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13/07/2009 - 14:27

Nem o cachorro é de verdade na “Fazenda”

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Passei uns dias sem assistir “A Fazenda” e, ao regressar neste domingo, fiquei espantado. Não acontece nada neste programa. Ninguém briga com ninguém. Ninguém namora ninguém. Ninguém fala nada engraçado. Ninguém conspira contra ninguém… Que reality é esse?

De mais picante até agora, se entendi direito, é esse – como podemos chamar isso? –  “chove, não molha” entre Mirella e Carlinhos. Mas o ex-namorado da Sabrina Satto avisou em rede nacional que conhece Latino, o marido da Mirella, e jamais “faria isso” em público. Ou seja, a lengalenga vai continuar.

Só para se ter idéia do marasmo, veja as últimas notícias do programa, direto do blog  que a turma do Babado está fazendo:

1. “Tomara que ele vá logo embora”, diz Mirella com raiva de Carlinhos. Comentário do blog: “É claro que todos sabem que a loira só falou isso na hora da raiva… Mirella ficou com raivinha”; 2. “Jonathan é encrenqueiro”, alfineta Mirella; 3. Jonathan pede desculpas para Samambaia; 4. Dani Carlos fica três dias sem tomar banho; 5. Luciele briga com Fabiana por causa das roupas de Samambaia; 6. Sem paciência, Pedro dá bronca em Luciele; 7. Samambaia confessa que já traiu o ex-namorado Gustavo; 8. Luciele questiona a amizade de Fabiana; 9. Cai na Internet vídeo de Jonathan fazendo “telefonema” para Latino; 10. Danni Carlos diz que conversa com Deus desde criança.

Quanta animação!!!

E cadê o Dado Dolabella? Neste domingo, vi o ex-bad boy em três situações apenas: abraçando os colegas que voltaram do paredão, fazendo carinho num cachorro e sorrindo para todos os lados. Pelo visto, a Record voltou a fornecer o medicamento que combinou com o ator.

Ah! O cachorro. Outra novidade para mim. Tem um golden retriever dentro da casa. O bicho, bonito e carinhoso, dá trela para todo mundo e anda com uma bandana amarrada em volta do pescoço. Num primeiro momento, li apenas o seu nome, Max, e pensei: eis, enfim, um momento de bom humor e ironia da “Fazenda” – batizar o cão com o nome do vencedor do último BBB, da rival Globo.

Ainda pensei: ótima idéia, substituir o Theo Becker pelo Max. A animação vai continuar, imaginei. Melhor que isso, só se o cachorro se chamasse Priscila. Ou, melhor ainda, como sugeriu uma amiga, só se o Theo e o Max pudessem dividir o mesmo teto na casa.
 
Mas comecei a estranhar depois de ouvir Britto Jr. tecer loas ao bicho: “Não existe a menor dúvida que o cão é o melhor amigo do homem”, disse. Hum… Prestei mais atenção e me dei conta do óbvio: Max é o nome de uma linha de produtos para cães. Está lá por força de uma ação de merchandising. E mais, li no site do fabricante: o cachorro vai ficar em “A Fazenda” até o final do programa.

Em resumo, não acontece nada na “Fazenda” e, quando acontece, não é de verdade.

Autor: - Categoria(s): televisão Tags: , , , , , , , , ,
22/06/2009 - 10:19

Se Edir Macedo fosse Silvio Santos…

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É muito tênue a linha que separa um programa “trash”, divertido de tão ruim, de uma atração que causa mal estar e provoca o efeito inverso, deprimindo o espectador. Três semanas depois de sua estreia, “A Fazenda” segue caminhando nesta corda bamba, oscilando entre lampejos de fantasia pop e momentos de puro baixo astral. 

Theo Becker foi, até domingo, o tufão de alegria que moveu “A Fazenda”. Infelizmente, descobrimos, jogou dopado, como se diz no futebol. Estava sob efeitos da sibutramina, uma conhecida droga para emagrecer – mais utilizada por mulheres, que ficam à beira de um ataque de nervos, mas também receitada a homens.

“Andressa!”, gritou o ator, em diferentes momentos, na noite de domingo. Cheguei a ficar em dúvida se estava se referindo à ex-namorada, que avisou não ter interesse em reatar o romance, ou à égua, que batizou durante o programa. No final, ao lançar as suas últimas palavras, compreendi: “Andressa, eu te amo. Eu vou lutar por você até o ultimo dia da minha vida”. Muito pragmática, Andressa deu a deixa: “Theo não vai ter tempo de vir atrás de mim, a imprensa vai assediar muito ele”.

Becker fez um balanço muito positivo de sua participação no programa. Ajudou, por exemplo, a acabar com a imagem que a sua “gente” é gay. Britto Jr., coitado, não entendeu. “De quem você está falando? Dos artistas?”. Theo Becker é de Pelotas, Britto. Manja?

A edição mostrou, na sequência, as muitas brigas e confusões que Becker arrumou na fazenda. Também exibiu o ator, ao violão, cantando uma música de Renato Russo. Enquanto Pedro, filho de Leonardo, destruía de forma desafinada a letra, a câmera permanecia focada em Becker, dedilhando o violão e sugerindo que ele fosse o responsável por aquele desastre. Que injustiça!!!

Como escrevi há três semanas, “A Fazenda” tem tudo para se tornar um clássico do “trash” televisivo brasileiro.  O mix de subcelebridades e gente estranha escolhida foi perfeito. O problema é como acomodar esse povo no formato que a Record está impondo ao programa.

A mis em scène do paredão da “Fazenda” é uma das coisas mais tristes que já vi na televisão brasileira. Britto Jr.,com todo respeito, mais parece um pastor do que um apresentador, inquirindo os candidatos à porta do Purgatório. Os três “emparedados” sentados sobre malas vintage, como se estivessem numa estação de trem de filme americano da década de 50, não combinam com o ambiente ao redor. Os pais dos candidatos, em pé, assistindo aquilo tudo, a iluminação, a música, o excesso de evocações a Deus, as intervenções de Britto (“Espero que vocês dois sejam homens de verdade”, disse para Theo e Miro), enfim, tudo aquilo dá uma tristeza…

Mas, voltando ao que “A Fazenda” tem de melhor, lanço aqui uma campanha: “Volta Theo Becker!”. Silvio Santos, tenho certeza, não hesitaria em arrumar um jeito de mandar o regulamento às favas e reenviar o ator ao programa, como fez com o lendário Alexandre Frota na “Casa dos Artistas”. Será que a Record encara uma dessas?

Autor: - Categoria(s): televisão Tags: , , , , , ,
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