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11/11/2009 - 17:27

Huck, invasão de privacidade e a capa das revistas

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No domingo, 8 de novembro, um dia depois de festejar o aniversário de dois anos do filho caçula, Luciano Huck descobriu que algum convidado da festa colocou na Internet uma foto do evento. O apresentador da Globo foi então ao Twitter para protestar contra o autor do vazamento e convocar seus seguidores a descobrirem e delatarem o culpado: “Domingão se recuperando da festa do nosso caçula. A propósito alguém sabe quem foi o deselegante que postou aqui 1 foto das crianças + bolo”

Com quase 1,4 milhão de seguidores, o campeão de audiência do Twitter no Brasil não teve dificuldade em localizar o “deselegante” convidado que tornou pública a sua privacidade e de sua família. Quinze minutos depois da primeira mensagem, Huck informou: “Obrigado turma, com as dicas, já encontramos o ‘twitter hospedeiro’ das fotos. Fazer o que, né?”.

contigo huck Quem HuckTrês dias depois, na quarta-feira, chegaram às bancas duas revistas que trazem em suas capas imagens da festa do filho de Luciano Huck e Angélica. Tanto as 12 páginas da “Contigo” quanto as três da “Quem” são ilustradas com fotos de João Miguel Junior, da TV Globo.

O que se depreende do episódio é que Huck não ficou indignado de ver uma imagem de sua intimidade na Internet, mas apenas irritou-se porque a indiscrição do convidado “deselegante” acabou com o ineditismo que prometera às revistas. Em outras palavras, parece que o problema de Huck não é a invasão de privacidade, mas o de controlar para quem vai oferecer os “flagrantes” da sua intimidade.

Autor: - Categoria(s): Colunismo social, Crônica, Internet Tags: , , , ,
05/11/2009 - 16:06

Verbete de Danilo Gentili na Wikipédia é alvo de disputa e manipulação

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Na manhã desta quinta-feira, o humorista Danilo Gentili anotou no Twitter, onde é seguido por 438 mil pessoas: “Wikipedia diz q sou ‘ator’. Apaguei pois não sou. Reescreveram. Algum idiota por ai acha q sabe + da minha vida do q eu.”

Intrigado com o assunto, entrei imediatamente no verbete dedicado a Gentili. Não constava mais qualquer referência ao problema apontado pelo humorista, mas algo me chamou a atenção. Na última linha do perfil, estava escrito: “PS: todo preto tem mania de perseguição”.

Dado o histórico de Gentili – há quatro meses causou polêmica ao fazer um comentário de cunho racista no Twitter –, imaginei que o tal “PS” foi acrescentado a seu perfil apenas por provocação. Imediatamente, anotei no Twitter: “Verbete de @danilogentili na Wikipedia termina com um PS: ‘Todo preto tem mania de perseguição’. Pegadinha?”.

Seis minutos depois, voltei ao perfil de Gentili na enciclopédia online e o “PS” já havia sido removido. No entanto, vários internautas me mandaram cópias da página onde aparece a frase. Numa prova evidente de como os perfis na Wikipédia são alvo de disputa, @ALuizCosta verificou: “O verbete sobre Danilo Gentili teve 35 edições e contraedições nos últimos 2 dias”, enviando o link que mostra esta estranha movimentação.

O episódio em si não é tão importante, mas reforça o justo coro daqueles que enxergam a Wikipédia com cautela e ceticismo. Trata-se de uma ferramenta útil, mas que não deve ser usada como fonte única nem última de informação.

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21/10/2009 - 10:39

Eu sou normal, eu estou no Twitter

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No intervalo de três dias, participei de dois debates em São Paulo sobre o Twitter. No primeiro, na Livraria Cultura, o professor José Luis Goldfarb contou que tuitou durante a defesa de uma tese de doutorado, na USP. No segundo, no MIS, o publicitário Michel Lent falou do prazer que sente ao ser reconhecido na rua como o “Lent do Twitter”.

Enquanto debatíamos no MIS, o jornalista William Bonner, editor-chefe e apresentador do “Jornal Nacional”, escrevia: “Hoje é o aniversário do meu triozinho. Quem quer que eu transmita os parabéns por favor diga EU!”. Um pouco antes disso, o jogador Kaká, um dos melhores do mundo, pedia: “Queria lançar para vocês a CAMPANHA WALLPAPER. Preciso de um wallpaper legal e criativo para colocar aqui no twitter!!”

No debate promovido pela produtora de diversão digital Pix, o psicólogo André Camargo foi convocado à mesa para tentar explicar o fenômeno. Não conseguiu. Um repórter da MTV pediu a Lent que definisse o Twitter em 140 caracteres. Ele também não conseguiu.

Wagner Martins, o Mr. Manson, saiu-se melhor. Para ele, o Twitter é um “papo de boteco” – uma definição em 14 caracteres. Pessoalmente, acho que é mais que isso, mas também não me julgo capaz de explicar o fenômeno.

Em resposta a um estudante da UNB, que há duas semanas me pediu para definir o Twitter em 140 caracteres (ô perguntinha original), escrevi: “O Twitter me parece ser uma ótima ferramenta para trocar informações relevantes, ouvir piadas novas e saber da irrelevância da vida alheia”.

Tenho consciência que não é uma definição que dá conta da complexidade desta ferramenta. Ao contrário, relendo hoje, vejo que a minha frase é pobre e ignora diferentes efeitos que o Twitter começa a provocar.

Fui convidado a participar destes dois debates porque nos últimos meses escrevi alguns textos sobre o Twitter. Relatei a hilária tentativa de Marcos Mion e amigos de convencer um ator americano a gritar “fora Sarney” (Ashton Kutcher dá lição de política a brasileiros no Twitter), levantei uma discussão sobre as primeiras iniciativas de promover propaganda disfarçada por aqui (Publicidade velada no Twitter causa polêmica) e narrei o famoso incidente que ocorreu com a apresentadora Xuxa (A desastrada aventura de Xuxa pelo Twitter ).

Ah, e como acaba de me lembrar @juhsuedde (pelo Twitter, é claro), antes disso eu havia feito a experiência de passar 24 horas tentando me comunicar com o mundo exclusivamente por meio da nova ferramenta (Um dia no Twitter).

Nenhum deste textos me transformou num especialista no Twitter, mas confesso ter muito interesse pelo assunto. Depois de pouco mais de um ano postando (e me divertindo), tenho muito mais dúvidas do que certezas. Um fenômeno, porém, me parece claro. O Twitter produz, num primeiro momento, um deslumbramento. É impossível não se deixar encantar pela velocidade e proximidade da “relação” que se estabelece com os seus seguidores.

Com o tempo, o usuário vai percebendo os limites e problemas desta relação. Alguns, como a Xuxa, tropeçam; outros, parecem entender melhor. Para quem tem a vocação e/ou a alma da publicidade e da auto-promoção, observo que parece ser mais difícil temperar o deslumbramento. São pessoas que acreditam, como Biz Stone, criador da ferramenta, que “o Twitter não é um triunfo da tecnologia, mas um triunfo da humanidade”. Lamento por estes.

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19/10/2009 - 15:53

Menino no balão: um “viral” que deu errado

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O caso do menino que (não) sumiu no balão permanece na mídia mesmo depois dos 15 minutos de fama obtidos pelos envolvidos. A razão é a perseguição legal aos pais do garoto, que possivelmente serão presos e processados por fraude.

A proliferação de boatos e notícias falsas ganhou grande impulso na era da Internet – e mais ainda nestes tempos de Twitter, em que a informação circula quase na velocidade da luz.

Na confusão instalada nos dias de hoje, misturam-se diferentes tipos de fraudes. Há de tudo, para todos os gostos, desde vídeos publicitários disfarçados até “informações” plantadas com o objetivo de prejudicar políticos, artistas ou jornalistas.

O caso do menino no balão se enquadra na categoria das mentiras que, em tese, não fazem mal a ninguém e, ao final, podem até ser engraçadas. Para usar a linguagem do meio, foi um “viral”.

Nesta categoria, conseguir disseminar um vídeo ou uma informação falsa na rede tornou-se motivo de glória para seus autores – normalmente publicitários ou humoristas profissionais, que vivem disso e divertem a audiência com seus “virais” e piadas.

Segundo a polícia, a história do balão teria sido pensada com o objetivo de chamar a atenção para a família e promover um futuro “reality show”. A ser verdade esta versão, não é difícil imaginar onde Richard e Mayumi Heene tiveram a ideia. A velocidade com que a história se disseminou, transformando-os em questão de horas em celebridades mundiais, mostra que pensaram corretamente.

O problema no caso, e esta é a lição que outros inventores de notícia devem tirar da história, é que o “sumiço” do menino colocou a engrenagem do Estado (polícia, bombeiros etc) em ação. Deixou de ser apenas uma brincadeira com o objetivo de chamar a atenção para se transformar num trote, que causou prejuízos a terceiros.

Em resumo, ninguém pode impedir você de lutar desesperadamente pelos seus 15 minutos de fama, mas você pode ser preso se envolver as pessoas erradas na brincadeira.

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08/09/2009 - 12:18

Luciano Huck soletrou errado. E não gostou de ser corrigido

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Expostas como nunca no Twitter, as celebridades nacionais estão sofrendo na mão dos fãs que acompanham seus comentários com lupa e não perdoam seus erros. Depois de Xuxa dar show (ou “xou”, se preferirem) de falta de intimidade com a língua portuguesa, a vítima da vez é Luciano Huck. De Toronto, no Canadá, em pleno 7 de setembro, o apresentador não resistiu e mandou ver no Twitter:

“No Brasilian Day em Toronto, muita gente!!! Se fosse em SP, seria a Praça da República lotada!!! Brasucada morrendo de saudades de casa.”

A apresentadora Rosana Hermann foi uma das primeiras a notar o errinho (“brasilian” com “s” e não com “z”) e escreveu no Twitter: “O @huckluciano pode escrever ‘brasilian’ que ninguém briga  #TadinhaDaSasha”

Outros leitores também fizeram piada, sugerindo a Huck melhorar o seu inglês (“improve your english!!!”) e elogiando o novo estilo do apresentador (“BRASILIAN I like it the new style”). Também houve quem pedisse: “ou escreve em português ou em inglês”.

Teria sido um episódio de menor importância não fosse a surpreendente reação de Huck às críticas e ironias. Menos de uma hora depois de soletrar a palavra “brazilian” com erro, o apresentador escreveu, furioso:

“BraZilian Day porr…nenhuma! Vou continuar escrevendo BraSilian Day! Sou braSileiro! Melhor, vou começar a escrever o Dia do Brasil. Pronto.”

Um leitor, gaiato, percebeu o novo erro do apresentador e observou: “Melhor seria Dia do Brasileiro” (ou Dia Brasileiro). Já @eversonu2cover, observou: “hahahahaha… então escreve BRASILIAN DEI… não seja Xuxa, diga q se enganou e pronto”. E @chapeleiro foi direto ao ponto: “em breve teremos o @huckluciano ‘Vocês não merecem falar comigo, nem com minha Angélica!’”

Sem jogo de cintura e bom humor, as celebridades continuarão a sofrer no Twitter.

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02/09/2009 - 11:14

Twitter: uma boa piada por dia

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Não acompanho o Twitter em outros países, mas no Brasil noto uma tendência interessante: os melhores assuntos do dia sempre viram piada. Não que assuntos sérios não prosperem e rendam boas discussões, mas quanto maior o potencial humorístico do tema em pauta, mais ele gera comentários.

Talvez seja coincidência, mas o ranking de popularidade do Twitter mostra, entre os 100 perfis com mais seguidores, muita gente que ganha a vida fazendo humor na tevê, como o pessoal do CQC, do Pânico e do Casseta & Planeta. Também são muito populares os perfis de humoristas consagrados em outras mídias, como Millôr Fernandes (imprensa), KibeLoco (blog) e Pretinho Básico (rádio). E estão igualmente no top 100 do Twitter brasileiro perfis protegidos por pseudônimos, como Christian Pior e O Criador, que fazem piada de tudo.

Influenciados por esses humoristas, ou não, há toda uma turma no Twitter (impossível citar todos) que prefere perder o seguidor a perder a piada. Politicamente incorretos, não deixam pedra sobre pedra. Às vezes, tenho a sensação que os usuários disputam uma competição pela melhor piada. Nos últimos dias, quem anda pelo Twitter riu muito da Xuxa, do Belchior, da Vanuza, do Fluminense…  

Nem todo mundo gosta, é verdade. As piadas sobre Rubinho Barrichello, já reparei, fazem muito sucesso, mas sempre geram protestos. No dia em que escrevi uma gracinha sobre Belchior, em pouco mais de 15 minutos perdi seis seguidores, possivelmente ofendidos – ou irritados com a falta de graça do meu comentário.

Na terça-feira, 1º de setembro, o assunto que mais gerou piadas no Twitter foi a pane no Gmail. Problema grave para milhares de usuários do serviço, o e-mail do Google foi tema de muitas piadas – algumas ótimas, outras nem tanto. A melhor de todas, enviada por @danilocorci, era uma que dizia: “Google avisa que, como era versão beta, o gmail foi descontinuado” e deixava um link para ser clicado. Quem se arriscava topava com uma foto de Sergio Malandro e a legenda: “Hahahaha. Pegadinha do Malandro”. Também ri com a piada enviada pelo perfil da @revistamad: “Maldito gmail! Se fosse bom, não era de graça!” E com a piada de @ivanadriel, inspirada na frase que Xuxa tornou famosa: “google says: vocês não merecem falar com meu anjo”.

Se o Twitter, de fato, expressa uma espécie de sistema nervoso, capaz de medir o pulso dos interesses dos seus seguidores, tenho a impressão que essa predileção pelo humor seja mais do que falta do que fazer, como criticam algumas pessoas. Gostaria, realmente, de saber como é em outros países, mas arrisco dizer que essa mania de fazer piada de qualquer assunto seja um traço distintivo do Twitter brasileiro.

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29/08/2009 - 12:34

Xuxa tenta passar borracha no “show do Twitter”

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Para quem acompanha o permanente esforço feito por Xuxa no sentido de reescrever sua biografia e lapidar sua imagem, o fato mais significativo da confusão envolvendo sua passagem pelo Twitter não foi o palavrão que soltou, mas a borracha que passou em seguida, apagando duas anotações importantes feitas no calor da hora.

Ainda na noite de terça-feira, 25, depois de discutir com os fãs que a ofenderam, Xuxa tirou do ar a mensagem de Sasha, que deu início ao imbróglio. A filha da apresentadora, de 11 anos, havia cometido um erro banal de português, trocando o “c” pelo “s” ao escrever a palavra “cena: “Sou eu Sasha. Estou aqui filmando e vai ser um ótimo filme. Tenho que ir… Vou fazer uma sena com a cobra”.

Na esteira da repercussão do episódio, que tomou conta da Internet na quarta-feira, 26, Xuxa tomou duas atitudes. Em primeiro lugar, avisou, pela imprensa, que ia “dar um tempo” do Twitter. Mais importante – sem avisar ninguém, porém – apagou uma segunda mensagem que escreveu durante a briga com os fãs, justamente a observação mais agressiva, que dizia: “pra quem não sabe minha filha foi alfabetizada em inglês, vou pensar muito em colocar ela pra falar com vcs, ela não merece ouvir certas m…”

Quem abre agora a página de Xuxa no Twitter não conseguirá entender o que, de fato, aconteceu. Ali se encontra apenas um breve traço da confusão – a última mensagem que a apresentadora publicou: “fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo”.

Outro sinal de que alguma se passou no Twitter de Xuxa é o número de pessoas que a seguem. Ao longo dos 23 dias que escreveu no serviço, a apresentadora atraiu 72 mil seguidores. Desde que abandonou os fãs, chateada, há quatro dias, outras 30 mil pessoas decidiram seguir o perfil por ora inativo.

Acho que a repercussão do episódio está ligada, portanto, menos ao prazer de ver a “derrapada” de uma celebridade, mas à possibilidade de acompanhar, em tempo real, uma rápida fissura em sua imagem pública. Uma imagem, como se sabe, construída à base de muita borracha e sabão, no esforço de higienização contra fatos e fotos que mostram outras facetas da rainha dos baixinhos.

Como em outros casos, o registro da confusão no Twitter ficará como uma lembrança difusa de que Xuxa tem alguma coisa para esconder, mas não sabemos bem o que é, nem por que ela faz isso.

Em tempo: O texto que publiquei na manhã de quarta-feira, 26, aqui no blog, A desastrada aventura de Xuxa pelo Twitter, alcançou uma repercussão inédita. Graças ao WordPress, que notifica quando algum post é linkado em outro blog, soube que há links dele em 32 blogs. Agradeço a todos. 

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26/08/2009 - 10:51

A desastrada aventura de Xuxa pelo Twitter

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Na segunda-feira, 3 de agosto, 23 dias atrás, Xuxa Meneghel começou a brincar no Twitter. Atraída pela nova mídia, mas sem traquejo, logo estava digitando suas mensagens em caixa alta, como esta, comentando convite recebido de Zeca Pagodinho: “ZECA CHAMOU PRA IR A XEREM. E ELE JA SABE EU NAO BEBO, NAO FUMO E NAO COMO CHURRASCO, MAS FICO COM AS CRIANÇAS. TIPO BABÁ.VOU AMAR XEREM.”

Os fãs digitalmente mais alfabetizados logo informaram a Xuxa que escrever em caixa alta equivale a gritar. Assim, depois de pouco mais de duas semanas no Twitter, a apresentadora foi obrigada a se explicar pela primeira vez: “EU NÃO ESTOU GRITANDO, NEM QUERO SER MAL EDUCADA, GALERA. SEMPRE QUE ESCREVO NO COMPUTADOR, ESCREVO ASSIM. É O MEU JEITINHO!”

Como muitas celebridades já perceberam, o Twitter permite um contato inédito com o fã. As mensagens alcançam o usuário, e são lidas, independentemente da sua disposição para respondê-las. Xuxa deu um primeiro sinal de que não estava acostumada com esse novo tipo de assédio na segunda-feira, 24. Em meio a outras tuitadas, desabafou: “PÔ PAREM DE CRITICAR”.

Nesse mesmo dia, mais uma vez, se viu obrigada a se explicar com os fãs, que já somam 72 mil seguidores: “OUTRA COISA , NÃO FIQUEM TRISTE POR EU NÃO RESPONDER TUDO EU FICO DOIDINHA , VOU APRENDER AOS POUCOS TÁ”. Desajeitada com a língua portuguesa, como pode-se notar, ela tentou se corrigir em seguida, mais uma vez tropeçando na gramática e na ortografia: “OPS , ESCREVI SEM LER SAIU ERROS DE PORTUGUES”.

Chateada com as críticas ao seu “jeitinho” de escrever, Xuxa passou a digitar as suas mensagens em caixa  baixa, como todos os demais usuários do serviço. Mas deixou claro que não gostou das críticas: “eu adoro esse jeitinho, mas falaram tanta coisa feia q tô eu aqui de igual prá igual”.

Em seu último dia no Twitter, na terça-feira, 25 de agosto, Xuxa avisou que estava tuitando do set de filmagens de “Xuxa e o Mistério de Feiurinha”. Informou que Sasha estava participando das filmagens e relatou que iria trabalhar até de madrugada. Depois contou que o filme tem Hebe Camargo no papel de sogra e Angélica como cunhada, além de Fafi Siqueira, Alexandra Richter e Bruna Marquezine no papel de bruxas.

O caldo entornou já de noite, depois de Xuxa avisar: “sasha filmou com um bode e agora vai filmar com uma cobra”. Na sequência, a filha da apresentadora escreveu: “Sou eu Sasha. Estou aqui filmando e vai ser um ótimo filme. Tenho que ir… Vou fazer uma sena com a cobra”.

Os fãs de Xuxa logo começaram a fazer observações sobre o erro de ortografia cometido pela menina de 11 anos (“sena” no lugar de “cena”). Magoada, a apresentadora reagiu com um palavrão: “pra quem não sabe minha filha foi alfabetizada em inglês, vou pensar muito em colocar ela pra falar com vcs, ela não merece ouvir certas m…”

Como as críticas e ironias não cessaram, Xuxa, muito irritada, encerrou seu dia no Twitter com um desabafo: “fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo”. E, como observou Lu Lacerda, às 2h50 da manhã, eliminou a mensagem com erro da filha.

Naturalmente, o erro de Sasha e a reação de Xuxa ganharam as páginas com velocidade. Na manhã de quarta-feira, a palavra “Xuxa” estava entre as dez mais mencionadas por brasileiros no Twitter. E as mensagens que ela escreveu na noite anterior estavam entre as três mais reenviadas (retuitadas) por outros usuários.

Wagner Martins, o Mr. Manson, criador do célebre blog Cocadaboa, foi quem talvez resumiu melhor a nova situação: “Celebridades no Twitter tornaram possível um sonho de infância: xingar a TV. E ser ouvido. Obrigado Internets.” Xuxa, com certeza, não se esquecerá desta lição.

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21/08/2009 - 15:50

Desenhando um gráfico sobre publicidade no Twitter

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Não sou expert em mídias sociais, muito pelo contrário, sou um outsider da velha mídia recém-chegado a este mundo, mas fui capaz de entender que um dos maiores atrativos do Twitter é a troca de sugestões de leituras.

Por conta disso, acabei descobrindo que havia alguma coisa estranha no meio de algumas recomendações que estava recebendo. Resolvi investigar e o resultado da apuração foi publicado na quarta-feira, 19 de agosto, no Último Segundo, com o título Publicidade velada no Twitter causa polêmica.

A matéria teve enorme repercussão no próprio Twitter, provocando muitos comentários, elogios, sugestões e críticas. Alguns dos personagens citados reagiram ofendidos, sugerindo que não fui correto na apuração do texto e na abordagem. Fiquei com a impressão que muita gente não entendeu direito o ponto central que abordei. Vou tentar ser mais didático aqui.

Acompanhe meu raciocínio:

1. Ao recomendar um link aos seus seguidores, você está querendo partilhar alguma leitura, imagem, desenho ou vídeo que, do seu ponto de vista, merece ser apreciado por outras pessoas.

2. As pessoas que apreciarem a sua indicação podem reenviá-la para as suas próprias listas de seguidores, alimentando um ciclo de envio e reenvio sem fim, que é um dos fenômenos mais interessantes do Twitter.

3. Quanto mais legal for a recomendação que você faz, maior a chance de produzir esse ciclo e, em consequência, de ganhar novos seguidores.

4. Quanto maior o número de seguidores que você tem, maior a influência que você exerce na rede. Não é, portanto, um trabalho sem recompensa. Você pode até fazer tudo isso desinteressadamente, mas algo você vai ganhar em troca. Os especialistas falam em “prestígio” e “relevância” no esforço de definir o que você ganha no Twitter. 

5. Visualize o gráfico: quanto mais gente vê as suas recomendações, maior a chance de ela ser difundida. É uma curva que aponta para o céu.

6. Trata-se, portanto, de uma relação que se estabelece com base na confiança, não importa o grau de notoriedade e fama de quem faz a recomendação.

7. O seu seguidor te segue porque gosta das recomendações que você faz e, mais que isso, sente-se bem podendo enviar para os seus próprios seguidores as dicas que você dá.

8. Vamos imaginar agora o seguinte exemplo fictício: você recomenda a seus seguidores que vejam um vídeo de uma briga entre dois anões. É uma “treta” divertidíssima. Você adora o vídeo e acha que seus seguidores merecem se divertir tanto quanto você.

9. Só que, além de ser divertido, você também indicou este vídeo porque viu nele uma boa oportunidade de divulgar a palavra que marca a campanha publicitária de um determinado biscoito. Não por coincidência, a fabricante deste biscoito está te pagando para fazer recomendações como essa no Twitter.

10. Imagine que, talvez, entre os seus seguidores e os seguidores dos seguidores que receberão essa indicação e a farão circular pela rede, haja alguém que não saiba que você está recebendo dinheiro para fazer isso.

11. Quando este alguém, desinformado, descobrir que a pessoa que lhe recomendeu a “treta” de anões estava ganhando dinheiro para fazer isso, o que ela pensará? Você acha exagero imaginar que este leitor desinformado se sinta enganado?

Como disse, sou um recém-chegado neste novo mundo. No velho mundo, de onde venho, isso é crime de lesa confiança. Passar a impressão de que a recomendação da “treta” de anões enquadra-se na mesma categoria que todas as outras indicações que você faz, nesse mundo, chama-se publicidade velada, tentativa de disfarçar proposta de consumo no meio de informação.

Alguns participantes da campanha, bem-intencionados, avisaram em seus blogs que estariam ganhando dinheiro para indicar links no Twitter. Outros argumentaram que a campanha é tão transparente que o nome de todos está no site do fabricante de biscoito. Não quero magoar ninguém aqui, mas isso é a mesma coisa que colocar na sala um aviso de que é proibido fumar em todo o apartamento e fumar escondido no quarto.

A questão central é que credibilidade se constrói com transparência. Não que a velha mídia esteja livre da publicidade velada. Muito pelo contrário. Há, é lógico, muitos comunicadores que ficaram famosos e ricos misturando informação com publicidade, fazendo anúncio disfarçado, até jogando dinheiro para o público. Mas, e aqui eu encerro este texto, popularidade não deve ser confundida com credibilidade. Quem quiser vender biscoito no Twitter, fingindo que está passando links legais para seus leitores, fique à vontade, mas não espere ser respeitado.

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11/08/2009 - 10:58

Perfil de Suzane Richthofen no Twitter tinha cara de falso

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Quando descobri, há uma semana, que Suzane Richthofen (@surichthofen) estava me seguindo no Twitter, o sucesso imediatamente subiu à cabeça e pensei: é a glória! Segundo depois, caiu a ficha: por que uma mulher condenada a 38 anos de prisão por assassinar os pais iria seguir um cara como eu no Twitter? Estava na cara que era uma piada.

Busquei informações sobre os nomes citados por ela em seus tweets. Vi que o perfil mencionava como recentes situações que haviam ocorrido anos atrás, falava de advogados que não estão mais envolvidos no caso e tratava com intimidade pessoas que tinham todo o jeito de crianças.

Cheguei a pensar em fazer uma piada no Twitter e escrever: “Tirem as crianças da sala: Suzane Richthofen chegou ao Twitter”. Mas desisti, por entender que iria apenas alimentar uma brincadeira de mau gosto, criada por outra pessoa.

Entendo que caiba a Justiça averiguar qualquer possibilidade, o que explica a decisão de investigar a autenticidade do perfil. Mas acho que, com a ajuda de algum viciado em Twitter, a Promotoria das Execuções Criminais de Taubaté teria chegado à conclusão que não era necessário pedir à Justiça uma investigação sobre esse caso.

Autor: - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , , ,
07/07/2009 - 17:57

Twitter faz piada no “showneral” de Michael Jackson

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A homenagem fúnebre a Michael Jackson foi “o” assunto desta tarde de terça-feira nas tevês e na Internet. Como não poderia deixar de ser, o “showneral”, como alguém definiu, foi acompanhado minuto a minuto (ou segundo a segundo) no Twitter. Muita gente se emocionou com a homenagem, muita gente reclamou dos excessos e muita gente achou graça de tudo isso.

Tenho grande admiração por quem é capaz de ver humor mesmo nas situações mais difíceis. Por isso, com todo respeito a quem se comoveu com a cerimônia, publico abaixo as melhores piadas que colhi no Twitter ao longo das duas horas de homenagem a Michael Jackson.

@lapena: sacanagem! rabecão do michael jackson não fez o moonwalk…

@Cardoso: Segurança forte no enterro do MJ. Besteira, ele é legal, quem iria tentar matá-lo?

@alexprimo: Uma última homenagem legal seria carregar o caixão do MJ fazendo moonwalking. ;-P

@dafnesampaio: nem morto eu queria a mariah carey…

@ruivamuller: Escuto I’ll Be There e lembro de Sandy e Jr. Ninguém merece…

@christianpior: Gente, qdo a Xuxa morrer será q vai ser igual? Show das ex-paquitas na casa rosa?? Não quero nem pensar…. Meu coração já se comprime!

@fernandomolica: E se a moda do velórioshow pegar? Com todo o respeito: imagina o enterro de próceres da música sertaneja. Vida longa para eles!

@Cardoso: Estou prevendo uma enorme liquidação de luvas de lantejoula -mão direita- amanhã.

@verbofeminino: Da série verbo masculino: um barrigudo meio flácido aqui ao lado vê Brook Shields na TV e diz, sabe o quê? “Como ela está velha!” Pode?Pode.

@pedrow: admiro a praticidade. jennifer hudson, por exemplo, já tá com aquela roupinha pré-parto.

@silviamarques: Datena e a outra não sabem quem é a Jennifer Hudson. Que mico. //mas o Theo Becker eles sabem.

@barbaragancia: Tá tudo meio desengonçado, mas também, mesmo sendo a capital do entretenimento, os caras só tiveram uma semana e pouco pra ensaiar

@r_rrodrigues: O funeral do MJ tá mais agitado que a missa do Padre Marcelo Rossi. Falta agora o defunto querer dar uma de Lázaro!

@christianpior: Brooke Shields tá chorando pq cancelaram Lipstick Jungle…

@davidbutter: Puta merda. O Jermaine Jackson é a versão crescida do minicraque Jorge Henrique, do Curíntia.

@pablovillaca: No funeral do Michael Jackson, quem está ficando soterrado é o Twitter.

@ascanioseleme: michael never stopped giving, disse a oradora. michael nunca parou de dar, traduziu cristiana pelagio. faz sentido, diria ancelmo gois.

@doni: Hoje vejo o que o funeral do Mussum poderia ter sido. :-( (hahahhahahahaaaha)

@Cardoso: A Fox está repetindo! So Michael Jackson para ter um funeral com BIS!

Deixei passar alguma boa? Pode mandar que eu incluo…

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06/07/2009 - 16:19

Marcelo Tas e Luciano Huck trocam farpas pelo Twitter

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O apresentador Luciano Huck, da Rede Globo, superou seu colega Marcelo Tas, da Band, e já é o terceiro perfil mais popular do Twitter no Brasil, atrás apenas de Mano Menezes e do programa “Fantástico”. A notável escalada de Huck, hoje seguido por 148 mil pessoas, se deu por meio de um artifício: o apresentador ofereceu brindes (telefones de última geração e aparelhos de tevê) aos seus seguidores.
 
Huck escreveu no início da tarde desta segunda-feira: “Hoje vamos bater os 150.000!! Tem gente morrendo de ciúme da nossa turma daqui. Vamos com tudo!!!”. Em seguida, observou: “Um monte de gente me criticou. Achei que seria mais bacana distribuir para a turma, do que vender patrocínio do meu twitter e só eu ganhar.”

Em resposta a este texto, Marcelo Tas foi irônico em seu Twitter: “Distribua também o patrocínio do Caldeirão!” Seguido por 135 mil pessoas, Tas caiu para a quinta posição no ranking brasileiro, atrás também de seu colega de CQC Rafinha Bastos, que tem 137 mil seguidores.

Falei agora há pouco, por volta das 15hs, com Tas. “Não tenho nada contra distribuição de brindes. A Internet é livre. Cada um faz o que quer”, disse. “Só acho que isso é a aplicação do modelo da televisão do século passado. Aquela coisa de ‘quem quer bacalhau?’, ‘quem quer dinheiro’. Se tem quem ache isso legal, não é um problema meu”.

Para quem não sabe, Tas está comparando a prática de Huck, que oferece, como diz, “mimos” aos internautas, com os apresentadores Chacrinha, que atirava bacalhau para o público, e Silvio Santos, famoso por jogar dinheiro para a platéia do seu auditório. “Com a Internet, a gente passou para outra fase do relacionamento com o leitor, espectador”, acredita Tas.

Questionei o apresentador, ao final da conversa, se as suas críticas a Huck não seriam vistas como ressentimento ou ciúmes por ter perdido o posto de twitteiro mais popular do país. Eis o que respondeu:  “Previ que ele ia me passar na semana em que ele entrou no Twitter. Não é surpresa. Agora, posso garantir que não tenho seguidores falsos ou que criam um perfil para participar de um concurso e nunca mais me seguem”.

Atualizado às 21h51: No início da noite, o humorista Helio de la Peña, do Casseta&Planeta, escreveu: “sobre a polêmica @huckluciano x @marcelotas: opinião é que nem bunda. é por isso que não dou a minha.” Em resposta ao humorista, Huck minimizou o conflito, dizendo não ver nenhuma polêmica no caso, e fez piadas sobre a aparência de Tas (é careca) e a sua própria: “Que polêmica? Só se for sobre dicas de shampoo ou plástica de nariz.”

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02/07/2009 - 12:16

Caro Tico Santa Cruz,

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Como tenho andado muito pelo Twitter acabei achando o seu perfil, onde você se apresenta como “cantor, compositor, poeteiro, blogueiro e AGORA jornalista”. Acredito. Mas, lendo o texto que você postou nesta quinta-feira em seu blog, “Sarney VENCEU”, não posso deixar de pensar que essas qualificações todas não foram suficientes para te fazer entender o que aconteceu nos últimos dias. Nem te ajudaram a ter uma perspectiva histórica dos acontecimentos.

Escrevi há algumas semanas um longo texto contra a obrigatoriedade do diploma de jornalista, no qual dizia, entre outras coisas:

1. O que é preciso saber e aprender para ser jornalista? É uma questão polêmica. Há alguns consensos: é preciso ter cultura geral e domínio total da língua portuguesa. Conhecer história é fundamental. Matemática e estatística são conhecimentos necessários. Ética. Direito. É preciso ter o hábito de ler jornais e revistas, ter gosto pela informação. Ter espírito crítico, ser capaz de compreender a realidade em que vive, é outro atributo obrigatório.

Tenho a impressão, lendo o seu blog, que te faltam todos esses atributos. Um sinal evidente disso é a sua idéia de que o movimento “Fora Sarney” começou e acabou na Internet no espaço de uma ou duas semanas. Quer dizer, você propõe uma manifestação contra um político que está aí, na estrada, há mais de 50 anos, só aparecem uns gatos pingados e você conclui que o movimento fracassou? Como assim?

Esse teu texto também me lembra aquele garoto que leva a bola para o playground, se irrita porque perdeu a primeira partida e vai embora, levando a bola e impedindo o jogo de continuar.

Neste caso, porém, nem isso é possível. Se você se preparar um pouco mais para os embates da política, verá que essa partida que você quis jogar – e acaba de de desistir – já está em andamento há muito tempo, e não tem data, ainda, para terminar. 

Atualização às 13h: Tico Santa Cruz responde:

Cerca de 30 minutos depois de entrar no ar minha carta-aberta, Tico Santa Cruz manifestou-se sobre o texto por meio de curtas mensagens enviadas via Twitter. O músico disse, primeiro: “Caro jornalista, reconhecer uma derrota como PESSOAL, significa uma reflexão interna, não geral. A meu ver é 1 passo p mudar”. Em seguida, postou: “Reconhecer a derrota não significa DESISTIR, significa que sou capaz de mudar a estratégia, não me julgue sem conhecer.” E completou: “Caso o contrário estará repetindo o mesmo padrão dos TANTOS internautas que emitem opiniões sem se aprofundar nas ações”.

Ontem, Santa Cruz havia escrito no Twitter: “Vocês estão cobertos de razão. Desculpem. Estou me retirando. Reconheço quando perdi. Não consigo + argumentar.” Em seu texto, no blog, também escreve, dirigindo-se a Sarney: “devamos entender que  eles e  vossos pares estão certos e que por conseguinte o Senhor deve seguir as orientações do Querido Presidente LULA e permanecer presidindo a casa.”

Fica aqui, em todo caso, a posição oficial de Tico Santa Cruz: ele não desistiu do “Fora Sarney”. Ainda bem.

Autor: - Categoria(s): Blog, Brasil, Cultura, Internet Tags: , ,
30/06/2009 - 16:01

Ashton Kutcher dá lição de política a brasileiros no Twitter

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Ashton Kutcher é conhecido no Brasil por três motivos principais: fazia o garotão mais bobão no seriado “That´s 70 Show”, casou-se com a atriz Demi Moore e é o perfil mais popular do Twitter, seguido por 2,5 milhões de pessoas.

Bem-humorado, no último domingo, provocou os brasileiros que o seguem no Twitter enquanto os Estados Unidos venciam o Brasil por 2 a 0 na Copa das Confederações. Encerrada a partida, foi alvo de um massacre virtual, aos gritos de “chupa!”. Aceitou a brincadeira com fair-play, tanto que postou a palavra “chupa” no seu Twitter, elevando-a, para orgulho nativo, à categoria de assunto mais quente da rede por algumas horas.

Embalados por essa ajudinha do boa-gente Kutcher, o apresentador Marcos Mion, o músico Junior Lima e o ator Bruno Gagliasso, entre outros, se juntaram num grupo chamado Os Piratas numa campanha para convencer o ator americano a postar as palavras “fora Sarney” no seu Twitter. A campanha transformou-se numa das maiores piadas da curta história do Twitter brasileiro.

Primeiro, enviaram uma mensagem para Kutcher, em inglês: “Hey, Ashton, por favor diga #forasarney e ajude o Brasil a afastar seu senador corrupto”. Como Kutcher não respondeu, o irmão da Sandy insistiu: “Estamos lutando pelo fim da corrupção no nosso governo! Precisamos da sua ajuda! Apenas escreva #forasarney”.

Depois foi a vez de Marcos Mion. Sua primeira mensagem dizia: “Ashton, sou um VJ da MTV Brasil. Veja um trecho do meu programa”. Em seguida, foi a vez de Junior, de novo: “Vamos lá, cara. É só para finalidades midiáticas. Você é importante para fazer nossa opinião importante. #forasarney”. Mion insistiu: “Ashton, o Brasil precisa da sua ajuda! Escreva #forasarney para nos ajudar a combater a corrupção no nosso país! Por favor! O Brasil te ama! Feijoada! Samba!”.

Até que Kutcher se encheu e respondeu: “Para os brasileiros; só VOCÊS têm o poder de afastar seu senador. É o SEU país. VOCÊS devem lutar pelo que acreditam. Eu não tenho voto”. Mion então escreveu: “Putz… O Ashton disse que não pode ajudar! Que nós temos que lutar pelo nosso país. Fuck…”

Minha sugestão, caso alguém se interesse em saber, é a seguinte: Marcos Mion, Junior Lima e companhia limitada deveriam, como prêmio por este desempenho no Twitter, ser convidados a participar da próxima edição de “A Fazenda”.

Hit no Twitter, um vídeo muito divertido, criado pelo blogueiro Carlos Cardoso, resume esta história aqui.

Autor: - Categoria(s): Blog, Colunismo social, Esporte Tags: , , , , , ,
30/06/2009 - 08:35

Sobre o “chupa” no Twitter

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O sucesso do movimento que emplacou a palavra “chupa” como a mais mencionada no Twitter depois da partida entre Brasil e Estados Unidos me lembrou que usei exatamente esta palavra no esforço de explicar o sucesso do diário “Lance!”.

Em “História do Lance! – Projeto e prática do jornalismo esportivo”, recém-publicado, uma das questões que enfrento diz respeito ao público do jornal, hoje o principal diário esportivo do país. Relato no livro que o objetivo inicial, em 1997, era atingir um público jovem, de classe média, mas o jornal alcançou sucesso junto a outros públicos também. Com base em dados estatísticos disponíveis, e analisando o conteúdo do jornal, bem como as cartas enviadas ao “Lance!” nos seus primórdios, eu escrevo:

“Imagino que um leitor do Lance! é o jovem de classe média abonada, que vai à janela do apartamento gritar “chupa!” quando seu time ganha e, dessa forma, mantém-se à distância, protegido, de um outro leitor do jornal, o jovem de origem humilde que passa embaixo, na calçada, e não pode alcançá-lo. A julgar pelas cartas enviadas ao jornal, esses dois universos comungam de vocabulário limitado e acreditam que o jornal não apenas é uma fonte de informação esportiva, mas um espaço para tripudiar dos colegas e, eventualmente, conseguir uma camisa autografada do seu ídolo.” 

Autor: - Categoria(s): Brasil, Esporte, jornalismo Tags: , ,
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