetti relacionadas ao universo paulista de seus filmes – “Jogo Duro”, “A Festa”, “Sábado”, “O Príncipe” e mesmo os dois “Boleiros”. Esta é uma questão recorrente e, mais uma vez, tive a oportunidade de ver como incomoda a Giorgetti ser rotulado como “cineasta paulista”.

Apesar de ambientados sempre em São Paulo, e a cidade ser um elemento central em seus filmes, Giorgetti entende, com toda a razão, que vê-lo como “cineasta paulista” limita, e muito, o alcance de sua obra.

Giorgetti sempre argumenta que São Paulo está presente em seus filmes porque é nesta cidade que nasceu, foi criado e vive, mas os temas de seu cinema são universais. A exibição de “Solo” e “Paredes Nuas”, seus filmes mais recentes, confirma isso, mais uma vez.

Como explicou em entrevista ao Último Segundo (Ugo Giorgetti filma os dilemas da sociedade do prazer), “Paredes Nuas” trata de um fenômeno relativamente recente, as irresistíveis seduções oferecidas pelo mercado de consumo, e “Solo” encara um tema mais que universal, a solidão de um idoso numa grande metrópole.

SoloAmbos os filmes se passam em São Paulo. Em “Solo”, o emocionante monólogo interpretado por Antonio Abujamra, a cidade aparece especialmente, nas lembranças do personagem, na transformação dos bairros em que ele viveu e na sua incapacidade de se adaptar aos tempos modernos. Isso faz de “Solo” um filme paulista? Lógico que não. A cidade é apenas a aldeia de Giorgetti a serviço de uma narrativa capaz de comover qualquer pessoa, em qualquer lugar.

“Solo” tem sessões no sábado (31), às 19h10; no Unibanco Arteplex, na segunda-feira (2/11), às 13hs, no Unibanco Arteplex; e na terça, às 18h20, no Espaço Unibanco Pompéia. Mais informações sobre o filme no site da Mostra.

“Paredes Nuas” tem ainda apenas uma sessão, neste sábado (31), às 17h20, no Unibanco Aretplex. Mais informações, aqui.

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23/10/2009 - 14:03

A agenda cultural da dupla OsGemeos

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Os Gemeos blogCom a abertura da exposição “Vertigem” no Museu da FAAP, a realização do cartaz da 33ª Mostra de Cinema e uma performance em novembro no encerramento do Ano da França do Brasil, OsGemeos ocupam São Paulo nas próximas semanas. Estive com eles na última quinta-feira, enquanto terminavam de montar “Vertigem”, para fazer a reportagem que o Último Segundo publica nesta sexta-feira. Ao final da entrevista, pedi a Gustavo e Otavio Pandolfo que falassem dos artistas que gostam. Veja as dicas, recomendações e preferências da dupla:
Arte
1. Blu: artista de rua, radicado em Bolonha (Itália). “É um grande muralista”, dizem. Algumas imagens do seu trabalho podem ser vistas aqui.
2. Barry McGee: artista de rua, baseado em San Francisco, na Califórnia (EUA). Uma mostra do seu trabalho aparece aqui.
3. Nunca: artista de rua, com murais pintados em São Paulo, parceiro dos Gêmeos. Um pequeno exemplo do seu trabalho está aqui.

Cinema
1. “Arte Inconseqüência”: Este documentário, de Robert Kaltenhauser, acompanha o trabalho de grafiteiros alemães. O filme tem duas sessões programadas na Mostra de Cinema de São Paulo, dias 4, às 22h30, no Cine Bombril, e 5, às 18h, no Centro Cultural São Paulo.
2. “Crash – No Limite”: O filme de Paul Haggis, vencedor do Oscar de 2006, se passa em Los Angeles e relata diferentes histórias e personagens que, por acaso, acabam se cruzando. “A vida é assim. Tudo tem uma ligação com a outra”, dizem OsGemeos.
3. Hayao Miyazaki: O cineasta japonês, diretor de filmes de animação, como o magnífico “Viagem de Chihiro”, é um dos favoritos da dupla

Música
1. Roger Waters, Pink Floyd
2. Siba, um dos criadores do grupo Mestre Ambrósio, em carreira solo.

Teatro
1. Slava Polunin, um palhaço russo. Já se apresentou no Brasil e, como OsGemeos, agrada às crianças, mas ambiciona emocionar os adultos. Seu site oficial fica aqui.
2. Royal de Luxe: companhia de teatro de marionetes francesa, que trabalha com bonecos gigantes. Aqui pode-se ver uma galeria de fotos com a trupe.

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31/08/2009 - 11:15

Muricy ignorado, vaiado e aplaudido: os diferentes sons do Morumbi

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Cheguei ao Morumbi por volta das 15h de domingo. Às 15h30, me sentei na arquibancada, atrás de um dos gols, no setor onde ficam as torcidas organizadas Independente e Dragões da Real. Meu objetivo era observar como os torcedores mais fanáticos do São Paulo reagiriam à presença de Muricy Ramalho, o técnico que levou o clube a conquistar as três últimas edições do Brasileiro, no banco do arquirrival Palmeiras.

Alguns dias antes da partida, o meia Hermanes, um fã declarado de Muricy, havia orientado a torcida: “Se eu fosse torcedor, deixaria o que já passou. Agora, é nova história. O Muricy foi treinador aqui, mas não é mais. Nossa torcida tem que receber o Ricardo Gomes e os jogadores do São Paulo”, afirmou.

Fiquei no meu lugar até as 16h50. Ao longo de todo esse período não ouvi nenhuma menção a Muricy. Nem vaias nem aplausos. Escrevi no iG Esporte:

Na arquibancada, as principais torcidas organizadas do São Paulo optaram por receber em silêncio o técnico do Palmeiras. Nem a Independente nem a Dragões da Real se manifestaram em relação ao comandante da equipe que venceu os últimos três Brasileiros.

Como de hábito, antes do início da partida, as organizadas gritaram os nomes de todos os jogadores do São Paulo – com exceção de Richarlyson – e até do técnico Ricardo Gomes (um mirrado grito de “Ricardo! Ricardo! Ricardo!”).

No segundo tempo, me transferi para o lado oposto da arquibancada, onde ficam torcedores sem vínculo com as organizadas. Também ali, não ouvi nenhuma referência a Muricy, nem contra nem a favor. Deixei o setor aos 30 minutos do segundo tempo e assisti o final da partida no setor reservado à imprensa.

Mas um estádio de futebol é um lugar muito grande. E um repórter não dá conta de ouvir tudo que se passa ali. Com 41 mil espectadores pagantes neste domingo, o Morumbi também acolheu gente que gritou o nome de Muricy e gente que vaiou o técnico do Palmeiras. 
 
Não sei onde essas manifestações ocorreram, mas registro abaixo o que os jornais observaram a respeito do assunto nesta segunda-feira:

Folha de S.Paulo: “O técnico palmeirense foi recebido com vaias por parte da torcida, quando seu nome foi anunciado no placar eletrônico”.

O Estado de S.Paulo: “Os torcedores são-paulinos se dividiram nas arquibancadas. Enquanto alguns vaiaram na hora em que o nome do treinador foi anunciado, a maioria gritou ‘É Muricy’ logo depois”

O Globo: “Vaiado por uma parte da torcida são-paulina, aplaudido por outra”.

Agora: “Timidamente, parte da torcida são-paulina o homenageou com o coro de ‘é, Muricy’. Houve vaias também quando a torcida palmeirense gritou o seu nome.”

Jornal da Tarde: “Parte da torcida tricolor o vaiou timidamente, mas também houve alguns aplausos.”

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19/07/2009 - 13:08

Cat Power: timidez, coragem e “atitude” adolescente em SP

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Sapato branco, jeans escuro, camisa para fora da calça, uma gravatinha preta, rabo de cavalo e luvas sem os dedos, Cat Power canta com os ombros curvados, olhando ora para o chão, ora para os músicos e, eventualmente, para um ponto vazio, na lateral do palco.

Nome artístico de Chan Marshall, Cat Power tem 37 anos, mas aparenta, à distância, a metade. De tempos em tempos, agacha-se e bebe um gole de uma caneca, tudo indica, de chá. Uma vela sobre o teclado de Gregg Foremann e um incenso, em cima da aparelhagem de som, ajudam a compor o ambiente. 

Sua voz, rouca, mas potente, também ajuda na idéia de que há algo de adolescente nisso tudo – impressão que será reforçada ao final das quase duas horas de espetáculo, quando a então tímida e contida dá lugar a uma desinibida e feliz Cat Power. Ela aproxima-se do público – meninas, em sua maioria – e distribui flores e cópias do set-list do show que está terminando. Agacha-se, toca a mão das fãs, assina alguns autógrafos, sorri e agradece o carinho – como faria qualquer cantor popular.

Não conheço o suficiente para desfiar todo o repertório do show, mas reconheci inúmeras canções de seu mais recente CD, “Jukebox”, de 2008, no qual corajosamente reinterpreta músicas de Billy Holliday (“Don´t Explain”), Joni Mitchell (“Blue”) e Bob Dylan (“I Believe in You”), para não falar de “New York”, imortalizada por Frank Sinatra. Também canta uma das minhas favoritas, sua homenagem a Dylan, “Song to Bobby”, e duas ou três músicas de seu disco anterior, “The Greatest”, entre as quais a canção-título.

Para quem não conhece Cat Power, mas gosta de cinema, duas músicas suas, entre as quais “The Greastest”, estão na trilha sonora de “Um Beijo Roubado” (“My Blueberry Nights”), do chinês Wong Kar Wai, exibido no ano passado no Brasil. Cat Power aparece brevemente no filme, no papel da mulher que deu um pé na bunda do galã Jude Law.

O seu show em São Paulo, que será repetido neste domingo no Rio, ficaria melhor num ambiente menor, mais acolhedor (e menos extorsivo) que o Via Funchal. Em todo caso, é um espetáculo bonito, até emocionante, mas, tenho a impressão, sobrevalorizado. Sua voz é bonita, mas não única. E sua “atitude”, que o público “indie” tanto admira, às vezes parece seguir um roteiro pré-estabelecido.

Em tempo: no iG Música, em Cat Power emociona o público em São Paulo, você encontra mais detalhes sobre o show e uma descrição mais rica do repertório apresentado.

Crédito da foto: Agência Estado

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13/07/2009 - 10:14

Por que comemorar gol é desrespeito ao adversário?

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Adriano, o Imperador, marcou o segundo gol do Flamengo, no empate com o São Paulo, mas preferiu não comemorar, “em respeito ao adversário” e à sua torcida. Alguém pode me explicar por que comemorar um gol, a alegria maior que existe no futebol, pode ser entendido como desrespeito ao adversário?

Adriano tem uma dívida de gratidão com o São Paulo, que o recebeu muito bem no seu primeiro exílio no Brasil, em 2008. Em crise na Inter de Milão, o jogador recuperou a forma e o prazer de jogar no primeiro semestre do ano passado no Morumbi. Retornou a Milão, voltou a ficar de baixo astral, e foi mais uma vez repatriado, no início de 2009, desta vez pelo Flamengo.  

Mas o que essa dívida de gratidão tem a ver com comemorar um gol contra o São Paulo? Realmente, não entendo essa “ética” do futebol. Cenas como essa (na foto, o exato momento em que o jogador, depois de marcar, avisa que não vai comemorar) sempre soam, para mim, como demagogia – a promessa de algo que não se pode cumprir. Se Adriano não queria “desrespeitar” o São Paulo não deveria entrar em campo.

Entrou porque é profissional, alguém dirá. Sim. Marcou gol porque é profissional, dirá outro. Sim. Mas ficou triste por marcar um gol? Ficou chateado de, naquele momento, vencer o São Paulo? Conta outra. Essa história de fazer um gol e voltar para o seu campo, sério, aparentando tristeza, eu não engulo.  

Em tempo: O leitor Flavio I chama a atenção para um caso excepcional, o do atacante Quarentinha, maior artilheiro da história do Botafogo, cuja trajetória foi muito prejudicada pelo estranho hábito de não comemorar os seus gols. Sua história é narrada em detalhes na ótima biografia recém-lançada, “Quarentinha, o artilheiro que não sorria”, de Rafael Casé.

Crédito da foto: Vipcomm

Autor: - Categoria(s): Esporte Tags: , , ,
01/04/2009 - 17:21

Radiohead: como desaparecer completamente

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Um momento histórico ocorreu na apresentação do Radiohead em Buenos Aires, dia 24 de março, dois dias depois do show em São Paulo. Trata-se de data tristemente célebre na Argentina – neste dia, em 1976, um golpe militar derrubou o governo de Isabelita Perón e instaurou uma sangrenta ditadura no País. O baixista Colin Greenwood (ou será o guitarrista Ed O’Brien?), num espanhol claudicante, mas compreensível, foi ao microfone e disse:

Este show esta noite é um sonho que se tornou realidade. Sabemos que hoje é um dia importante na Argentina. Completa-se hoje 33 anos do golpe de estado militar. Queremos dedicar a próxima canção para  todas as vítimas que sofreram, a todos que perderem seus entes queridos, a todos que desapareceram.

E o Radiohead começou a cantar “How To Disappear Completely”. O áudio deste momento emocionante está disponível em diferentes arquivos no You Tube, como este aqui.

Até onde eu pude averiguar, o show do Radiohead em Buenos Aires, para cerca de 30 mil pessoas, com ingressos a US$ 90 (como no Brasil), transcorreu sem os problemas relatados no espetáculo ocorrido na Chácara do Jockey em São Paulo. A este respeito, aliás, a empresa promotora pelo evento desapareceu completamente, até o momento.

Relatei nesta quarta-feira, no Último Segundo, que a Promotoria de Justiça do Consumidor, no Ministério Público do Estado de São Paulo, avalia uma queixa recebida sobre o assunto. No dia seguinte, a organização do festival enviou uma nota em resposta às reclamações dos leitores, também publicada no Último Segundo.

Autor: - Categoria(s): Cultura Tags: , , ,
23/03/2009 - 15:18

Radiohead: leitores descrevem show de horrores

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Escrevi hoje de manhã um comentário sobre a falta de estrutura e a desorganização do show do Radiohead. Deixei claro que gostei do ótimo show, mas mesmo assim temia que fosse ouvir desaforos dos fãs da banda. Que nada!!! A caixa de comentários do blog lotou com depoimentos de leitores descrevendo um show de horrores ainda pior do que eu vi. Fiz uma atualização no post, às 11h30, chamando a atenção para problemas que eu não tinha percebido, mas resolvi escrever um novo texto, agora à tarde, para dar mais destaque à voz dos leitores.

Um dos maiores dramas, que não enfrentei, porque fui e voltei de táxi, foi vivido por aqueles que deixaram o carro no estacionamento oficial. Há relatos de pessoas que, duas horas depois do fim do show, ainda não tinham conseguido sair do local. Como Ana M., que definiu a sua experiência como uma “bad trip”:

Ninguém lembrou de comentar que na 1h30 de espera não havia nenhuma alma penada para organizar o trânsito dentro do estacionamento? (se tinha, eu não vi) Ficamos todo o tempo sem saber o que estava acontecendo num terreno praticamente baldio com trechos escuros e escorregadios. Certamente essa “bad trip” vai fazer muita gente pensar muitas vezes antes de ir a um show num lugar isolado como a chácara. Santa desorganização!

O depoimento de Victor Ramos também dá a dimensão do horror. Ele optou por um estacionamento “não oficial” e se deu tão mal quanto:

Show dos extremos: extrema qualidade musical, extrema ridicularização e humilhação dos que foram agraciados com a boa música. A saída foi um dos piores momentos que já vivenciei numa multidão: 30 mil pessoas afuniladas, ao mesmo tempo, numa única e pequena saída!!! Por que não abriram as saídas de emergência no fim do show? Pra dar risada daquele monte de formiga se espremendo e passando mal? Tive que pagar 50 reais num estacionamento com chão de barro/lama pra não ter que ficar preso 1h30 no “estacionamento oficial”. Um falta de respeito que só se vê no Brasil.

Mais de um leitor falou de carros arrombados e furtados nas imediações da Chácara do Jockey. Thiago Pellegrini escreveu:

Passei mais de uma hora e meia para ir do Eldorado até o show e perdi o Los Hermanos. Total falta de apoio dos organizadores e da CET. E ainda teve muitas pessoas no estacionamento em que parei que tiveram seus carros arrombados pelos flanelinhas. É duro, mas 200 paus vale pelo show, que foi ótimo, mas o preço da desordem é muito maior.

Ricardo descreveu situação semelhante:

Acho que você teve sorte de não ir de carro. Mas tem uma coisa que precisa ser apurada corretamente. Cerca de 50 carros foram arrombados no estacionamento do show. Levaram de estepes a gasolina. Nem precisa falar que quebraram vidros e tal. A polícia foi chamada, inclusive, mas pouco fez e o roubo continuou noite adentro.

A saída, para quem foi de táxi e ficou até o último bis, foi igualmente complicada. Conta Eduardo Nasi, que também reclama da péssima qualidade do serviço de bar do evento:

De táxi também não foi fácil. Na saída, levamos duas horas e meia para conseguir um. E a “praça de alimentação”. Depois de pagar oito reais por um XIS e esperar por mais de meia hora, minha namorada recebeu um CACHORRO-QUENTE. Porque o XIS, vejam só, tinha acabado.A pizza, outra opção, estava com a massa crua e era montada porcamente.

Daniela aponta um outro problema de logística, não pensado pela organização:

Não havia banheiros químicos do lado de fora do lugar, quem se aventurou a ir em um banheiro teve que recorrer aos postos de gasolina que ficavam perto, no fim do show apenas UMA saída para 30 mil pessoas, um absurdo!!

Nara Alves relata que sofreu um desmaio e foi acudida pelos amigos. Não viu nenhuma equipe de socorro por perto:

Antes do início do show do Radiohead eu tentei chegar mais perto do palco. Não consegui ficar mais de 20 minutos porque estava tão abafado que eu desmaiei no meio da multidão. Apaguei (e não estava bêbada e tinha almoçado super bem!) pela primeira vez na vida. A sorte é que caí em cima do meu amigo, que me segurou. As pessoas em volta deram algum espaço para jogarem água no meu pulso e darem uns tapas no meu rosto. Fiquei um minuto desacordada, sem socorro médico, contando só com a galera em volta. Depois, acordei e fui curtir o show lá de trás… Adorei! Radiohead é demais! Mas fica o registro sobre a falta de atendimento por parte da organização…
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Por fim, uma moradora da região onde ocorreu o show, também se manifestou sobre o caos e o barulho nas imediações. Eis o que escreveu Rosa:

Pena tanto sofrimento para ver um show. Moro perto do local, nosso bairro é bastante populoso e não sei como eles obtém licença para esses tipos de evento num lugar como este, tivemos que ficar ouvindo música altíssima o dia inteiro, terminou perto de meia noite e os apitos de pessoas que tentavam ajudar na saída do evento só terminaram perto de duas horas da madrugada. Depois de tudo isso saber que pessoas gastaram tanto para poder ver seus grupos de música e não ficarem felizes é muito triste

O blog, evidentemente, está aberto às explicações dos produtores do show e das autoridades municipais (Contru, CET) e estaduais (polícia) que poderiam acrescentar algo sobre esse caos, que manchou um dos grandes eventos musicais ocorridos em São Paulo nos últimos tempos.

Autor: - Categoria(s): Cultura, São Paulo Tags: , , , ,
23/03/2009 - 09:50

Radiohead: lama, caos, fila e desorganização

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Não vou escrever aqui sobre o ótimo show do Radiohead em São Paulo – o que o meu colega Carlos Augusto Gomes já fez, com a precisão de sempre. Vou escrever sobre os inúmeros problemas de infra-estrutura e organização que vi – deficiências graves, a meu ver, para um espetáculo deste porte, com ingressos a R$ 200.

Sempre haverá quem diga que show de rock bom é assim mesmo – desorganizado, com lama e caos. Não concordo. Acho que não é necessário sofrer para se divertir num bom show – ainda mais com os preços cobrados no Brasil.

Em primeiro lugar, o local do evento. A Chácara do Jockey fica na zona sul de São Paulo, numa área não servida por metrô e cujo acesso se dá por uma única avenida – em obras. Não há estacionamentos decentes no local – os carros iam parando pelo caminho, sob assédio de flanelinhas, tumultuando o acesso (dezenas foram multados depois que o show começou).

Peguei um táxi, na região central da cidade, às 18h30 e cheguei ao local do show, 12 quilômetros depois, às 19h40. Havia placas, pelo caminho, indicando a Chácara do Jockey, mas não vi nenhuma sinalização decente para a entrada no espaço do show.

Na entrada, nenhum controle de carteirinhas de estudantes. Quem adquiriu os ingressos pela internet não precisou comprovar os dados que forneceu. Quem pagou inteira, sentiu-se lesado. Apesar de proibido para menores de 16 anos, vi algumas crianças no local.

A Chácara do Jockey é um enorme descampado, de terra e grama. Vários trechos estavam encharcados por causa das chuvas dos últimos dias. No escuro, não poucos espectadores enfiaram o pé na lama. Dependendo da direção do vento, um cheirinho de coco de cavalo ocupava o ambiente.

Para comprar uma cerveja era preciso permanecer 20 minutos numa fila longa. Para chegar no balcão do bar, imundo e encharcado, era necessário superar um mar de lama. Na saída do show, outro caos – filas, congestionamento, confusão geral. Houve gente (leia nos comentários abaixo) que esperou uma hora e meia para conseguir sair com o carro do estacionamento “oficial” (tarifa: R$ 35).

Do ponto de vista da organização, é preciso reconhecer um ponto altamente elogiável: todos os shows começaram no horário previsto. A pontualidade amenizou a falta de estrutura. E todo mundo foi dormir feliz com a qualidade dos espetáculos: Los Hermanos, que não consegui ver, Kraftwerk e Radiohead.

Atualizado às 11h35 com informações fornecidas pelos leitores na área de comentários.

Autor: - Categoria(s): Cultura Tags: , , , , ,
21/03/2009 - 13:09

Crônica social: procurando Marc Jacobs, encontrei Elke Maravilha

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O evento da noite de sexta-feira, em São Paulo, foi a festa que Natalie Klein, dona da loja NK Store, ofereceu para Marc Jacobs, famoso e criativo estilista americano, numa boate no centro de São Paulo.

Mais de 500 pessoas passaram pela Cantho, uma boate gay, no Largo do Arouche, fechada exclusivamente para a festa. O site oficial da boate, inclusive, advertia: “A Cantho informa aos seus clientes que a casa estará fechada no próximo dia 20 para um evento corperativo (sic)”. Apesar da grafia errada, a mensagem está clara: uma festa de firma, de negócios – para celebrar a primeira loja de Jacobs na América Latina, inaugurada em São Paulo.

Eu poderia resumir a festa da seguinte forma: muitos fotógrafos de revistas e sites de celebridades, bebida boa (champagne Veuve Clicquot), música bate-estaca, dois go-go boys de short, viseira e óculos escuros, dançando num palco improvisado, e uma “área vip”, no mezanino. Esse espaço, fechado para a maioria dos presentes, acolhia os convidados “vips”, que, na falta de algo melhor para fazer, ficavam olhando para baixo, encarando o pessoal sem acesso à área exclusiva. Enquanto isso, embaixo, sem ter o que fazer, os demais convidados ficavam olhando para cima, imaginando como a festa estava lá.

Jacobs chegou por volta das 1h30 da manhã, mas não o vi. Chegou de saia, acompanhado do namorado, para orgulho nativo, um brasileiro, chamado Lorenzo Martone (fotos aqui, no iG Gente). Foi conduzido direto à área vip, onde ficou até ir embora. Em seu primeiro romance, “A Ditadura da Moda”, a jornalista Nina Lemos descreve uma semana de desfiles em São Paulo e observa: “Nunca entendi porque as pessoas vêm aqui sem serem obrigadas”.

Como eu não era obrigado – fui apenas por curiosidade –, deixei o local por volta das 2h da manhã. Deveria ter ido para casa, mas acabei levado para outra casa noturna, o Clube Glória, no Bixiga. Ali acontece, uma vez por mês, uma festa chamada “Vai!”, que convida os freqüentadores a irem vestidos de acordo com um determinado tema proposto.

É um evento que reúne gente engraçada e maluca, no bom sentido. A festa desta sexta-feira tinha o tema de “Vai! Futurista” e, como atração principal, Elke Maravilha no papel de DJ. A “hostess” da festa, Aline Prado (à esq. na foto), ajudou Elke na seleção musical, divertidíssima, da noite.

Para escrever este texto, fiz uma rápida pesquisa e vi como sabia pouco sobre Elke – ela nasceu em São Petersburgo, filha de um russo e uma alemã, fala nove línguas e, antes de fazer carreira como modelo e atriz, foi bancária, secretária, bibliotecária e professora. Por volta das 3h da manhã, enfim, Elke deu por encerrada a sua participação como DJ e, tal como se espera de uma celebridade, recolheu-se à área vip da casa noturna, dando a senha para o blogueiro partir.

Autor: - Categoria(s): Colunismo social Tags: , , ,
08/03/2009 - 11:16

Wagner Moura: cantor de música brega, com paixão

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Ele é um dos melhores atores da sua geração. Mesmo quem não aprecia a montagem de Aderbal Freire Filho, reconhece o impacto do seu Hamlet. Agora, no papel de líder de uma banda de rock – muito boa, por sinal – Wagner Moura dá mais um exemplo de versatilidade.

Criada em 1992, nos corredores da Universidade Federal da Bahia, onde Moura cursou jornalismo, a banda Sua Mãe havia sido deixada de lado nos últimos anos. A turma, porém, voltou a se reunir em meados do ano passado, em Salvador. O primeiro show em São Paulo ocorreu na madrugada deste domingo, no Studio SP, na rua Augusta, coração da cidade.

Foi um show consagrador. Moura diz que a banda tem influência do rock inglês dos anos 80 (o que talvez seja verdade em sonho), mas o seu foco visível é a dedicação ao repertório do cancioneiro brega brasileiro (“prefiro dizer da música superpopular brasileira”, define o ator).

Diante de uma platéia histérica, majoritariamente feminina, o ator cantou com gosto e talento pérolas de Marcio Greyk, Waldick Soriano, Reginaldo Rossi (“saí da sua vida de cabeça erguida”), Altemar Dutra (“para que maltratarmos o amor?”), Roberto & Erasmo, além de composições próprias, como “Prefixo Solidão”. Diferentemente de projetos como a banda Vexame, de Marisa Orth, a releitura do cancioneiro brega é feita com paixão, sem ironia explícita – o que dá mais força ainda ao trabalho.

Wagner Moura não é cantor, mas não passa vergonha com a voz. Mais: exibe-se no palco com uma segurança impressionante – como se fosse um músico profissional. O seu parceiro principal é Gabriel Carvalho (guitarra), colega dos tempos da faculdade. Os outros integrantes da banda, que parecem se divertir a valer, são Leco (bateria), Serjão (baixo), Ede (guitarra base e vocal), Tangre (teclados e vocal) e Claudinho (violão, ritmo e vocal).

A poucos dias da estréia de “Hamlet” no Rio de Janeiro, depois de cumprir carreira muito bem-sucedida em São Paulo, Wagner Moura parecia muito à vontade no papel de líder de banda. Cheguei a ficar em dúvida. Ele manda muito bem como músico ou está apenas interpretando mais um papel? Ser ou não ser?

Em tempo: as fotos, como dá para perceber, foram feitas por um fotógrafo amador, no caso eu, e não por um profissional. Fico devendo essa.

Atualizado às 10h de 9 de março: Consegui trocar as minhas fotos por duas imagens da AGNews. Apenas esta terceira e última foto é do autor do blog. Permanece na página como registro da dificuldade que enfrentei para fotografar Moura no meio da platéia, cercado por uma multidão enlouquecida de tietes. 

Autor: - Categoria(s): Cultura Tags: , , , , ,
23/12/2008 - 13:35

O repórter tropeça na tecnologia

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Antes, eu tinha uma câmera fotográfica básica, que fazia fotos básicas. Agora, ganhei uma câmera moderna, cheia de recursos, que não apenas fotografa como também faz vídeos e fotos incríveis. Só falta eu aprender a usar a máquina.

Na segunda-feira à noite, saí para fazer uma reportagem sobre as atrações de Natal em São Paulo. Fiz várias fotos dos diferentes programas que enfrentei, a saber: a lama em volta do lago Ibirapuera, onde ocorria um show de luzes; a gigantesca árvore de Natal do parque apagada por causa do temporal; a enorme fila para entrar em um presépio na avenida Paulista às 22h30; e a quantidade de gente disparando o flash de suas câmeras fotográficas.

O problema é que, em vez de fazer fotos, acionei o dispositivo que faz vídeos. Não saiu uma coisa nem outra. Moral da história: a reportagem está publicada sem as minhas fotos, mas com imagens de arquivos. Espero, ainda assim, que esteja divertida.

Autor: - Categoria(s): São Paulo Tags: , , ,
22/12/2008 - 08:48

É Natal nos Jardins: até o Yorkshire faz compras!

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Domingo de compras nos Jardins, em São Paulo. Na alameda Lorena, a mulher passeia com o seu Yorkshire em meio ao movimento. Sem coleira, o cachorrinho sai correndo e entra numa loja. Sem graça, a mulher tenta explicar o que houve para o sujeito que assiste a cena sentado num banco, na calçada:

– Não sei o que ele tem. Ele sente alguma coisa quando passa em algumas lojas, e aí ele tem que entrar.

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07/12/2008 - 18:42

Em Marte, na hora da decisão do campeonato

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Enquanto São Paulo e Goiás disputavam a partida mais importante do campeonato, a Globo e a Bandeirantes exibiam, no Rio de Janeiro, o jogo entre Vasco e Vitória, que confirmou o ticket da equipe carioca rumo à Série B do Brasileiro.

Desconfio que a lógica da audiência explique isso – devia haver, no Rio, muito mais gente interessada em conhecer o destino do Vasco no campeonato do que saber quem seria o campeão do torneio. Além dos próprios vascaínos, imagino, torcedores dos outros times do Rio também estariam de olho nessa partida, para secar ou para torcer pelo rival carioca.

Qualquer que seja a razão para esta transmissão, fiquei com a sensação de que estava em Marte, ou em uma cidade do interior, na tarde deste domingo, no Rio. Enquanto o campeonato era decidido em Brasília e em Porto Alegre, as emissoras da cidade mostravam um jogo que iria resolver se um time carioca permaneceria, ou não, na Série A.

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30/11/2008 - 20:12

Crônica de uma jornada tricolor (carioca) no Morumbi

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Como anunciei de manhã, assisti o jogo São Paulo e Fluminense na arquibancada do Morumbi enquanto postava alguns comentários no Blog da Redação da editoria de Esportes do iG. Abaixo, os posts que enviei do estádio, que entraram ao longo da tarde no blog, levemente revisados.

Vitória do Fluminense
Nelson Rodrigues falava que “se os fatos provam o contrário do que eu dizia, pior para os fatos”. O placar no Morumbi (1 a 1) mais o silêncio da torcida são-paulina ao final do jogo provam: o Fluminense ganhou esta partida.

Impaciência no ar
À espera de um gol que lhe dará o titulo, aos 35 do segundo tempo, a torcida são-paulina se irrita com a cera do Fluminense e, desde a saída de Dagoberto, só lhe resta vaiar o juiz.

Incentivo ao próprio time, muito pouco.

O Morumbi acorda
Na cabine de imprensa, um jornalista havia reclamado: a torcida do São Paulo parece platéia de teatro, excessivamente bem comportada. Depois do gol de empate, aos 12 minutos do segundo tempo, não dá mais pra dizer isso. O Morumbi voltou a aplaudir até lateral conquistado.

Silêncio ensurdecedor
Foram dez segundos daquilo que um cronista esportivo das antigas chamaria de silêncio ensurdecedor.
Após o gol do Fluminense, aos 4 do segundo tempo, o Morumbi se calou de um jeito assustador. Mas logo recomeçaram os gritos de incentivo. “Ó tricolor, ó tricolor…”

Primeiras vaias

Aos 46 do primeiro tempo, depois do enésimo erro, Dagoberto causou os primeiros protestos  da torcida sao-paulina. “Fora Dagoberto”, gritaram alguns torcedores na arquibancada.

Quanto tá o jogo do Grêmio?
O sistema de som do Morumbi não está informando o resultado dos demais jogos da rodada. Nem o placar eletrônico do estádio. Para saber sobre o resultado de Grêmio e Ipatinga, os torcedores recorrem ao velho radinho de pilha ou ao moderno celular. O sujeito ao meu lado, aqui no setor amarelo da arquibancada, acaba de ligar pra casa e me informou. Às 16h35 o Grêmio vencia por 3 a 1.

Sexo e futebol

Na véspera do Dia Mundial de Combate à Aids, a Prefeitura de São Paulo montou um esquema para distribuir 80 mil camisinhas no Morumbi. Preocupados exclusivamente com o jogo, muitos torcedores não estavam nem aí para as camisinhas.

Silêncio barulhento
Nelson Rodrigues, um dos mais ilustres torcedores do Fluminense, dizia que no Maracanã vaia-se até minuto de silêncio. No Morumbi não se vaia, mas o minuto de silêncio neste domingo, em homenagem ao ex-presidente do São Paulo Marcelo Portugal Gouvêia, foi comemorado aos gritos de “Vamos, São Paulo, vamos São Paulo, vamos ser campeão”.

O Fluminense no Morumbi
Expectativa no cantinho reservado ao Fluminense no estádio. Cícero Bezerra, dono de uma escolinha de futebol no Tucuruvi, em São Paulo, trouxe 14 crianças de 5 a 10 anos, todos vestidos com o uniforme do Flu. “Não sei se vão deixar a gente entrar em campo. Tenho todas autorizações. Vamos ver”, diz, ansioso, a meia hora do início da partida.

Entre os 100 torcedores do Flu, só gente que mora em São Paulo. Ninguém sabia, às 16h30, se chegariam os reforços do Rio de Janeiro. “Acho que dá pra ganhar”, diz Nelson Gennari, do nucleo paulistano da Young Flu.

A resposta da torcida são paulina é curta e grossa: “Ão ão ão, segunda divisão!!!”.

Em tempo: as crianças de Cícero Barbosa conseguiram entrar e ficaram com o time desde as escadas do vestiário até o gramado.

O São Paulo chega ao estádio
A polícia montada tenta abrir um corredor na entrada do Morumbi. São 15h40. Um camburão e duas motos se aproximam. Atrás, um ônibus. É o time do São Paulo chegando ao estádio. Na rua é como se tivesse sido um gol. Fogos, gritos de campeão e delírio.

O Fluminense chegou antes. Sob vaias.

A trilha do hexa

São 14h34 e dos alto-falantes do Morumbi o som que sai, em altissimo volume, é “Rehab”, o sucesso de Amy Winehouse sobre uma junkie que se recusa a se tratar. Fala sério!

Fora do Morumbi, o São Paulo já é hexa
Faltam três horas para começar a partida, mas no entorno do Morumbi o São Paulo já é hexacampeão brasileiro. Camisas com a inscrição 6-3-3 são vendidas por R$ 25. O “6”, não precisa dizer, são os títulos brasileiros, um deles ainda não conquistado. Três são as Libertadores e os Mundiais vencidos pelo Tricolor.
Faixas com a frase “São Paulo hexacampeão” custam R$ 5.

Para os supersticiosos, isso é sinal de mau agouro. Bate na madeira.

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30/11/2008 - 10:06

São Paulo e Fluminense no Blog da Redação de Esportes

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Bem, amigos, fãs do esporte, neste domingo, a partir das 14h, a equipe que comanda este blog estará no Morumbi, acompanhando a partida entre São Paulo e Fluminense. O jogo, em caso de vitória são-paulina (ou de um tropeço do Grêmio diante do Ipatinga), pode dar ao São Paulo o seu sexto título nacional. Para não encher o saco de quem não se interessa pelo assunto, vou postar diretamente no Blog da Redação, o simpático e democrático blog da editoria de Esportes do iG. Até lá.

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